Em Brasília, a Casa do Candango se transforma até 12 de outubro num laboratório vivo sobre o que significa habitar com consciência. A 34ª edição da CASACOR reúne 52 profissionais em torno do tema 'Mente e Coração', propondo que o espaço doméstico não é apenas abrigo, mas extensão da psique humana — lugar onde neuroarquitetura, biofilia e memória afetiva se encontram para curar e pertencer. É uma conversa antiga, renovada com urgência contemporânea.
CASACOR Brasília 2026 abre com tema 'Mente e Coração' até 12 de outubro
O lar deixou de ser apenas um lugar para morar
Por que uma mostra de design e arquitetura precisa de um tema tão explicitamente emocional como "Mente e Coração"?
Porque o jeito como vivemos mudou. A pandemia acelerou isso, mas a verdade é que as pessoas começaram a entender o lar como um lugar de cura, não só de função. O tema reflete essa mudança real.
Mas como você mede se um ambiente realmente "cura" alguém? Neuroarquitetura é uma ciência estabelecida ou é mais uma narrativa de marketing?
É uma ciência em desenvolvimento. Há pesquisa sobre como luz, cor, textura e materiais naturais afetam o bem-estar. Mas você tem razão — a mostra usa o conceito, mas não há métricas claras de impacto emocional.
E quanto à sustentabilidade? Esse número de 99,7% de valorização de materiais é verificável?
A mostra tem uma gestão centralizada de resíduos e trabalha com organizações sociais para reaproveitamento. É um compromisso real, não apenas discurso.
Mas quem verifica? Quem certifica que realmente atingiram 99,7%? A certificação Lixo Zero é de uma organização independente?
A fonte não especifica isso. Sabemos que é o índice necessário para a certificação, mas os detalhes de quem audita não estão claros.
As operações gastronômicas parecem ser parte importante da experiência. Elas funcionam como instalações ou como negócios reais?
São negócios reais. O restaurante Aroma, a cafeteria, o bar — todos têm operadores estabelecidos. Não é apenas cenário.
Então os visitantes pagam entrada para a mostra e depois pagam novamente pela comida e bebida?
Sim, parece ser assim. A mostra é o espaço; as operações gastronômicas são serviços adicionais dentro dele.
A acessibilidade de 100% é em todos os três pavimentos?
A fonte diz que a mostra oferece 100% de acessibilidade em toda sua extensão, o que deveria incluir os três pavimentos.
Mas como? Elevadores em uma casa histórica como a Casa do Candango? Rampas? Banheiros adaptados? Os detalhes não estão na reportagem.
El Pulso
- Cinquenta e dois arquitetos, designers e paisagistas ocupam três pavimentos com 40 ambientes que desafiam a ideia convencional de lar como simples estrutura física.
- Texturas, aromas, iluminação indireta, música e vegetação nativa do Cerrado são usados como instrumentos deliberados para provocar emoções e senso de pertencimento.
- Quatro operações gastronômicas — incluindo um restaurante enraizado na cultura negra, um bar inspirado nos speakeasies dos anos 1920 e uma chocolateria de cacau artesanal — estendem a narrativa emocional para além das paredes.
- A mostra persegue a certificação Lixo Zero com meta de 99,7% de valorização de materiais, integrando construção seca, madeiras certificadas e paisagismo de baixo consumo hídrico.
- Com 100% de acessibilidade garantida e ingressos a partir de R$ 55, a mostra posiciona a experiência estética como direito, não privilégio.
Em Brasília, a Casa do Candango se transforma até 12 de outubro num laboratório vivo sobre o que significa habitar com consciência. A 34ª edição da CASACOR reúne 52 profissionais em torno do tema 'Mente e Coração', propondo que o espaço doméstico não é apenas abrigo, mas extensão da psique humana — lugar onde neuroarquitetura, biofilia e memória afetiva se encontram para curar e pertencer. É uma conversa antiga, renovada com urgência contemporânea.
A Casa do Candango, na 603 Sul, abriga até 12 de outubro a 34ª edição da CASACOR Brasília. O tema deste ano — 'Mente e Coração' — atravessa os 40 ambientes distribuídos em três pavimentos, todos assinados por 52 profissionais de arquitetura, design de interiores e paisagismo. A premissa central é que o lar deixou de ser apenas um lugar de repouso para se tornar um refúgio emocional: espaço de cura, convivência e identidade.
Os projetos recorrem à neuroarquitetura e à biofilia para criar ambientes que falam simultaneamente ao corpo e à mente. Texturas, aromas, iluminação indireta, arte, música e vegetação funcionam como ferramentas emocionais. Materiais naturais e peças autorais convivem com tecnologia, enquanto espécies nativas do Cerrado reforçam a identidade regional e reduzem o consumo de água.
