CASACOR Brasília 2026 abre com tema 'Mente e Coração' até 12 de outubro

O lar deixou de ser apenas um lugar para morar
A 34ª CASACOR Brasília parte da ideia de que a casa é agora refúgio emocional e físico.
Mark

Por que uma mostra de design e arquitetura precisa de um tema tão explicitamente emocional como "Mente e Coração"?

Mimi

Porque o jeito como vivemos mudou. A pandemia acelerou isso, mas a verdade é que as pessoas começaram a entender o lar como um lugar de cura, não só de função. O tema reflete essa mudança real.

Luke

Mas como você mede se um ambiente realmente "cura" alguém? Neuroarquitetura é uma ciência estabelecida ou é mais uma narrativa de marketing?

Mimi

É uma ciência em desenvolvimento. Há pesquisa sobre como luz, cor, textura e materiais naturais afetam o bem-estar. Mas você tem razão — a mostra usa o conceito, mas não há métricas claras de impacto emocional.

Mark

E quanto à sustentabilidade? Esse número de 99,7% de valorização de materiais é verificável?

Mimi

A mostra tem uma gestão centralizada de resíduos e trabalha com organizações sociais para reaproveitamento. É um compromisso real, não apenas discurso.

Luke

Mas quem verifica? Quem certifica que realmente atingiram 99,7%? A certificação Lixo Zero é de uma organização independente?

Mimi

A fonte não especifica isso. Sabemos que é o índice necessário para a certificação, mas os detalhes de quem audita não estão claros.

Mark

As operações gastronômicas parecem ser parte importante da experiência. Elas funcionam como instalações ou como negócios reais?

Mimi

São negócios reais. O restaurante Aroma, a cafeteria, o bar — todos têm operadores estabelecidos. Não é apenas cenário.

Luke

Então os visitantes pagam entrada para a mostra e depois pagam novamente pela comida e bebida?

Mimi

Sim, parece ser assim. A mostra é o espaço; as operações gastronômicas são serviços adicionais dentro dele.

Mark

A acessibilidade de 100% é em todos os três pavimentos?

Mimi

A fonte diz que a mostra oferece 100% de acessibilidade em toda sua extensão, o que deveria incluir os três pavimentos.

Luke

Mas como? Elevadores em uma casa histórica como a Casa do Candango? Rampas? Banheiros adaptados? Os detalhes não estão na reportagem.

  • Cinquenta e dois arquitetos, designers e paisagistas ocupam três pavimentos com 40 ambientes que desafiam a ideia convencional de lar como simples estrutura física.
  • Texturas, aromas, iluminação indireta, música e vegetação nativa do Cerrado são usados como instrumentos deliberados para provocar emoções e senso de pertencimento.
  • Quatro operações gastronômicas — incluindo um restaurante enraizado na cultura negra, um bar inspirado nos speakeasies dos anos 1920 e uma chocolateria de cacau artesanal — estendem a narrativa emocional para além das paredes.
  • A mostra persegue a certificação Lixo Zero com meta de 99,7% de valorização de materiais, integrando construção seca, madeiras certificadas e paisagismo de baixo consumo hídrico.
  • Com 100% de acessibilidade garantida e ingressos a partir de R$ 55, a mostra posiciona a experiência estética como direito, não privilégio.

Em Brasília, a Casa do Candango se transforma até 12 de outubro num laboratório vivo sobre o que significa habitar com consciência. A 34ª edição da CASACOR reúne 52 profissionais em torno do tema 'Mente e Coração', propondo que o espaço doméstico não é apenas abrigo, mas extensão da psique humana — lugar onde neuroarquitetura, biofilia e memória afetiva se encontram para curar e pertencer. É uma conversa antiga, renovada com urgência contemporânea.

A Casa do Candango, na 603 Sul, abriga até 12 de outubro a 34ª edição da CASACOR Brasília. O tema deste ano — 'Mente e Coração' — atravessa os 40 ambientes distribuídos em três pavimentos, todos assinados por 52 profissionais de arquitetura, design de interiores e paisagismo. A premissa central é que o lar deixou de ser apenas um lugar de repouso para se tornar um refúgio emocional: espaço de cura, convivência e identidade.

Os projetos recorrem à neuroarquitetura e à biofilia para criar ambientes que falam simultaneamente ao corpo e à mente. Texturas, aromas, iluminação indireta, arte, música e vegetação funcionam como ferramentas emocionais. Materiais naturais e peças autorais convivem com tecnologia, enquanto espécies nativas do Cerrado reforçam a identidade regional e reduzem o consumo de água.

