Casal é preso ao tentar aplicar golpe do 'auxílio-gás' contra idoso em Vitória

Um idoso de 70 anos foi alvo de tentativa de fraude por dois meses, sofrendo abordagens presenciais e contatos telefônicos insistentes.
A filha pediu identificação e a mulher não conseguiu dar respostas que fizessem sentido
O detalhe que fez Fabíola desconfiar e interromper o golpe antes que avançasse.
Mark

Como é que a filha conseguiu desconfiar tão rápido? A maioria das pessoas provavelmente teria acreditado.

Mimi

Ela disse que o pai nunca havia se cadastrado para o auxílio-gás. Quando ele ligou perguntando se era real, ela já estava atenta. E quando a mulher chegou à porta, Fabíola pediu identificação — foi esse detalhe que fez a diferença.

Luke

Mas a gente não sabe se a mulher realmente não conseguiu responder ou se apenas desistiu quando viu que seria questionada. O relato vem da filha, não há detalhes sobre o que exatamente foi dito.

Mark

E por que levou dois meses? Eles ligaram uma vez, foram embora, e depois voltaram?

Mimi

Parece que eles testaram o terreno primeiro. Quando viram que havia resistência, esperaram alguns dias e tentaram uma abordagem diferente — desta vez dizendo que tinham o cartão do idoso.

Luke

Isso é interpretação. O que sabemos é que houve contatos ao longo de dois meses e que na terça-feira à noite eles ligaram novamente. Não está claro se havia um padrão deliberado ou se era só persistência.

Mark

E os outros cartões que encontraram? Nove celulares e quatro cartões — isso sugere que tinham outras vítimas?

Mimi

Muito provavelmente. A polícia está investigando justamente isso. E aquela ligação que chegou durante o registro, de alguém em Minas Gerais, reforça que o esquema era maior.

Luke

Mas a gente não sabe quantas vítimas reais houve. Os cartões podem ter sido roubados, podem ter sido de tentativas fracassadas. A investigação está em andamento.

Mark

Qual é o próximo passo?

Mimi

A polícia quer identificar outras vítimas e verificar se o casal atuava em outros estados. Aquela ligação de Minas Gerais é um ponto de partida.

Luke

E também há a questão de saber se eles agiam sozinhos ou se faziam parte de uma rede maior. Nove celulares é muito para apenas dois golpistas.

  • Por dois meses, um idoso de 70 anos foi sistematicamente assediado por telefone e pessoalmente por pessoas que fingiam representar o governo para obter seus dados bancários.
  • A filha da vítima percebeu a inconsistência da história e passou a agir como escudo — questionando, acionando a polícia e impedindo que o golpe se consumasse.
  • Câmeras de videomonitoramento registraram a fuga da suspeita e forneceram o rastro necessário: o veículo do casal foi identificado e interceptado pela Guarda Municipal horas depois.
  • Com os suspeitos presos, a polícia encontrou nove celulares e quatro cartões de benefício — e um dos aparelhos tocou durante o registro, com outra vítima em potencial ligando de Minas Gerais.
  • O casal foi autuado por tentativa de estelionato contra idoso e encaminhado a unidades prisionais distintas, enquanto a investigação se expande para mapear outras vítimas em diferentes estados.

Em Vitória, um casal foi preso ao tentar enganar um idoso de 70 anos com a promessa falsa de um benefício governamental chamado auxílio-gás — um golpe que dura tanto quanto a vulnerabilidade que explora. Foi a desconfiança de uma filha, e não a falha dos estelionatários, que interrompeu dois meses de assédio paciente e calculado. A prisão revelou nove celulares e quatro cartões de benefício, e uma ligação recebida durante o registro policial sugere que o esquema alcançava outros estados, lembrando-nos de que a fraude contra os mais velhos raramente é um ato isolado.

Tudo começou com uma ligação. Há dois meses, um homem de 70 anos em Vitória foi informado de que havia sido contemplado com o auxílio-gás. Desconfiado, ele chamou a filha, Fabíola Brandão, que logo percebeu a inconsistência: o pai jamais havia se cadastrado para qualquer benefício do tipo. Mesmo assim, os golpistas insistiram — marcaram uma visita para as 20 horas, dizendo ser do CRAS.

