Quando uma fintech desaparece, o dinheiro em trânsito não some — ele apenas encontra novos donos disputando sua posse. A liquidação do Will Bank revelou uma lacuna estrutural no sistema de pagamentos brasileiro: a Mastercard honrou os repasses à vista aos lojistas, cerca de R$ 2,5 bilhões, mas a outra metade do volume total permanece em território contestado entre a bandeira americana e as adquirentes. O que parece uma disputa contábil é, na verdade, uma pergunta mais antiga sobre quem carrega o risco quando as instituições falham.