A Casas Bahia, rede varejista que por décadas moldou o acesso de milhões de brasileiros a eletrodomésticos, realiza um leilão de eletrônicos a R$ 200 por item em meio ao fechamento de lojas físicas pelo país. O gesto, aparentemente tático, carrega o peso simbólico de uma era do varejo tradicional que se reconfigura diante de forças maiores — a digitalização do consumo, a concorrência das plataformas online e as pressões de uma economia em transformação. Liquidar geladeiras e televisores a preço único é, antes de tudo, uma confissão silenciosa de que o modelo que funcionou por gerações precisa