A gastronomia segue a mesma narrativa. O restaurante Aroma, do chef Ronny Peterson, propõe uma experiência ancorada na ancestralidade e na cultura negra. A cafeteria Entre Fluxos transforma o café em momento de encontro. O Bar Ocelo recria a atmosfera dos speakeasies dos anos 1920 com fusão latino-oriental. Um espaço de vinhos da vinícola goiana São Patrício e a chocolateria LaBarr — que trabalha com cacau de pequenos produtores e expõe seu processo produtivo — completam o circuito.

Sustentabilidade é pilar estrutural da mostra. A meta é atingir 99,7% de valorização dos materiais para obter a certificação Lixo Zero, com gestão centralizada de resíduos e destinação a organizações sociais. Nos ambientes, soluções concretas incluem aço em economia circular, reaproveitamento de pedras e telhas de demolição, pisos ecológicos e iluminação em LED. A mostra também garante 100% de acessibilidade em toda sua extensão.

A CASACOR funciona de terça a sexta das 15h às 22h, e nos fins de semana e feriados das 12h às 22h, com ingressos a partir de R$ 55 e meia-entrada disponível.

A Casa do Candango, na 603 Sul, abriga até 12 de outubro a 34ª edição da CASACOR Brasília, uma mostra que reúne 52 profissionais de arquitetura, design de interiores e paisagismo em torno de um conceito simples mas ambicioso: o lar não é mais apenas um lugar onde se dorme, mas um refúgio emocional e físico, um espaço de cura e convivência.

O tema escolhido para este ano é "Mente e Coração", e ele permeia os 40 ambientes distribuídos em três pavimentos. Os projetos exploram conceitos como neuroarquitetura e biofilia — a conexão humana com a natureza — enquanto valorizam memórias afetivas e a integração entre espaços. Texturas, aromas, iluminação indireta, arte, música e vegetação funcionam como ferramentas para provocar emoções e um senso de pertencimento. Materiais naturais e peças autorais aparecem lado a lado com tecnologia, criando ambientes que falam tanto ao corpo quanto à mente.

A mostra não se limita à arquitetura e ao design. Quatro operações gastronômicas funcionam no espaço, cada uma seguindo a mesma narrativa emocional dos demais ambientes. O restaurante Aroma, comandado pelo chef Ronny Peterson e projetado pelo Studio Roque Arquitetura, propõe uma experiência enraizada na ancestralidade e na cultura negra. A cafeteria Entre Fluxos, operada pela Lilie Pâtisserie & Boulangerie, transforma um simples café em momento de encontro. O Bar Ocelo recria a atmosfera dos speakeasies dos anos 1920 a partir de uma fusão latino-oriental, fruto de uma parceria entre o bartender Fernando Zeta e o chef Yago Ferreira. Há ainda um espaço dedicado aos vinhos da vinícola goiana São Patrício e uma chocolateria chamada LaBarr, que trabalha com cacau de pequenos produtores brasileiros e expõe seu processo produtivo.

Sustentabilidade é um pilar da mostra. A organização estabeleceu uma meta ambiciosa: alcançar 99,7% de valorização dos materiais, o índice necessário para obter a certificação Lixo Zero. Isso significa gestão centralizada de resíduos e reaproveitamento ou destinação de materiais a organizações sociais. Nos ambientes, arquitetos e designers propõem soluções concretas: construção seca, madeiras certificadas, materiais recicláveis, aço produzido em economia circular, reaproveitamento de pedras naturais e telhas de demolição, revestimentos de baixo impacto ambiental, iluminação em LED e pisos ecológicos. O paisagismo nativo também reforça esse compromisso, com muitos ambientes privilegiando espécies do Cerrado, reduzindo consumo de água e fortalecendo a identidade regional.

Mobiliário produzido por artesãos brasileiros, peças de design autoral e materiais reaproveitados demonstram a união entre sofisticação e responsabilidade ambiental. Outro compromisso da mostra é garantir 100% de acessibilidade em toda sua extensão, assegurando uma experiência inclusiva para todos os visitantes.

A CASACOR funciona de terça a sexta-feira das 15h às 22h, e nos fins de semana e feriados das 12h às 22h. Os ingressos começam em R$ 55 com meia-entrada disponível.

O lar deixou de ser apenas um lugar para morar, e tornou-se refúgio físico e emocional, ambiente de cura, convivência e bem-estar
— Conceito da 34ª CASACOR Brasília
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