Em meio a uma das maiores reestruturações do varejo brasileiro recente, a Casas Bahia coloca centenas de eletrodomésticos a leilão com lances iniciais que desafiam os preços de mercado — máquinas de lavar por R$ 220, geladeiras por R$ 780. O gesto revela a tensão entre o cotidiano das operações e o peso de R$ 17,3 bilhões em dívidas, enquanto a empresa insiste que vender o que devolve e o que conserta sempre fez parte do seu ritmo. Há algo de simbólico em ver uma gigante do comércio popular ofertar, a preços populares, os objetos que passaram por suas mãos e voltaram.