No coração do Supremo Tribunal Federal, uma crise de poder se desenrola com a silenciosa gravidade de um julgamento histórico. A ministra Cármen Lúcia, ao enxergar falhas tanto em Alexandre de Moraes quanto em André Mendonça, ocupa o raro e desconfortável lugar daquele que, ao permanecer indeciso, detém o destino de uma instituição nas mãos. O que está em jogo não é apenas uma disputa entre colegas, mas a integridade do tribunal que guarda a Constituição — e a pergunta que o país aguarda é se a corte saberá julgar a si mesma.