Preta Gil faleceu em ambulância a caminho do aeroporto, sem dor, rodeada de amor e apoio de familiares e amigos próximos durante seus últimos dias. A cantora enfrentou câncer colorretal com determinação desde janeiro de 2023, submetendo-se a quimioterapias, radioterapias e cirurgias complexas, incluindo operação de 21 horas em 2024.
Carolina Dieckmann emociona ao revelar últimos dias de Preta Gil em Nova York
Te fazer carinho esses últimos quatro dias foi o maior presente do mundo
O que você acha que fez Carolina voar para Nova York naquele momento específico?
Acho que ela sabia que era a última chance. Não era uma visita de rotina — era uma despedida. E ela quis estar lá, estar presente de verdade, não apenas por telefone.
Preta estava consciente? Conseguia interagir?
Sim, estava lúcida. Sem dor, graças aos medicamentos. Carolina descreveu aqueles quatro dias como momentos de carinho profundo, de estar debruçada sobre ela. Não era um adeus silencioso.
Por que você acha que Preta compartilhava tanto sobre a doença nas redes sociais?
Porque ela entendia que sua voz tinha peso. Não era vaidade — era responsabilidade. Ela sabia que outras pessoas passando pela mesma coisa precisavam saber que não estavam sozinhas.
A morte dela no Dia do Amigo muda algo?
Muda tudo simbolicamente. Preta viveu para as amizades, para as conexões. Morrer naquele dia específico é quase como se a vida tivesse escrito seu próprio epitáfio.
E o abandono do ex-marido em 2023? Como isso se encaixa na história?
Torna ainda mais poderoso o fato de que ela nunca esteve desamparada. A rede que se formou ao seu redor — Carolina, Gominho, a família — preencheu aquele vazio. Provou que o amor não é apenas romântico.
O que você acha que Preta deixa para trás, além das lembranças?
Uma lição sobre como viver. Ela não escondeu o câncer, não fingiu que tudo estava bem. Viveu com autenticidade até o fim, e isso inspira as pessoas a fazerem o mesmo.
El Pulso
- Preta Gil faleceu aos 50 anos em 20 de julho de 2025 em Nova York
- Câncer colorretal diagnosticado em janeiro de 2023; cirurgia de 21 horas em dezembro de 2024
- Carolina Dieckmann esteve presente nos últimos 4 dias; Gominho, Francisco Gil, Sol de Maria e Flora Gil também acompanharam
- Preta faleceu em ambulância a caminho do aeroporto, sem dor, cercada por amor
Preta Gil faleceu em ambulância a caminho do aeroporto, sem dor, rodeada de amor e apoio de familiares e amigos próximos durante seus últimos dias. A cantora enfrentou câncer colorretal com determinação desde janeiro de 2023, submetendo-se a quimioterapias, radioterapias e cirurgias complexas, incluindo operação de 21 horas em 2024.
A cantora Preta Gil faleceu aos 50 anos em Nova York no domingo, 20 de julho, cercada por familiares e amigos como Carolina Dieckmann, após complicações de câncer no intestino diagnosticado em 2023.
Preta Gil morreu em uma ambulância a caminho do aeroporto de Nova York no domingo, 20 de julho de 2025, aos 50 anos. Não estava sozinha. Seu filho Francisco, sua neta Sol de Maria, sua madrasta Flora e a atriz Carolina Dieckmann — amiga de mais de duas décadas — estavam ao seu lado. A cantora havia viajado aos Estados Unidos em maio para participar de protocolos de medicina personalizada no Memorial Sloan Kettering, buscando uma última chance contra o câncer colorretal que a acompanhava desde janeiro de 2023. Seu corpo estava sem dor graças aos medicamentos, mas sua saúde havia desabado nos dias finais. O plano era retornar ao Brasil. Não foi possível.
