Casal de 25 anos compra quartel abandonado por 20 mil euros e reforma-o nos tempos livres

As horas intermináveis a pensar em tudo e a aprender à medida que avançavam
O desgaste maior não foi físico, mas mental, enquanto o casal restaurava o quartel sem experiência prévia.
Mark

Como é que dois rapazes de vinte e cinco anos, sem experiência em obras, conseguem convencer-se a comprar um edifício abandonado há quarenta anos?

Mimi

Acho que foi uma combinação de oportunidade e sonho. O preço era acessível, as paredes de pedra pareciam sólidas, e eles queriam realmente viver numa aldeia das Astúrias, perto da natureza. O histórico do edifício também ajudou — saber que tinha sido um quartel, depois uma casa paroquial, deu-lhes confiança de que a estrutura era capaz de resistir.

Luke

Mas vinte mil euros é apenas o preço de compra. Quanto é que isto vai custar no total? A eletricidade provisória já foi mil e noventa e cinco euros, e eles estão apenas no início.

Mimi

Exatamente. Eles sabem disso. Por isso é que estão a financiar a restauração com as poupanças dos salários, à medida que conseguem. Não é um projeto com orçamento fechado — é um processo contínuo.

Mark

E como é que aprendem a fazer as coisas? Não têm formação em construção.

Mimi

Veem vídeos online, perguntam a profissionais em lojas de materiais, pedem conselhos aos vizinhos, e até usam inteligência artificial para tirar dúvidas. Mas cada solução tem de ser testada na própria casa.

Luke

Isso é arriscado, não é? Se cometerem erros estruturais, podem danificar ainda mais o edifício ou colocar-se em perigo.

Mimi

Sim, há risco. Mas eles parecem estar conscientes disso. O que mais os desgastou não foi o esforço físico, mas as horas a pensar em tudo e a aprender enquanto avançavam.

Mark

Qual é o objetivo final? Querem viver lá?

Mimi

Sim, querem transformar aquele quartel numa casa onde possam viver. Querem manter o histórico do edifício, mas dar-lhe uma nova vida.

Luke

E quanto tempo acham que isto vai levar? Meses? Anos?

Mimi

Não há um prazo definido. Eles trabalham nos empregos durante a semana e usam os tempos livres para a obra. Pode levar bastante tempo, mas parecem determinados.

  • Um quartel da Guarda Civil espanhola, abandonado há mais de quarenta anos, foi comprado por um casal sem qualquer experiência em obras — e o verdadeiro custo só se revelou depois da assinatura.
  • O interior escondia janelas partidas, vigas podres, morcegos, ratos e até uma coruja no telhado, tornando cada avanço uma negociação com décadas de abandono.
  • Sem formação técnica, os dois jovens recorrem a vídeos online, inteligência artificial e profissionais de lojas de materiais para resolver problemas que surgem sem aviso.
  • Despesas inesperadas — como mais de mil euros apenas para ligar a eletricidade — revelam o fosso entre o preço de compra e o custo real da recuperação.
  • A restauração avança ao ritmo das poupanças e dos fins de semana livres, sustentada pela convicção de que aquele edifício com história pode tornar-se um lar.

Nas Astúrias, dois jovens de 25 anos encontraram num quartel abandonado há quatro décadas não apenas uma propriedade barata, mas um convite à reinvenção — de um edifício e de si próprios. Gabi e Tomás compraram o imóvel por vinte mil euros em 2025 e passaram a dedicar os seus tempos livres a uma restauração que nenhum dos dois sabia fazer, aprendendo à medida que avançavam. É uma história antiga: a de quem escolhe habitar a dificuldade em vez de a contornar, e descobre que a paciência pode ser uma forma de construção.

Gabi e Tomás tinham 25 anos quando compraram um antigo quartel nas Astúrias por vinte mil euros. Nenhum dos dois sabia fazer obras. Gabi nunca tinha pegado num berbequim; Tomás tinha alguma familiaridade com ferramentas graças ao avô agricultor, mas nunca tinha recuperado uma casa inteira. Ainda assim, em 2025, avançaram — e passaram a trabalhar no imóvel nos tempos livres, financiando a restauração gradualmente com as poupanças dos seus salários.

