Em toda eleição, os candidatos revelam não apenas suas propostas, mas suas filosofias de presença — onde escolhem aparecer e como escolhem ser vistos. Nesta quarta-feira de agosto de 2026, oito postulantes ao governo do Rio de Janeiro espalharam-se pelo estado, cada um traçando um roteiro que diz tanto sobre sua estratégia quanto sobre sua visão de democracia. Entre estúdios de televisão e praças interioranas, a campanha fluminense começou a mostrar suas apostas sobre o que, afinal, aproxima um candidato do eleitor.
Candidatos ao Governo do RJ divulgam agendas de campanha para quarta-feira
Cinco cidades em um dia, cada uma com seu horário marcado
Por que a gente vê tanta diferença entre as agendas? Alguns fazem entrevista, outros saem na rua.
Porque cada candidato está testando o que acredita que funciona. Alguns têm base em mídia, outros em mobilização de rua. É o começo, então estão mostrando suas cartas.
E Eduardo Paes com cinco cidades em um dia — isso é comum?
Não é impossível, mas é intenso. Ele está cobrindo a Região dos Lagos toda, que é um reduto importante. É um sinal de que ele quer estar em todo lugar ao mesmo tempo.
E quem não confirmou nada?
Juliete Pantoja. Pode ser atraso administrativo, pode ser estratégia diferente. Mas no começo de uma campanha, não aparecer é um risco.
Qual é o padrão que você vê?
Os maiores — Paes, Garotinho — estão em movimento constante. Os menores estão em mídia ou em bases regionais. É como se estivessem em ligas diferentes.
Der Puls
- A campanha oficial arrancou em 16 de agosto e já impõe um ritmo frenético: oito candidatos competem por atenção num estado de 17 milhões de eleitores espalhados do litoral ao interior.
- Eduardo Paes concentrou toda a quarta-feira na Região dos Lagos, com cinco caminhadas em cinco cidades diferentes em menos de oito horas — uma aposta clara na presença física como demonstração de força.
- Garotinho acumulou entrevista, sabatina e viagem a Volta Redonda num único dia, enquanto Busnello mergulhou no Norte Fluminense, sinalizando disputas por territórios eleitorais historicamente sensíveis.
- Candidatos menores, como Cyro Garcia e William Siri, optaram por agendas mais internas — gravações, reuniões com militantes e eventos partidários —, revelando a assimetria de recursos e visibilidade na corrida.
- A campanha ainda está em seus primeiros dias, mas os roteiros desta quarta já antecipam o tabuleiro: televisão versus rua, capital versus interior, mobilização de base versus apelo ao eleitorado difuso.
Em toda eleição, os candidatos revelam não apenas suas propostas, mas suas filosofias de presença — onde escolhem aparecer e como escolhem ser vistos. Nesta quarta-feira de agosto de 2026, oito postulantes ao governo do Rio de Janeiro espalharam-se pelo estado, cada um traçando um roteiro que diz tanto sobre sua estratégia quanto sobre sua visão de democracia. Entre estúdios de televisão e praças interioranas, a campanha fluminense começou a mostrar suas apostas sobre o que, afinal, aproxima um candidato do eleitor.
A campanha para o governo do Rio de Janeiro entrou em sua fase pública na semana de 16 de agosto de 2026, quando oito candidatos foram autorizados a realizar comícios, distribuir material e divulgar propostas. Nesta quarta-feira, cada um deles escolheu um caminho diferente para se fazer presente.
André Marinho, do Novo, dividiu o dia entre uma entrevista ao vivo no My News e uma caminhada com panfletos na Barra da Tijuca. Anthony Garotinho acumulou entrevista matinal, sabatina na Record e viagem noturna a Volta Redonda para apoiar um aliado. Coronel Busnello dedicou a tarde ao Norte Fluminense, visitando o Porto do Açu e depois encontrando apoiadores em Campos dos Goytacazes.
