Cuatrecasas Acelera abre candidaturas até 26 de junho para startups de setores estratégicos

Transformar a complexidade regulatória num elemento de diferenciação
O programa ensina startups a ver desafios legais não como obstáculos, mas como vantagem competitiva.

Num ecossistema onde a regulação pode ser tanto barreira quanto vantagem competitiva, a Cuatrecasas abre pela décima primeira vez as portas do seu programa de aceleração a startups ibéricas e latino-americanas — sem pedir capital em troca, apenas relevância tecnológica e desafios jurídicos reais. Até 26 de junho, empresas de setores como healthtech, fintech e deeptech podem candidatar-se a cinco meses de acompanhamento legal intensivo, mentoria e acesso a investidores. É uma aposta na ideia de que o direito, bem aplicado, pode ser motor de inovação e não apenas obstáculo a ela.

  • O prazo fecha a 26 de junho, deixando pouco tempo para startups que ainda não submeteram a sua candidatura ao programa mais especializado juridicamente do ecossistema ibérico.
  • A competição é real: o comité de seleção, composto por sócios e especialistas externos, procura especificamente empresas onde o desafio regulatório seja central — não apenas projetos com tração comercial.
  • A promessa equity-free distingue o Cuatrecasas Acelera da maioria dos aceleradores, eliminando a tensão entre receber apoio e ceder controlo do negócio.
  • A healthtech portuguesa Usawa Care, vencedora da edição anterior, ilustra o impacto concreto: credibilidade junto a seguradoras, exposição hospitalar ibérica e apoio legal decisivo para fechar uma ronda de investimento.
  • O evento de clausura em Madrid, em fevereiro de 2027, funcionará como palco de visibilidade perante investidores e agentes do ecossistema — um horizonte que orienta todo o percurso das startups selecionadas.

A Cuatrecasas está a receber candidaturas até 26 de junho para a 11.ª edição do seu programa de aceleração de startups. Ao contrário de muitos aceleradores, o Cuatrecasas Acelera funciona sem cedência de capital: as empresas selecionadas mantêm controlo total do seu negócio enquanto recebem apoio intensivo durante cinco meses.

O programa foca-se em setores estratégicos como healthtech, energia, fintech, deeptech, defesa e aeroespacial, e está aberto a startups de Espanha, Portugal, Colômbia, Peru, Chile e México. A seleção é rigorosa: Francesc Muñoz, CIO da Cuatrecasas, sublinha que procuram empresas com componente tecnológica relevante, em fase de validação ou crescimento, e cujo desafio jurídico ou regulatório seja central à atividade.

As startups selecionadas recebem aconselhamento jurídico direto de sócios especializados, workshops sobre temas legais e empresariais, mentoria de negócio, acesso à rede da Cuatrecasas Innova e simulações de investimento para preparar futuras rondas de financiamento. Em setembro, as pré-selecionadas apresentam os seus projetos a um comité misto; em fevereiro de 2027, um evento de clausura em Madrid coroará a startup vencedora, que continuará a receber assessoria legal personalizada.

A edição anterior deu o exemplo: a Usawa Care, healthtech portuguesa que oferece acesso a pediatra em menos de quinze minutos, venceu o programa e viu a sua credibilidade crescer junto de seguradoras e hospitais ibéricos — e fechou uma ronda de investimento com o apoio legal recebido. Ao longo de dez edições, o programa trabalhou com mais de 60 startups, ajudando-as a transformar a complexidade regulatória numa vantagem competitiva.

A Cuatrecasas, uma das maiores sociedades de advogados internacionais, está a receber candidaturas até 26 de junho para a 11.ª edição do seu programa de aceleração de startups. Diferentemente de muitos aceleradores que exigem participação acionista, o Cuatrecasas Acelera funciona sem cedência de capital — o que significa que as empresas selecionadas mantêm total controlo do seu negócio enquanto recebem apoio intensivo.

O programa dirige-se especificamente a startups que operam em setores considerados estratégicos: healthtech, energia, fintech, deeptech, defesa e aeroespacial. A seleção não é aleatória. Francesc Muñoz, Chief Information Officer da Cuatrecasas, explica que estes setores foram escolhidos pelo seu potencial de transformação económica e social, e porque a firma acredita que a sua experiência jurídica pode fazer diferença real. O programa está aberto a startups de Espanha, Portugal, Colômbia, Peru, Chile e México — geografias onde a Cuatrecasas tem presença consolidada.

