No Ceará, a disputa por uma cadeira no Senado revela o que as democracias frequentemente produzem em seus momentos mais vivos: uma escolha que nenhum número consegue antecipar com segurança. Capitão Wagner e Cid Gomes, figuras enraizadas na política cearense, encontram-se separados por apenas 1,1 ponto percentual — uma diferença que a própria matemática eleitoral se recusa a considerar definitiva. A pesquisa, realizada entre 15 e 17 de setembro com mais de mil eleitores em 58 municípios, não aponta um vencedor; aponta, antes, a abertura de um destino ainda por ser escrito.