Entre os candidatos de esquerda, Cyro Garcia, do PSTU, manteve agenda discreta com reuniões internas e gravações. William Siri, pelo PSOL, gravou programa eleitoral, participou de sessão na Câmara e esteve no lançamento da candidatura de Chico Alencar, com a presença de Frei Betto. Douglas Ruas, do PL, participou de sabatina da revista Veja e depois se reuniu com mães de crianças com deficiência no Centro do Rio.
Eduardo Paes traçou o roteiro mais ambicioso: cinco caminhadas em cinco cidades da Região dos Lagos — Cabo Frio, Búzios, São Pedro da Aldeia, Iguaba e Araruama —, todas com horários e locais precisos, ocupando o dia inteiro. Juliete Pantoja, da UP, não havia confirmado atividades até o fechamento da reportagem.
O que os roteiros revelam é uma disputa de estratégias: alguns candidatos apostam na tela, outros na rua, alguns em regiões específicas do estado. A campanha fluminense de 2026 mal começou, mas já deixa ver as diferentes apostas sobre como — e onde — se conquista um voto.
A campanha para o governo do Rio de Janeiro entrou em sua fase pública nesta semana. Desde 16 de agosto, oito candidatos estão autorizados a fazer comícios, carreatas, passeatas, distribuir material impresso e anunciar suas propostas pela internet. Nesta quarta-feira, cada um deles traçou um roteiro próprio — alguns focados em aparecer na televisão, outros em caminhar pelas ruas, alguns em regiões específicas do estado.
André Marinho, do Novo, planejava uma entrevista ao vivo no programa My News às 13h20, seguida de uma caminhada com distribuição de panfletos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, começando às 16h na Avenida das Américas. Anthony Garotinho, pelos Republicanos, tinha uma manhã mais carregada: entrevista no Matinal Amado Mundo às 8h30, sabatina no Balanço Geral da Record às 13h30 e, à noite, viagem para Volta Redonda para lançar a candidatura de um aliado. Coronel Busnello, da Missão, escolheu o Norte Fluminense, visitando o Porto do Açu em São João da Barra durante toda a tarde e depois encontrando apoiadores em Campos dos Goytacazes.
Cyro Garcia, do PSTU, manteve uma agenda mais discreta: reuniões internas com militantes pela manhã e gravação de vídeos de campanha à tarde. Douglas Ruas, do PL, participaria da sabatina da revista Veja às 14h e depois teria um encontro com mães de crianças com deficiência no Centro do Rio. William Siri, pelo PSOL, gravaria seu programa eleitoral pela manhã, participaria de uma sessão na Câmara de Vereadores à tarde e à noite estaria no lançamento da candidatura de Chico Alencar a deputado federal, com presença de Frei Betto.
Eduardo Paes, do PSD, traçou o roteiro mais ambicioso. Sua quarta-feira seria inteiramente dedicada à Região dos Lagos, com cinco caminhadas em cidades diferentes: Cabo Frio às 8h30, Búzios às 10h30, São Pedro da Aldeia ao meio-dia, Iguaba às 14h e Araruama às 15h30. Cada parada tinha local específico marcado — praças, igrejas, avenidas — e horários precisos. Juliete Pantoja, da UP, não havia confirmado nenhuma atividade até o fechamento da reportagem.
O que emerge desses roteiros é uma estratégia clara: alguns candidatos apostam na visibilidade televisiva e na internet, outros na presença física nas ruas, alguns em regiões inteiras do estado. A campanha de 2026 para o governo fluminense estava apenas começando, e já era possível ver as diferentes apostas sobre como conquistar votos — pela tela, pela rua, ou por ambas.
Bemerkenswerte Zitate
Desde o dia 16 de agosto, os candidatos estão liberados para atos de campanha, como a realização de comícios, carreatas, passeatas, distribuição de material gráfico e propaganda pela internet.— Regulamento de campanha