Casal é preso por receptação de celulares furtados e saques bancários em Cariacica

Apesar do dia quente, ela estava de calça
O detalhe visual que levou a polícia a identificar um dos suspeitos através da tornozeleira eletrônica.
Mark

Como a polícia conseguiu conectar um simples furto de celular a um esquema de saques bancários?

Mimi

Começou com o rastreamento. Quando a vítima registrou o furto, a polícia não apenas procurou o aparelho — conseguiu localizá-lo e descobriu que estava sendo usado para fazer transferências. Isso abriu os olhos dos investigadores.

Luke

Mas como exatamente eles rastrearam? Pelo GPS do telefone? Pela atividade bancária? A fonte não deixa claro.

Mark

E o segundo celular — como souberam que também era roubado?

Mimi

Quando rastrearam para onde o dinheiro estava sendo transferido, descobriram que era para outro aparelho. Investigaram esse segundo telefone e confirmaram que também tinha sido furtado.

Luke

Então eles tiveram sorte de que os suspeitos usassem dois aparelhos diferentes. Se tivessem feito tudo em um só, seria mais difícil rastrear?

Mark

O detalhe da calça em um dia quente — isso realmente levou à identificação?

Mimi

Foi o que chamou a atenção do delegado. Aquele detalhe, combinado com a data e hora do saque, levou a polícia a verificar com a Secretaria de Justiça se havia alguém com tornozeleira eletrônica naquele local naquele horário.

Luke

Isso é investigação sólida, mas depende de um detalhe visual. E se a pessoa tivesse se vestido diferente? Quantos casos são resolvidos por observação assim?

Mark

A terceira cúmplice — há pistas sobre quem é?

Mimi

A reportagem não diz. Só confirma que está foragida e que a polícia continua investigando.

Luke

Então o esquema pode ser maior do que parece. Não sabemos quantas vítimas, quantos celulares, quanto dinheiro foi movimentado.

  • Celulares furtados em um show viraram ferramentas de esvaziamento de contas bancárias, com vítimas descobrindo as perdas apenas depois do estrago feito.
  • A polícia rastreou os aparelhos roubados e percebeu que funcionavam em par — um para acessar contas, outro para receber as transferências — revelando um esquema mais sofisticado do que parecia.
  • Câmeras de segurança de um caixa eletrônico identificaram o casal realizando saques na manhã seguinte ao show, e um detalhe incomum — uma calça em dia de calor — levou os investigadores a acionar a Secretaria de Justiça.
  • Confirmou-se que o suspeito usava tornozeleira eletrônica, o que permitiu sua identificação definitiva e a solicitação de prisão preventiva para ambos.
  • Uma terceira cúmplice segue foragida, e o número real de vítimas e contas afetadas ainda está sendo apurado pelas autoridades.

Em Cariacica, um casal foi preso depois que a polícia seguiu a trilha silenciosa deixada por aparelhos roubados e transações bancárias suspeitas. O que começou com o furto de um celular durante um show na Praia de Camburi revelou um esquema coordenado de receptação e estelionato — um lembrete de que, na era digital, cada transação carrega consigo um rastro que a justiça pode aprender a ler. A tecnologia que serviu aos suspeitos foi, no fim, a mesma que os entregou.

A Polícia Civil de Cariacica prendeu um casal suspeito de receptar celulares roubados e usá-los para realizar transferências e saques bancários em nome das vítimas. O homem, de 32 anos, e a mulher, de 26, foram detidos no bairro Campo Grande na tarde de terça-feira, com mandados de prisão por estelionato.

A investigação teve início quando uma mulher registrou o furto de seu celular durante um show na Praia de Camburi, em Vitória. Ao rastrear o aparelho, os policiais descobriram que ele estava sendo usado ativamente para movimentar contas bancárias. O dinheiro transferido ia parar em um segundo telefone, também furtado — os dois dispositivos formavam uma corrente: um abria o acesso às contas, o outro recebia os valores.

A trilha levou a uma agência bancária onde um saque havia sido feito. As câmeras do caixa eletrônico mostraram um homem e uma mulher realizando a transação na manhã seguinte ao show. O delegado Brenno Andrade notou algo fora do lugar: apesar do calor, a mulher usava calça comprida. O detalhe fez a polícia acionar a Secretaria de Justiça, que confirmou que o homem identificado nas imagens estava monitorado com tornozeleira eletrônica.

Com os suspeitos identificados, a prisão preventiva foi solicitada e cumprida. A investigação, porém, continua: uma terceira pessoa envolvida no esquema permanece foragida, e o total de vítimas e valores subtraídos ainda está sendo apurado.

A Polícia Civil de Cariacica prendeu um casal suspeito de receptar celulares roubados e usá-los para drenar contas bancárias alheias. O homem, 32 anos, e a mulher, 26, foram detidos no bairro Campo Grande com mandados de prisão por estelionato cumpridos na tarde de terça-feira. A investigação começou simples: uma mulher registrou o furto de seu telefone durante um show na Praia de Camburi, em Vitória, e a polícia decidiu rastreá-lo.

O que os investigadores descobriram foi um esquema coordenado. O celular roubado não estava apenas desaparecido — estava sendo usado ativamente para fazer transferências bancárias. Quando a polícia rastreou para onde o dinheiro estava indo, encontrou um segundo telefone, também furtado. Os dois aparelhos funcionavam como uma corrente: um recebia o acesso às contas das vítimas, o outro recebia as transferências. Era um sistema simples e eficaz.

Os policiais seguiram a trilha até uma agência bancária onde um saque havia sido realizado. Consultando as câmeras de segurança do caixa eletrônico, identificaram um homem e uma mulher na transação. A data e a hora foram cruciais: o saque aconteceu na manhã seguinte ao show em Camburi. O delegado Brenno Andrade notou um detalhe que pareceu fora de lugar. "Apesar do dia quente, ela estava de calça", disse o delegado. Aquele detalhe levou a polícia a acionar a Secretaria de Justiça, que confirmou o suspeito: a pessoa identificada nas câmeras estava usando tornozeleira eletrônica.

Com os suspeitos localizados, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de ambos. O homem já estava monitorado pelo sistema de justiça criminal; a mulher foi presa como cúmplice do esquema. Mas a investigação não terminou ali. Uma terceira pessoa envolvida no caso permanece foragida, e a polícia continua rastreando os passos da rede de receptação. Quantos celulares foram roubados, quantas contas foram esvaziadas — esses números ainda estão sendo apurados. O que se sabe é que o esquema funcionou por tempo suficiente para deixar múltiplas vítimas e que a polícia conseguiu interrompê-lo seguindo a trilha digital que os suspeitos deixaram para trás.

As investigações nos levaram a uma pessoa que efetuou o saque na manhã seguinte ao show. O que chamou a atenção foi que, apesar do dia quente, ela estava de calça. Acionamos a Sejus, que confirmou que, naquele local, havia uma pessoa utilizando tornozeleira eletrônica.
— Delegado Brenno Andrade
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