Durante décadas, a ciência olhou para o cancro como uma doença localizada — um conjunto de células rebeldes a conter. Um novo estudo da Universidade de Princeton vem desafiar essa visão, revelando que os tumores são capazes de manipular órgãos distantes, como o fígado, para enfraquecer as defesas imunológicas do próprio corpo. No centro deste mecanismo está o gene MTDH, um programa evolutivo antigo que o cancro sequestrou para garantir a sua sobrevivência. A descoberta sugere que tratar o cancro pode exigir, cada vez mais, pensar no corpo inteiro — e não apenas no tumor.