Na era da identidade digital, Portugal avançou com a promessa de que um telemóvel poderia substituir um cartão de plástico — e dentro das suas fronteiras, essa promessa cumpre-se. Mas a soberania de um documento termina onde começa a jurisdição de outro país, e os aeroportos estrangeiros não reconhecem o Cartão de Cidadão digital como prova de identidade válida. A ANAC confirmou o que a lógica das fronteiras já ditava: viajar internacionalmente exige o documento físico, e partir sem ele é arriscar não conseguir regressar.