No Estreito de Singapura, uma das artérias mais vitais do comércio mundial, um cargueiro de 229 metros colidiu com um pequeno barco de pesca chinês — encontro registrado em vídeo que expõe, com rara clareza, a desigualdade estrutural entre os diferentes usuários do mar. O incidente não é apenas um acidente isolado, mas um espelho de uma tensão permanente: embarcações colossais, presas à sua própria inércia, navegando as mesmas águas que pescadores cujos movimentos seguem lógicas distintas e recursos muito mais limitados. Em rotas onde o volume de tráfego não perdoa lacunas de informação ou err