Casas Bahia fecha 12 lojas e demite mais de 300 em Salvador

Mais de 300 funcionários foram demitidos em Salvador sem aviso prévio e sem receber rescisões de contrato; nacionalmente, 3 mil funcionários foram dispensados.
Foi uma demissão instantânea. Nos pegaram de surpresa.
O presidente do sindicato descreve como os trabalhadores de Salvador foram surpreendidos pelo fechamento das lojas.
Mark

Por que a empresa não avisou os funcionários com antecedência?

Mimi

Segundo o sindicato, não houve aviso prévio. Foi uma demissão instantânea, na sexta-feira, pegando os trabalhadores completamente de surpresa.

Mark

E quanto às rescisões? Os funcionários receberam algo?

Mimi

Não. Os mais de 300 demitidos em Salvador ainda não receberam suas rescisões de contrato. É uma das razões pelas quais o sindicato marcou uma assembleia para discutir os próximos passos.

Mark

Como a recuperação judicial funciona neste caso?

Mimi

É um mecanismo legal que permite à empresa renegociar suas dívidas — neste caso, R$ 17,3 bilhões — sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência e manter as operações enquanto a empresa se reorganiza financeiramente.

Mark

Mas se o objetivo é preservar empregos, por que fecharam tantas lojas?

Mimi

Essa é a tensão central. A empresa argumenta que precisa enxugar operações para sobreviver. Mas para os trabalhadores, significa perda imediata de renda sem proteção adequada.

Mark

Isso está acontecendo só em Salvador?

Mimi

Não. Em todo o país, quase 300 lojas foram fechadas e cerca de 3 mil funcionários foram dispensados. Salvador é apenas um dos pontos de impacto dessa crise maior.

  • Doze lojas fecharam as portas de uma só vez em Salvador, sem aviso prévio, deixando mais de 300 funcionários desempregados da noite para o dia.
  • Os trabalhadores demitidos ainda não receberam suas rescisões de contrato, e o sindicato classifica a situação como 'dramática' e sem precedentes na capital baiana.
  • Todas as unidades em shoppings — Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Piedade — foram fechadas, enquanto apenas quatro lojas em bairros periféricos seguem operando.
  • Em escala nacional, quase 300 lojas foram encerradas e cerca de 3 mil funcionários dispensados, revelando a profundidade da crise que levou o grupo à recuperação judicial.
  • O sindicato convocou assembleia para discutir os próximos passos dos demitidos, enquanto a empresa busca reorganizar R$ 17,3 bilhões em dívidas sob supervisão da Justiça em São Paulo.

Em meio a uma das maiores crises do varejo brasileiro, a Casas Bahia encerrou abruptamente 12 de suas 16 lojas em Salvador na última sexta-feira, deixando mais de 300 trabalhadores sem emprego e sem rescisão. O episódio é um reflexo local de um colapso de escala nacional: o grupo enfrenta R$ 17,3 bilhões em dívidas e busca sobreviver sob a tutela da recuperação judicial, mecanismo que suspende a falência mas não suspende o impacto humano. Como tantas vezes na história do comércio, são os trabalhadores — pegos de surpresa, sem aviso e sem garantias — que carregam o peso imediato das decisões tomadas nos andares mais altos.

Na terça-feira, 18 de agosto, Salvador acordou com apenas quatro das 16 lojas da Casas Bahia abertas. Na sexta anterior, 12 unidades haviam sido fechadas de forma abrupta, levando consigo mais de 300 empregos. Quem deu o alarme foi Renato Ezequiel, presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, que descreveu demissões instantâneas, sem aviso prévio e sem o pagamento das rescisões devidas.

As lojas que sobreviveram ficam nos bairros de Calçada, Cajazeiras, Itapuã e Pau da Lima. Já todas as unidades instaladas em shoppings — Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Piedade — estão entre as fechadas. A empresa não se manifestou sobre o ocorrido na capital ou em outras cidades do estado.

O contexto é o de uma recuperação judicial apresentada pelo Grupo Casas Bahia à Justiça: um mecanismo que permite renegociar dívidas sob supervisão do tribunal para evitar a falência. O grupo acumula cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e envolve a própria Casas Bahia e outras nove empresas coligadas. O pedido foi protocolado em caráter de urgência no Foro Central Cível de São Paulo e ainda aguarda ratificação em Assembleia Geral Extraordinária.

Ezequiel afirmou que os trabalhadores foram pegos completamente de surpresa e que o sindicato está 'de olho vivo' na situação. Uma assembleia foi convocada para discutir o destino dos demitidos e os próximos passos coletivos. No plano nacional, os números são ainda mais expressivos: quase 300 lojas fechadas e aproximadamente 3 mil funcionários dispensados em todo o país. A empresa declarou intenção de manter lojas físicas, e-commerce e demais canais operando sem grandes interrupções para os consumidores — mas para centenas de trabalhadores, a interrupção já chegou.

Na terça-feira 18 de agosto, das 16 lojas que a Casas Bahia operava em Salvador, apenas quatro permaneciam abertas. O restante havia sido fechado na sexta anterior, levando consigo mais de 300 empregos. O anúncio veio do presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Renato Ezequiel, que descreveu o episódio como uma demissão instantânea, sem aviso prévio e sem que os trabalhadores recebessem suas rescisões de contrato.

As quatro unidades que continuam funcionando ficam nos bairros de Calçada, Cajazeiras, Itapuã e Pau da Lima. Todas as lojas localizadas em shoppings — Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Piedade — foram entre as 12 fechadas. A empresa não respondeu aos contatos da reportagem para comentar a situação na capital baiana ou em outras cidades do estado.

O fechamento em massa ocorre no contexto de um pedido de recuperação judicial apresentado pelo Grupo Casas Bahia à Justiça. Trata-se de um mecanismo legal que permite às empresas com dificuldades financeiras renegociar suas dívidas sob supervisão do tribunal, evitando a falência enquanto buscam reequilibrar as contas. Neste caso, o grupo enfrenta uma dívida de aproximadamente R$ 17,3 bilhões e busca reorganizar suas finanças através desse processo.

Ezequiel afirmou que os trabalhadores foram pegos de surpresa e que o sindicato está acompanhando a situação com atenção. Uma assembleia foi marcada para discutir o destino dos demitidos e analisar os próximos passos. "Nós estamos acompanhando de olho vivo nessa situação. É uma situação dramática", declarou o presidente do sindicato, ressaltando que a entidade está em diálogo com os trabalhadores afetados.

Em nível nacional, o impacto é ainda maior. Conforme dados apresentados à Justiça pela empresa, quase 300 lojas foram fechadas em todo o país e aproximadamente 3 mil funcionários foram dispensados. A recuperação judicial envolve a própria Casas Bahia e outras nove empresas do grupo, todas buscando reorganizar suas operações sob supervisão judicial.

A companhia informou que a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador, com o pedido protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em processos de falência e recuperação judicial. A empresa declarou sua intenção de manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda sem interrupções significativas para os consumidores. Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, ainda precisa ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.

Nós estamos acompanhando de olho vivo nessa situação. É uma situação dramática. Foi uma demissão instantânea.
— Renato Ezequiel, presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador
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