A gastronomia segue a mesma narrativa. O restaurante Aroma, do chef Ronny Peterson, propõe uma experiência ancorada na ancestralidade e na cultura negra. A cafeteria Entre Fluxos transforma o café em momento de encontro. O Bar Ocelo recria a atmosfera dos speakeasies dos anos 1920 com fusão latino-oriental. Um espaço de vinhos da vinícola goiana São Patrício e a chocolateria LaBarr — que trabalha com cacau de pequenos produtores e expõe seu processo produtivo — completam o circuito.
Sustentabilidade é pilar estrutural da mostra. A meta é atingir 99,7% de valorização dos materiais para obter a certificação Lixo Zero, com gestão centralizada de resíduos e destinação a organizações sociais. Nos ambientes, soluções concretas incluem aço em economia circular, reaproveitamento de pedras e telhas de demolição, pisos ecológicos e iluminação em LED. A mostra também garante 100% de acessibilidade em toda sua extensão.
A CASACOR funciona de terça a sexta das 15h às 22h, e nos fins de semana e feriados das 12h às 22h, com ingressos a partir de R$ 55 e meia-entrada disponível.
A Casa do Candango, na 603 Sul, abriga até 12 de outubro a 34ª edição da CASACOR Brasília, uma mostra que reúne 52 profissionais de arquitetura, design de interiores e paisagismo em torno de um conceito simples mas ambicioso: o lar não é mais apenas um lugar onde se dorme, mas um refúgio emocional e físico, um espaço de cura e convivência.
O tema escolhido para este ano é "Mente e Coração", e ele permeia os 40 ambientes distribuídos em três pavimentos. Os projetos exploram conceitos como neuroarquitetura e biofilia — a conexão humana com a natureza — enquanto valorizam memórias afetivas e a integração entre espaços. Texturas, aromas, iluminação indireta, arte, música e vegetação funcionam como ferramentas para provocar emoções e um senso de pertencimento. Materiais naturais e peças autorais aparecem lado a lado com tecnologia, criando ambientes que falam tanto ao corpo quanto à mente.
A mostra não se limita à arquitetura e ao design. Quatro operações gastronômicas funcionam no espaço, cada uma seguindo a mesma narrativa emocional dos demais ambientes. O restaurante Aroma, comandado pelo chef Ronny Peterson e projetado pelo Studio Roque Arquitetura, propõe uma experiência enraizada na ancestralidade e na cultura negra. A cafeteria Entre Fluxos, operada pela Lilie Pâtisserie & Boulangerie, transforma um simples café em momento de encontro. O Bar Ocelo recria a atmosfera dos speakeasies dos anos 1920 a partir de uma fusão latino-oriental, fruto de uma parceria entre o bartender Fernando Zeta e o chef Yago Ferreira. Há ainda um espaço dedicado aos vinhos da vinícola goiana São Patrício e uma chocolateria chamada LaBarr, que trabalha com cacau de pequenos produtores brasileiros e expõe seu processo produtivo.
Sustentabilidade é um pilar da mostra. A organização estabeleceu uma meta ambiciosa: alcançar 99,7% de valorização dos materiais, o índice necessário para obter a certificação Lixo Zero. Isso significa gestão centralizada de resíduos e reaproveitamento ou destinação de materiais a organizações sociais. Nos ambientes, arquitetos e designers propõem soluções concretas: construção seca, madeiras certificadas, materiais recicláveis, aço produzido em economia circular, reaproveitamento de pedras naturais e telhas de demolição, revestimentos de baixo impacto ambiental, iluminação em LED e pisos ecológicos. O paisagismo nativo também reforça esse compromisso, com muitos ambientes privilegiando espécies do Cerrado, reduzindo consumo de água e fortalecendo a identidade regional.
Mobiliário produzido por artesãos brasileiros, peças de design autoral e materiais reaproveitados demonstram a união entre sofisticação e responsabilidade ambiental. Outro compromisso da mostra é garantir 100% de acessibilidade em toda sua extensão, assegurando uma experiência inclusiva para todos os visitantes.
A CASACOR funciona de terça a sexta-feira das 15h às 22h, e nos fins de semana e feriados das 12h às 22h. Os ingressos começam em R$ 55 com meia-entrada disponível.
Citas Notables
O lar deixou de ser apenas um lugar para morar, e tornou-se refúgio físico e emocional, ambiente de cura, convivência e bem-estar— Conceito da 34ª CASACOR Brasília