O que os convenceu foram as paredes de pedra: resistentes, com poucas marcas de humidade, pareciam capazes de aguentar o que estava pela frente. O edifício tinha história — quartel da Guarda Civil, depois casa paroquial, chegou a albergar onze pessoas de duas famílias. O casal queria dar-lhe uma nova vida sem apagar esse passado.

Por dentro, a realidade era outra. Três pisos, cerca de duzentos metros quadrados, janelas partidas, vigas podres e divisões cheias de morcegos, ratos, aranhas e ninhos de pássaros. No telhado vivia uma coruja. As primeiras tarefas foram pouco fotogénicas: limpar, levantar chãos, retirar paredes, preparar ligações. A eletricidade provisória, instalada no final de 2025, custou mais de mil euros — um exemplo das despesas que o preço inicial não revelava.

Quando não sabem o que fazer, veem vídeos, perguntam a profissionais em lojas de materiais, pedem conselhos aos vizinhos e recorrem à inteligência artificial. O que mais os desgastou não foi o esforço físico, mas as horas a pensar e a aprender em simultâneo. A obra continua, sustentada pela paciência de quem acreditou que um quartel abandonado podia tornar-se um lar.

Gabi e Tomás tinham 25 anos quando decidiram comprar uma casa nas Astúrias. O preço — 20 mil euros — parecia irrecusável. O problema era que ninguém lhes tinha dito que aquele antigo quartel estava abandonado há mais de quarenta anos, ou que nenhum dos dois sabia fazer uma obra daquela envergadura.

"Não tinha pegado num berbequim na vida", confessou Gabi à rádio espanhola Cadena SER. Tomás tinha alguma familiaridade com ferramentas graças ao avô, que era agricultor, mas também nunca tinha recuperado uma casa inteira. Ainda assim, compraram-na em 2025 e começaram a trabalhar nela nos tempos livres. Os vinte mil euros foram apenas o preço de compra; a restauração estava a ser paga à medida que conseguiam poupar dinheiro nos seus salários.

O casal procurava uma casa independente, perto da natureza e de uma barragem. "Para nós, as Astúrias são um paraíso", disse Tomás. Tinham considerado outras opções no norte de Espanha, mas o orçamento afastava os imóveis junto do mar. Naquela construção, foram as paredes de pedra que lhes deram confiança — tinham poucas marcas de humidade e pareciam capazes de resistir ao trabalho que tinham pela frente. O edifício tinha história: tinha sido um quartel da Guarda Civil espanhola, depois passou para a Igreja e funcionou como casa paroquial, chegando a albergar onze pessoas de duas famílias. Gabi e Tomás queriam dar-lhe uma nova vida sem apagar esse passado.

Por dentro, a tarefa era bem diferente. A casa tinha três pisos e cerca de duzentos metros quadrados, num terreno com quase quatrocentos. Havia janelas partidas, vigas podres e paredes danificadas. Antes de pensar em decoração, tiveram de retirar lixo e limpar divisões onde encontraram morcegos, ratos, aranhas e ninhos de pássaros. No telhado vivia até uma coruja. A primeira fase foi feita de tarefas pouco fotogénicas: limpar o terreno, levantar o chão da sala, retirar paredes e preparar a ligação ao saneamento. No final de 2025, conseguiram instalar eletricidade provisória para continuar a obra. A ligação custou-lhes mil e noventa e cinco euros — um exemplo das despesas que o preço inicial da casa não revelava.

Os dois jovens trabalham nos seus empregos durante a semana e reservam os tempos livres para a construção. Quando não sabem o que fazer em determinada situação, veem vídeos, fazem perguntas a profissionais de lojas de materiais e pedem conselhos aos vizinhos. Também recorrem à inteligência artificial para tirar dúvidas, embora cada solução tenha de ser posta à prova na própria casa. O que mais os desgastou não foi o esforço físico, mas as horas intermináveis a pensar em tudo e a aprender à medida que avançavam. A restauração continua, financiada pela paciência e pelas poupanças de um casal que acreditou que um quartel abandonado podia ser um lar.

Não tinha pegado num berbequim na vida
— Gabi, à rádio espanhola Cadena SER
Para nós, as Astúrias são um paraíso
— Tomás, à rádio espanhola Cadena SER
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