Há uma crença popular de que o amor transforma fisicamente quem ama — e a ciência, sem a desmentir por completo, revela que a verdade é mais subtil e mais rica. Casais tendem a assemelhar-se não por magia afetiva, mas por uma combinação de escolha inicial de parceiros já parecidos, imitação inconsciente de expressões faciais e hábitos de vida partilhados ao longo de décadas. O que o rosto de um casal reflete, no fim, é menos uma fusão e mais uma história comum inscrita na carne.