Numa semana em que as relações transatlânticas continuam a deteriorar-se, a Casa Branca usou canais privados para dissuadir empresas espaciais norte-americanas — entre elas a SpaceX — de participarem na Cimeira do Espaço de Macron, em Paris. O gesto, formalmente apresentado como uma sugestão, carrega o peso implícito de quem distribui contratos governamentais e define prioridades geopolíticas. É um sinal de que a rivalidade entre Washington e Bruxelas já não se limita às mesas de negociação diplomática, estendendo-se agora ao tecido da indústria privada.