No estádio do Pacaembu, durante a convenção que selou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, um detalhe discreto revelou uma contradição maior: um Toyota Corolla prata ostentava placa oficial com o número exato do gabinete do deputado Paulo Bilynskyj, parlamentar que, por regra, não teria direito a veículo oficial. O deputado nega qualquer vínculo com o carro e declara não pretender investigar o caso — deixando em aberto se houve fraude ou concessão indevida de privilégio. Em qualquer hipótese, o episódio aponta para uma falha no sistema que ninguém, por ora, parece disposto a ilumin
Carro com placa de gabinete do PL aparece em convenção de Flávio Bolsonaro
Negou propriedade, negou uso, negou investigação
Por que um carro com placa de gabinete chamaria atenção em uma convenção?
Porque essas placas não deveriam existir para a maioria dos deputados. Elas são privilégios, não direitos. Estacionamento reservado, isenção de rodízio — são benefícios que custam dinheiro público.
E Bilynskyj realmente não reconheceu o carro?
Ele disse que não. Mas a placa tinha exatamente o número do seu gabinete. É difícil imaginar uma coincidência maior.
Então por que ele não fez nada a respeito?
Essa é a pergunta que fica no ar. Se alguém falsificou uma placa com seu nome, você não investigaria? Se a placa é real, como ela foi emitida?
Qual é o cenário mais provável aqui?
Não sabemos. Mas o silêncio dele sugere que investigar poderia ser mais incômodo do que deixar passar.
Isso é comum em Brasília?
Pequenos privilégios mal explicados? Sim. Mas geralmente as pessoas pelo menos fingem que vão resolver quando são confrontadas.
El Pulso
- Um carro com placa oficial aparece onde não deveria — estacionado em evento partidário de alto perfil, carregando identificação que concede privilégios reais como isenção de rodízio e vagas reservadas.
- A placa aponta diretamente para o gabinete 509 da Câmara, ocupado por Bilynskyj, criando uma contradição difícil de ignorar: ou a placa é falsa, ou foi emitida de forma irregular.
- O deputado nega reconhecer o veículo e afirma jamais tê-lo utilizado — mas recusa-se a tomar qualquer providência para esclarecer como seu número de gabinete foi parar em um carro desconhecido.
- O caso permanece sem resolução: nenhuma investigação anunciada, nenhuma explicação plausível oferecida, e um privilégio administrativo circulando sem responsável identificado.
No estádio do Pacaembu, durante a convenção que selou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, um detalhe discreto revelou uma contradição maior: um Toyota Corolla prata ostentava placa oficial com o número exato do gabinete do deputado Paulo Bilynskyj, parlamentar que, por regra, não teria direito a veículo oficial. O deputado nega qualquer vínculo com o carro e declara não pretender investigar o caso — deixando em aberto se houve fraude ou concessão indevida de privilégio. Em qualquer hipótese, o episódio aponta para uma falha no sistema que ninguém, por ora, parece disposto a iluminar.
Um Toyota Corolla prata estacionado no Pacaembu durante a convenção do PL — que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência — chamou atenção por um detalhe revelador: sua placa oficial indicava o gabinete 509 da Câmara dos Deputados, número idêntico ao do deputado federal Paulo Bilynskyj, do PL paulista.
O problema é estrutural. Deputados sem cargo na Mesa Diretora não têm direito a veículos oficiais. Esse tipo de placa, no entanto, garante vantagens concretas: estacionamento em vagas reservadas e isenção do rodízio municipal em São Paulo. Alguém estava usufruindo de um privilégio que as regras não autorizam.
Quando confrontado durante a convenção, Bilynskyj negou qualquer ligação com o Corolla — disse não reconhecê-lo e garantiu nunca tê-lo usado. Mesmo diante da coincidência evidente entre o número da placa e o de seu gabinete, o parlamentar declarou não pretender investigar a origem da irregularidade.
O episódio abre duas hipóteses igualmente problemáticas: se a placa é falsa, configura fraude administrativa; se é legítima, alguém obteve um benefício que o regimento da Câmara proíbe. Em ambos os casos, há uma falha no sistema — e, por ora, nenhuma vontade aparente de corrigi-la.
Um Toyota Corolla prata estacionado no estádio do Pacaembu durante a convenção do Partido Liberal no sábado 25 de julho chamou atenção por uma razão simples: sua placa oficial indicava o gabinete número 509 da Câmara dos Deputados, o mesmo número ocupado pelo deputado federal Paulo Bilynskyj, do PL de São Paulo. O carro estava lá enquanto o partido confirmava oficialmente a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O detalhe é que deputados federais sem cargo na Mesa Diretora não têm direito a veículos oficiais. Uma placa desse tipo oferece privilégios reais: estacionamento em vagas reservadas e isenção do rodízio municipal. Alguém estava usando uma identificação que, segundo as regras, não deveria existir.
Quando questionado pelo Painel da Folha durante a convenção, Bilynskyj negou qualquer ligação com o veículo. Ele afirmou não reconhecer o Corolla como seu e garantiu que nunca o utilizou. A contradição é evidente: a placa traz exatamente o número de seu gabinete na Casa. Mesmo diante dessa incongruência, o deputado declarou que não tomaria nenhuma providência para investigar a possível fraude.
O caso levanta questões sobre como uma placa oficial com seu número de gabinete teria sido emitida e colocada em um veículo que ele nega possuir. Se a placa é falsa, trata-se de fraude administrativa. Se é legítima, significa que alguém conseguiu obter um privilégio que as regras da Câmara não permitem conceder. Em ambos os cenários, há algo errado no sistema.
A convenção no Pacaembu reuniu apoiadores de Flávio Bolsonaro em São Paulo, capital do estado. O evento marcou um momento importante para o partido, mas o Corolla prata permanece como um pequeno mistério sem resolução — um carro que ninguém reconhece, com uma placa que aponta para alguém que nega tudo, e nenhuma intenção aparente de descobrir a verdade.
Citas Notables
Não reconhece o carro como seu e afirma não o utilizou, apesar de a placa indicar seu gabinete— Paulo Bilynskyj, deputado federal PL-SP