Na tarde de uma terça-feira no Lago Sul, uma mulher em situação de rua destruiu os vidros de oito carros em frente a uma academia — não por raiva cega, mas por um cálculo desesperado: a prisão, em sua lógica de sobrevivência, era o único caminho para um banho e uma refeição digna. O episódio, registrado em câmera de segurança, é menos uma história de vandalismo do que um espelho incômodo das lacunas nas políticas de assistência social do Distrito Federal. Quando a cadeia se torna mais acolhedora do que a rua, algo fundamental falhou na promessa do Estado.
Câmera registra moradora de rua depredando oito carros em estacionamento do DF
Mulher em situação de rua em aparente crise de saúde mental, buscando prisão como acesso a condições básicas de higiene e alimentação.