Pela primeira vez em décadas, a política externa ocupa o centro do debate presidencial brasileiro, revelando uma fratura ideológica profunda sobre o lugar do Brasil no mundo. De um lado, a continuidade de uma diplomacia voltada ao Sul Global, aos Brics e à multipolaridade; do outro, a busca por um realinhamento com Washington e o Ocidente. A escolha que os eleitores farão em 2026 não será apenas sobre governança doméstica — será sobre a identidade geopolítica do país nas próximas gerações.