Casal transforma hobby em negócio de terrários com orixás e fatura R$ 100 mil/mês

O medo sempre vai existir. A diferença é deixar a coragem falar mais alto.
Will Souza reflete sobre o momento em que ele e Edu enfrentaram a timidez para vender na Avenida Paulista.
Mark

Como dois empreendedores saem de um hobby e chegam a faturar R$ 100 mil por mês?

Mimi

Começou com coragem e um porta-malas. Eles tinham R$ 450, foram para a Avenida Paulista e venderam dez terrários no primeiro dia. Mas o grande salto foi quando perceberam que tinham encontrado um nicho — os terrários dos orixás.

Luke

Espera. Eles venderam dez unidades no primeiro dia com R$ 450 de investimento inicial? Isso significa que o custo de produção de cada terrário era muito baixo, ou o preço de venda era bem alto?

Mimi

O preço médio é R$ 175 por peça. Então sim, a margem é interessante. Mas o ponto é que eles não apenas fizeram um produto — criaram uma narrativa em torno dele.

Mark

E as redes sociais foram decisivas?

Mimi

Noventa e oito por cento das vendas acontecem online. Eles entenderam que não eram só um negócio de terrários, mas produtores de conteúdo. Quando Anitta lançou um álbum, Edu criou miniaturas baseadas no universo visual dela.

Luke

Mas quantas pessoas realmente viram esse conteúdo? O artigo diz que os vídeos viralizaram e chegaram à Anitta, mas não há números de alcance, engajamento ou conversão.

Mimi

É verdade. Sabemos que funcionou porque a empresa cresceu, mas os números específicos de redes sociais não estão no relato.

Mark

E quanto à logística? Como resolveram o problema de enviar vidro e plantas vivas?

Mimi

Levou três anos de testes. Desenvolveram um sistema de proteção com plástico-bolha e caixas reforçadas. Depois disso, conseguiram expandir para fora de São Paulo.

Luke

Três anos é um tempo longo. Quantas vendas perderam nesse período por não poderem entregar fora do estado?

Mimi

Não sabemos. O artigo não menciona isso. Mas agora 60% dos terrários vendidos vão para fora de São Paulo, então a expansão foi significativa.

Mark

Qual é o próximo passo para eles?

Mimi

Will diz que ainda há muitos lugares para alcançar. Eles têm sete pessoas na equipe, produzem 300 terrários por mês, e oferecem também cursos e peças personalizadas. Parece que estão apenas começando.

  • Investimento inicial de R$ 450 recuperado no primeiro dia de vendas na Avenida Paulista
  • Faturamento mensal de R$ 100 mil em períodos de pico, com preço médio de R$ 175 por terrário
  • Produção de cerca de 300 terrários por mês com equipe de sete pessoas
  • Noventa e oito por cento das vendas acontecem online
  • Sessenta por cento dos terrários vendidos têm destino fora de São Paulo após resolver desafios logísticos

Dois empreendedores transformaram um hobby em negócio lucrativo, começando com R$ 450 de investimento e chegando a R$ 100 mil de faturamento mensal. A especialização em terrários dos orixás foi a virada de chave, diferenciando a empresa em mercado competitivo e gerando encantamento através das redes sociais.

Edu e Will criaram um negócio de terrários inspirados nos orixás que fatura R$ 100 mil por mês, combinando arte, natureza e elementos simbólicos em um nicho pouco explorado.

Edu Santana e Will Souza chegaram a São Paulo vindo de Florianópolis com uma pergunta urgente: como ganhar dinheiro? A resposta não veio de um plano de negócios ou de um investidor. Veio de vidro, terra, plantas e uma ideia que começou como passatempo — os terrários, aqueles pequenos mundos em miniatura que cabem na palma da mão.

Os terrários são ecossistemas fechados dentro de recipientes de vidro, paisagens reduzidas que reproduzem a natureza em escala diminuta. Edu, arquiteto e designer de interiores, viu neles uma oportunidade de unir criatividade, paisagismo e trabalho manual. Desde o início, porém, impôs a si mesmo uma regra: cada peça precisaria ser única, carregando sua própria assinatura artística. Não havia espaço para cópia ou reprodução de modelos já existentes.

Os primeiros clientes apareceram entre vizinhos, de forma orgânica. Mas foi quando Edu e Will reuniram coragem para testar o mercado na Avenida Paulista que o negócio começou a ganhar forma real. Com cerca de 25 terrários no porta-malas e um investimento inicial de apenas R$ 450, venderam aproximadamente dez unidades no primeiro dia. O medo que os havia paralisado antes — a vergonha, o receio — cedeu lugar à necessidade prática de empreender. "O medo sempre vai existir. A diferença é deixar a coragem falar mais alto", refletiria Will depois.

A transformação verdadeira, porém, veio quando clientes começaram a pedir terrários que representassem orixás. Em vez de tratar o pedido como um simples encargo, a dupla decidiu elevar o aspecto artístico das peças, mergulhando nas histórias e simbologias das divindades. Essa decisão abriu um nicho pouco explorado. "Hoje somos especializados nos terrários dos orixás. Nossa grande virada como negócio aconteceu exatamente por causa deles", afirma Will. O que começou como um detalhe se tornou o motor principal do crescimento.

O sucesso, porém, não dependeu apenas da criatividade. As redes sociais se tornaram ferramenta essencial. Noventa e oito por cento das vendas acontecem online. A estratégia consistia em contar as histórias por trás de cada peça, mostrar os bastidores da produção e acompanhar tendências culturais. Quando Anitta lançou um álbum, Edu criou miniaturas baseadas no universo visual da cantora e as incorporou aos terrários. Os vídeos viralizaram, chegando até à própria artista, que interagiu com o conteúdo. "Quando entendemos que não éramos apenas um negócio de terrários, mas também produtores de conteúdo, tudo mudou", diz Will.

O crescimento trouxe um desafio prático: como enviar um produto frágil, feito de vidro e plantas vivas, para todo o país? Durante três anos, as vendas ficaram restritas a São Paulo. Apenas após diversos testes de embalagem — desenvolvendo um sistema de proteção com plástico-bolha e caixas reforçadas — a empresa conseguiu expandir. Hoje, cerca de 60% dos terrários vendidos têm destino fora do estado.

A operação que começou dentro de um apartamento agora reúne sete pessoas e produz cerca de 300 terrários por mês. O preço médio de cada peça é R$ 175. Em períodos de pico, o faturamento mensal já atingiu R$ 100 mil. Edu segue responsável pela criação artística, enquanto Will cuida da gestão, marketing e estratégia digital. A essência do negócio permanece a mesma: cada terrário é um trabalho artesanal, uma pequena declaração de intenção. "A gente ainda tem muitos lugares para alcançar. É só o começo", afirma Will, olhando para frente.

O nosso planeta dentro do vidro
— Edu Santana, descrevendo os terrários produzidos pelo estúdio
Quando entendemos que não éramos apenas um negócio de terrários, mas também produtores de conteúdo, tudo mudou
— Will Souza, sobre a estratégia de crescimento através das redes sociais
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