Em Cariacica, um casal foi preso depois que a polícia seguiu a trilha silenciosa deixada por aparelhos roubados e transações bancárias suspeitas. O que começou com o furto de um celular durante um show na Praia de Camburi revelou um esquema coordenado de receptação e estelionato — um lembrete de que, na era digital, cada transação carrega consigo um rastro que a justiça pode aprender a ler. A tecnologia que serviu aos suspeitos foi, no fim, a mesma que os entregou.
Casal é preso por receptação de celulares furtados e saques bancários em Cariacica
Apesar do dia quente, ela estava de calça
Como a polícia conseguiu conectar um simples furto de celular a um esquema de saques bancários?
Começou com o rastreamento. Quando a vítima registrou o furto, a polícia não apenas procurou o aparelho — conseguiu localizá-lo e descobriu que estava sendo usado para fazer transferências. Isso abriu os olhos dos investigadores.
Mas como exatamente eles rastrearam? Pelo GPS do telefone? Pela atividade bancária? A fonte não deixa claro.
E o segundo celular — como souberam que também era roubado?
Quando rastrearam para onde o dinheiro estava sendo transferido, descobriram que era para outro aparelho. Investigaram esse segundo telefone e confirmaram que também tinha sido furtado.
Então eles tiveram sorte de que os suspeitos usassem dois aparelhos diferentes. Se tivessem feito tudo em um só, seria mais difícil rastrear?
O detalhe da calça em um dia quente — isso realmente levou à identificação?
Foi o que chamou a atenção do delegado. Aquele detalhe, combinado com a data e hora do saque, levou a polícia a verificar com a Secretaria de Justiça se havia alguém com tornozeleira eletrônica naquele local naquele horário.
Isso é investigação sólida, mas depende de um detalhe visual. E se a pessoa tivesse se vestido diferente? Quantos casos são resolvidos por observação assim?
A terceira cúmplice — há pistas sobre quem é?
A reportagem não diz. Só confirma que está foragida e que a polícia continua investigando.
Então o esquema pode ser maior do que parece. Não sabemos quantas vítimas, quantos celulares, quanto dinheiro foi movimentado.
The Pulse
- Celulares furtados em um show viraram ferramentas de esvaziamento de contas bancárias, com vítimas descobrindo as perdas apenas depois do estrago feito.
- A polícia rastreou os aparelhos roubados e percebeu que funcionavam em par — um para acessar contas, outro para receber as transferências — revelando um esquema mais sofisticado do que parecia.
- Câmeras de segurança de um caixa eletrônico identificaram o casal realizando saques na manhã seguinte ao show, e um detalhe incomum — uma calça em dia de calor — levou os investigadores a acionar a Secretaria de Justiça.
- Confirmou-se que o suspeito usava tornozeleira eletrônica, o que permitiu sua identificação definitiva e a solicitação de prisão preventiva para ambos.
- Uma terceira cúmplice segue foragida, e o número real de vítimas e contas afetadas ainda está sendo apurado pelas autoridades.
Em Cariacica, um casal foi preso depois que a polícia seguiu a trilha silenciosa deixada por aparelhos roubados e transações bancárias suspeitas. O que começou com o furto de um celular durante um show na Praia de Camburi revelou um esquema coordenado de receptação e estelionato — um lembrete de que, na era digital, cada transação carrega consigo um rastro que a justiça pode aprender a ler. A tecnologia que serviu aos suspeitos foi, no fim, a mesma que os entregou.
A Polícia Civil de Cariacica prendeu um casal suspeito de receptar celulares roubados e usá-los para realizar transferências e saques bancários em nome das vítimas. O homem, de 32 anos, e a mulher, de 26, foram detidos no bairro Campo Grande na tarde de terça-feira, com mandados de prisão por estelionato.
A investigação teve início quando uma mulher registrou o furto de seu celular durante um show na Praia de Camburi, em Vitória. Ao rastrear o aparelho, os policiais descobriram que ele estava sendo usado ativamente para movimentar contas bancárias. O dinheiro transferido ia parar em um segundo telefone, também furtado — os dois dispositivos formavam uma corrente: um abria o acesso às contas, o outro recebia os valores.
A trilha levou a uma agência bancária onde um saque havia sido feito. As câmeras do caixa eletrônico mostraram um homem e uma mulher realizando a transação na manhã seguinte ao show. O delegado Brenno Andrade notou algo fora do lugar: apesar do calor, a mulher usava calça comprida. O detalhe fez a polícia acionar a Secretaria de Justiça, que confirmou que o homem identificado nas imagens estava monitorado com tornozeleira eletrônica.
Com os suspeitos identificados, a prisão preventiva foi solicitada e cumprida. A investigação, porém, continua: uma terceira pessoa envolvida no esquema permanece foragida, e o total de vítimas e valores subtraídos ainda está sendo apurado.
A Polícia Civil de Cariacica prendeu um casal suspeito de receptar celulares roubados e usá-los para drenar contas bancárias alheias. O homem, 32 anos, e a mulher, 26, foram detidos no bairro Campo Grande com mandados de prisão por estelionato cumpridos na tarde de terça-feira. A investigação começou simples: uma mulher registrou o furto de seu telefone durante um show na Praia de Camburi, em Vitória, e a polícia decidiu rastreá-lo.
O que os investigadores descobriram foi um esquema coordenado. O celular roubado não estava apenas desaparecido — estava sendo usado ativamente para fazer transferências bancárias. Quando a polícia rastreou para onde o dinheiro estava indo, encontrou um segundo telefone, também furtado. Os dois aparelhos funcionavam como uma corrente: um recebia o acesso às contas das vítimas, o outro recebia as transferências. Era um sistema simples e eficaz.
Os policiais seguiram a trilha até uma agência bancária onde um saque havia sido realizado. Consultando as câmeras de segurança do caixa eletrônico, identificaram um homem e uma mulher na transação. A data e a hora foram cruciais: o saque aconteceu na manhã seguinte ao show em Camburi. O delegado Brenno Andrade notou um detalhe que pareceu fora de lugar. "Apesar do dia quente, ela estava de calça", disse o delegado. Aquele detalhe levou a polícia a acionar a Secretaria de Justiça, que confirmou o suspeito: a pessoa identificada nas câmeras estava usando tornozeleira eletrônica.
Com os suspeitos localizados, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de ambos. O homem já estava monitorado pelo sistema de justiça criminal; a mulher foi presa como cúmplice do esquema. Mas a investigação não terminou ali. Uma terceira pessoa envolvida no caso permanece foragida, e a polícia continua rastreando os passos da rede de receptação. Quantos celulares foram roubados, quantas contas foram esvaziadas — esses números ainda estão sendo apurados. O que se sabe é que o esquema funcionou por tempo suficiente para deixar múltiplas vítimas e que a polícia conseguiu interrompê-lo seguindo a trilha digital que os suspeitos deixaram para trás.
Notable Quotes
As investigações nos levaram a uma pessoa que efetuou o saque na manhã seguinte ao show. O que chamou a atenção foi que, apesar do dia quente, ela estava de calça. Acionamos a Sejus, que confirmou que, naquele local, havia uma pessoa utilizando tornozeleira eletrônica.— Delegado Brenno Andrade