O Brasil acumula décadas de avanço no combate ao tabagismo, mas a batalha contra o câncer de pulmão exige um segundo movimento: encontrar a doença antes que ela encontre o paciente. Três quartos dos diagnósticos chegam quando o tumor já avançou, revelando uma lacuna entre a prevenção conquistada e a detecção que ainda não veio. Especialistas defendem que prevenção, rastreamento e atenção primária precisam funcionar como um sistema integrado — e que o estigma em torno do fumante é, ele mesmo, um obstáculo clínico. A escolha que o país enfrenta é, no fundo, uma escolha sobre o valor que atribui
Câncer de pulmão exige detecção precoce e rede integrada além da prevenção
Pacientes diagnosticados em estágios avançados enfrentam prognóstico mais grave e menor sobrevida.