Quando a mulher apareceu à porta, Fabíola fez perguntas. Pediu identificação. Sem respostas convincentes, a visitante foi embora. Dois dias depois, os suspeitos ligaram novamente, alegando um mal-entendido e afirmando ter o cartão bancário do idoso em mãos — precisavam apenas que ele confirmasse alguns dados pessoais.

Fabíola agiu rápido. Na manhã seguinte, acionou a polícia antes que a suspeita voltasse. Quando ela chegou e percebeu que havia sido descoberta, fugiu. As câmeras de videomonitoramento registraram tudo, incluindo o veículo usado pelo casal. Horas depois, a Guarda Municipal interceptou o carro em um cruzamento da cidade.

Dentro do veículo estavam um homem de 43 anos e uma mulher de 42. A revista revelou nove celulares e quatro cartões de benefício de vale-gás. Enquanto os policiais faziam o registro, um dos telefones apreendidos tocou — era uma possível vítima ligando de Minas Gerais, sugerindo que o esquema ia além das fronteiras do Espírito Santo.

O casal foi autuado em flagrante por tentativa de estelionato contra idoso e encaminhado a unidades prisionais separadas. A investigação agora busca identificar quantas outras pessoas foram alvo dessa dupla — e quantas vezes o golpe funcionou antes que uma filha atenta decidisse não deixar passar.

Uma ligação chegou há dois meses para um homem de 70 anos em Vitória. Do outro lado da linha, alguém dizia que ele havia sido contemplado com o auxílio-gás, um benefício do governo. O idoso, desconfiado, ligou para a filha, Fabíola Brandão. Ela logo percebeu que algo não batia — o pai nunca havia se cadastrado para receber esse tipo de assistência. Fabíola orientou o pai a não receber ninguém, mas os ligantes foram insistentes. Marcaram uma visita para as 20 horas e disseram que eram do CRAS, o Centro de Referência de Assistência Social.

Quando a mulher chegou à porta, Fabíola começou a fazer perguntas. Pediu identificação. A visitante não conseguiu dar respostas que fizessem sentido e saiu do local. Mas a história não terminou ali. Dois dias depois, na noite de terça-feira, 14 de abril, os mesmos suspeitos ligaram novamente. Desta vez, alegaram um mal-entendido e disseram que tinham o cartão bancário do idoso em mãos. Precisavam apenas que ele confirmasse alguns dados pessoais.

Fabíola não hesitou. Na manhã seguinte, assim que soube que a mulher voltaria à casa do pai, acionou a polícia. Quando a suspeita chegou e percebeu que havia sido descoberta, fugiu. Câmeras de videomonitoramento registraram tudo. A polícia tinha agora um veículo para rastrear — o carro usado pelo casal.

Os sistemas de segurança da cidade começaram a monitorar o automóvel. Horas depois, a Guarda Municipal interceptou o veículo em um cruzamento de Vitória. Dentro dele estavam um homem de 43 anos e uma mulher de 42. A revista revelou nove aparelhos celulares e quatro cartões de benefício de vale-gás. Enquanto os policiais faziam o registro da ocorrência, um dos telefones apreendidos tocou. Era uma ligação de outra possível vítima, desta vez do estado de Minas Gerais.

O casal foi levado à Delegacia Regional de Vitória. Ambos foram autuados em flagrante por tentativa de estelionato contra idoso. O homem foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana, e a mulher ao Centro Prisional Feminino de Cariacica. A polícia agora trabalha para identificar quantas outras pessoas podem ter sido alvo dessa dupla — a ligação que chegou durante o registro sugere que a operação se estendia para além das fronteiras do Espírito Santo.

O que começou como uma ligação suspeita em uma tarde qualquer se transformou em uma investigação que aponta para um esquema maior. A filha do idoso, ao desconfiar e agir rápido, interrompeu o que poderia ter sido mais um roubo bem-sucedido. Agora, a polícia tenta descobrir quantas vezes esse mesmo golpe funcionou antes.

Há dois meses, ligaram para ele falando que ele tinha sido contemplado com o benefício do governo de auxílio-gás, mas como ele nunca teve cadastro, ele me ligou pra saber se era real. Eu falei para ele não receber ninguém, mas eles foram insistentes.
— Fabíola Brandão, filha da vítima
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