Mas nem toda a startup com uma boa ideia entra. A seleção é rigorosa. Muñoz deixa claro que procuram empresas com componente tecnológica relevante e modelo de negócio inovador, em fase de validação ou crescimento, com ambição de escalar. Mais importante ainda: o desafio jurídico ou regulatório tem de ser central à atividade. Não se trata de escolher apenas projetos com tração comercial, mas aqueles em que o acompanhamento legal pode gerar impacto real. Uma startup que enfrente regulação complexa, que necessite navegar tecnologias emergentes em setores controlados, ou cujo modelo de negócio dependa de questões legais — essas são as candidatas que interessam.

As startups selecionadas recebem cinco meses de acompanhamento intensivo. Isto inclui aconselhamento jurídico direto de sócios e especialistas da Cuatrecasas, orientado para os desafios específicos do seu setor. Há também formação prática através de workshops sobre temas legais e empresariais, mentorias de negócio, e acesso à rede de contactos e ecossistema da Cuatrecasas Innova, a divisão da firma dedicada à inovação. O programa inclui ainda simulações de investimento, preparando as startups para futuras rondas de financiamento.

O processo começa agora, com candidaturas até 26 de junho. Em setembro, as pré-selecionadas apresentam os seus projetos a um comité composto por sócios, profissionais e colaboradores externos. Este comité escolhe as startups que integrarão a edição. Em fevereiro de 2027, há um evento de clausura em Madrid onde as startups participantes, mentores, investidores e agentes do ecossistema se reúnem. É neste evento que é nomeada a startup vencedora da 11.ª edição, que continuará a receber assessoria legal personalizada.

A edição anterior deixou um exemplo concreto do valor do programa. A Usawa Care, uma healthtech portuguesa, foi a vencedora do ano passado. A empresa oferece acesso ilimitado a um pediatra em menos de quinze minutos, disponível 24 horas por dia, todos os dias. Luís Almeida Fernandes, CEO da Usawa Care, afirma que vencer o Acelera foi muito útil — deu credibilidade, exposição a seguradoras e hospitais ibéricos, e horas críticas de apoio legal que foram essenciais para fechar a ronda de investimento.

Ao longo de dez edições, o Cuatrecasas Acelera trabalhou com mais de 60 startups de diferentes áreas, todas elas operando em contextos com desafios regulatórios relevantes. As participantes valorizam especialmente o acesso a aconselhamento jurídico altamente especializado em fases iniciais, a capacidade de antecipar riscos, e a possibilidade de transformar a complexidade regulatória num elemento de diferenciação competitiva. Para startups que enfrentam regulação complexa, isto pode ser a diferença entre escalar ou ficar presa em questões legais.

Vencer o Acelera foi muito útil para a Usawa — deu-nos enorme credibilidade, exposição a seguradoras e hospitais ibéricos e mais horas de apoio legal que são críticas para o fecho da ronda de investimento
— Luís Almeida Fernandes, CEO da Usawa Care
Não se trata apenas de selecionar projetos com tração, mas sim de identificar aqueles em que o nosso acompanhamento pode gerar um impacto real
— Francesc Muñoz, Chief Information Officer da Cuatrecasas
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Porque é que uma firma de advogados cria um programa de aceleração? Não é estranho?

Model

Não é estranho se pensarmos no que as startups em setores regulados realmente precisam. Não é apenas dinheiro — é alguém que entenda a lei do setor, que antecipe problemas antes de se tornarem crises.

Inventor

Mas eles não ganham dinheiro com isto. É equity-free.

Model

Ganham de outras formas. Constroem relacionamento com empresas em crescimento que eventualmente precisarão de serviços jurídicos maiores. E ganham reputação — mostram que entendem inovação, não apenas lei antiga.

Inventor

Porque é que o desafio regulatório é tão importante para eles?

Model

Porque é onde a maioria das startups falha silenciosamente. Uma startup de fintech pode ter um produto brilhante, mas se não navegar a regulação corretamente, morre. A Cuatrecasas oferece exatamente isso — expertise que normalmente custaria centenas de milhares de euros.

Inventor

E a Usawa Care ganhou porque tinha um bom produto ou porque navegou bem a regulação?

Model

Provavelmente ambos. Mas o CEO foi claro: o que o Acelera deu foi credibilidade junto de hospitais e seguradoras, e apoio legal crítico para fechar investimento. Sem isso, talvez não tivesse conseguido.

Inventor

Então isto é realmente sobre transformar risco regulatório em vantagem competitiva?

Model

Exatamente. A maioria das startups vê regulação como obstáculo. O programa ensina a vê-la como diferenciador — algo que te separa da concorrência.

Want the full story? Read the original at SAPO ↗
Contact Us FAQ