Num estúdio de televisão, Carlos Costa — cantor madeirense que os portugueses conhecem dos palcos e dos reality shows — falou com rara franqueza sobre o que significa atravessar uma transição de género numa sociedade que tolera sem reconhecer plenamente. Já adoptou o nome artístico Âmbar, mas pede que o chamem Carlos, uma dualidade que encapsula a tensão entre identidade vivida e identidade reconhecida. O seu desabafo — 'perante a sociedade e a ciência, eu nunca serei uma mulher' — não é apenas pessoal: é o eco de uma experiência colectiva que muitos vivem em silêncio.
Carlos Costa em transição de género: "Perante a sociedade, nunca serei uma mulher"
Carlos Costa enfrenta barreiras sociais e científicas no seu processo de transição de género, expressando o sofrimento emocional associado à falta de reconhecimento social.