Carolina Dieckmann voou para Nova York para se despedir e passou os últimos quatro dias ao lado da amiga. Em entrevista ao programa Estúdio i da GloboNews na segunda-feira seguinte, a atriz descreveu aqueles momentos com uma ternura que tocou quem ouviu. "Passei os últimos dias fazendo carinho nela. Foi a gente debruçada sobre ela, amando profundamente em todos os minutos", disse, emocionada. Aquela despedida aconteceu no Dia do Amigo — 20 de julho — uma coincidência que intensificou o peso da perda para quem a conhecia.
A luta de Preta contra o câncer havia sido longa e brutal. Diagnosticada com um adenocarcinoma no reto em janeiro de 2023, ela se submeteu a quimioterapias, radioterapias e cirurgias complexas. Em dezembro de 2024, passou por uma operação de 21 horas para a retirada de tumores, seguida pela implantação de uma bolsa de colostomia definitiva em janeiro de 2025. Semanas na UTI. Exames em agosto de 2024 revelaram que a doença havia retornado com metástases. Foi então que ela buscou os tratamentos experimentais nos Estados Unidos, testando medicamentos em fase final de estudos. Apesar de toda a determinação, o corpo não resistiu.
Mas Preta nunca esteve sozinha nessa jornada. Carolina destacou em sua entrevista que, apesar do abandono do ex-marido Rodrigo Godoy em 2023, uma rede de apoio se formou ao seu redor. Ivete Sangalo, Gominho — descrito como seu "fiel escudeiro" que deixou compromissos no Brasil para estar com ela — e Fernanda Paes Leme ofereceram suporte constante. "Todo mundo deu um jeito de estar com ela", afirmou Carolina. Essa presença não era casual. Preta havia vivido com intensidade, e as pessoas que a amavam reconheciam isso.
Sua vida pública foi marcada por uma transparência rara. Desde o diagnóstico, ela usava as redes sociais para conscientizar sobre a importância da detecção precoce do câncer, inspirando milhares de seguidores. Mesmo durante o tratamento, brilhou no Carnaval de 2024, mostrando uma energia contagiante que parecia desafiar a doença. Sua carreira incluía sucessos musicais desde 2003, participações em novelas como "Caminho das Índias" e programas como "Encontro". Mas seu legado ia além da música e da televisão. Preta foi uma voz ativa contra o racismo e a gordofobia, inspirando movimentos de inclusão no Brasil. Sua autobiografia, "Preta Gil: Os primeiros 50", lançada antes de sua morte, detalha essa trajetória de desafios e vitórias.
A notícia de seu falecimento mobilizou o meio artístico. Gilberto Gil, seu pai, publicou uma nota agradecendo o carinho do público e informando que o corpo seria repatriado para o Brasil. Carolina postou no Instagram uma despedida que resumia a dor e a gratidão: "Tô sozinha no aeroporto, indo embora sem você. Te fazer carinho esses últimos quatro dias foi o maior presente do mundo". Gominho a descreveu como "uma deusa mulher" e uma inspiração para sua vida. Anitta, Duda Beat, Ivete Sangalo, Sabrina Sato — artistas de diferentes gerações compartilharam lembranças emocionadas nas redes sociais. Fãs lotaram as plataformas com mensagens de gratidão pela autenticidade de Preta, pela forma como ela havia vivido sem filtros.
Sua morte, marcada por serenidade e afeto conforme relato de Carolina, refletiu a essência de uma mulher que viveu intensamente. Não houve sofrimento nos últimos momentos — apenas amor. A família planeja velórios e missas no Brasil, com datas a serem confirmadas. Preta Gil deixa um legado que transcende a música: a lembrança de alguém que enfrentou a doença com coragem, que usou sua plataforma para conscientizar, que nunca se rendeu à solidão que muitas pessoas enfrentam em situações semelhantes. Seu círculo próximo garantiu que ela partisse cercada de carinho, um privilégio que nem todos têm.
Citas Notables
Passei os últimos dias fazendo carinho nela. Foi a gente debruçada sobre ela, amando profundamente em todos os minutos— Carolina Dieckmann, em entrevista ao Estúdio i da GloboNews
Todo mundo deu um jeito de estar com ela— Carolina Dieckmann, sobre a rede de apoio que cercou Preta