Temperaturas podem chegar perto dos 40°C em Mato Grosso, oeste de Goiás e norte de Mato Grosso do Sul, com umidade relativa abaixo de 30%. Onda de calor ainda não está caracterizada oficialmente, mas monitoramento do Inmet acompanha possibilidade de fenômeno atingir múltiplas regiões nos próximos dias.
Calor e ar seco intenso no Brasil; Inmet monitora possível onda de calor
Umidade relativa abaixo de 11% em pontos do centro de Goiás
Por que o Inmet ainda não confirmou oficialmente essa onda de calor se as temperaturas já estão tão altas?
Porque onda de calor é um fenômeno bem específico. Não basta fazer calor uma vez — as máximas precisam ficar pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias seguidos. Estamos vendo temperaturas altas agora, mas ainda não atingimos esse padrão sustentado que define o fenômeno.
E qual é a diferença prática entre monitorar e confirmar? As pessoas não estão sofrendo com o calor de qualquer forma?
Estão, sim. Mas confirmar oficialmente muda como os órgãos públicos respondem — alertas de saúde, recomendações para evitar exposição, orientações para grupos vulneráveis. O monitoramento é o passo anterior, quando você está vendo os sinais e se preparando.
Essa umidade abaixo de 30% é realmente perigosa?
Muito. Quando cai para esses níveis, especialmente em 11% como em Goiás, você tem risco de incêndios florestais, problemas respiratórios agudos, ressecamento extremo da pele e mucosas. É o tipo de condição que hospitais começam a se preparar para receber mais pacientes.
Como é possível que o Sul esteja com risco de tempestades enquanto o Centro-Oeste queima de calor?
É a dinâmica das frentes frias. Uma massa de ar quente e seco domina o Centro-Oeste, mas uma frente fria vinda do Atlântico está empurrando ar úmido para o Sul, criando instabilidade. São sistemas diferentes atuando simultaneamente em regiões diferentes.
Santa Catarina pode receber mais de 80 milímetros de chuva em alguns pontos — isso é muito?
É bastante em pouco tempo. Dependendo de como cair, pode causar alagamentos, deslizamentos em áreas de encosta, transtornos no trânsito. Não é catastrófico necessariamente, mas exige atenção.
The Pulse
- Temperaturas podem chegar perto dos 40°C em Mato Grosso, oeste de Goiás e norte de Mato Grosso do Sul
- Umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% em vastas áreas do Centro-Oeste, com mínimos próximos de 11% em pontos de Goiás
- Onda de calor ainda não está oficialmente caracterizada, mas Inmet monitora possibilidade de atingir múltiplas regiões
- Santa Catarina pode receber acumulados de chuva superiores a 80 milímetros até o início de domingo
Temperaturas podem chegar perto dos 40°C em Mato Grosso, oeste de Goiás e norte de Mato Grosso do Sul, com umidade relativa abaixo de 30%. Onda de calor ainda não está caracterizada oficialmente, mas monitoramento do Inmet acompanha possibilidade de fenômeno atingir múltiplas regiões nos próximos dias.
Calor e ar seco ganham força em extensa faixa do Brasil com temperaturas próximas aos 40°C. Inmet monitora possível onda de calor no Centro-Oeste, Norte e Sudeste, enquanto Sul enfrenta chuvas e temporais.
O Brasil enfrenta nesta sexta-feira um contraste meteorológico marcante: enquanto uma faixa extensa do país sofre com calor intenso e ar ressecado, o Sul se vê sob risco de tempestades violentas. No Centro-Oeste, Norte, interior do Sudeste e Nordeste, as temperaturas devem aproximar-se dos 40°C, com umidade relativa do ar caindo a níveis perigosamente baixos. Simultaneamente, Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul enfrentam chuvas fortes e possibilidade de temporais.
O Instituto Nacional de Meteorologia acompanha de perto a possibilidade de uma onda de calor atingir o centro-leste do Amazonas, oeste do Pará, Centro-Oeste, Sudeste e parte do Paraná nos próximos dias. Embora o fenômeno ainda não tenha sido oficialmente caracterizado, as condições apontam para essa direção. Para que uma onda de calor seja confirmada, é necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos — um critério que ainda não havia sido atingido até o momento da última atualização.
No Centro-Oeste, a situação é particularmente severa. Uma massa de ar seco mantém o predomínio de sol em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e centro-norte de Mato Grosso do Sul. Cuiabá deve registrar entre 37°C e 38°C, Goiânia alcançará cerca de 37°C, e Brasília aproximar-se-á dos 31°C no sábado. Em vastas áreas de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% durante as horas mais quentes do dia. Em pontos do centro de Goiás, as projeções indicam mínimos próximos de 11% — um nível que representa risco significativo à saúde e ao meio ambiente.
O ar seco estende-se também pelo interior do Sudeste, interior do Nordeste e parte do Norte. Segundo a Climatempo, em muitas dessas áreas a umidade relativa deve variar entre 20% e 30%, com possibilidade de índices entre 12% e 20% nos períodos mais críticos. No Sudeste, há uma divisão clara entre o litoral e o interior. Uma frente fria atuando principalmente sobre o oceano aumenta a nebulosidade e favorece chuva em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. No interior, porém, o ar seco continua predominando. Em São Paulo, a mudança começa pelo Vale do Ribeira, litoral sul e Baixada Santista, chegando depois à Grande São Paulo e ao leste paulista. A capital deve ter aumento de nuvens e possibilidade de chuva, com máxima em torno de 24°C a 25°C. No norte, oeste e noroeste paulista, o tempo permanece mais quente e seco, com umidade entre 20% e 30% em alguns pontos.
Enquanto isso, o Sul do país enfrenta cenário completamente distinto. Chuva e temporais marcam a sexta-feira em áreas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As instabilidades atingem desde as primeiras horas o oeste, centro, sul e leste do Paraná e também o centro-norte de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a chuva aparece principalmente no centro-norte do estado. Durante a tarde, o fenômeno continua entre o centro-sul do Paraná e Santa Catarina e avança pelo norte do Rio Grande do Sul. Há possibilidade de pancadas fortes, trovoadas e rajadas associadas às tempestades. Os maiores volumes previstos até o início de domingo concentram-se em Santa Catarina, onde os acumulados podem superar 80 milímetros em alguns pontos.
No sábado, a instabilidade tende a se concentrar mais ao sul, com a chuva perdendo espaço em parte do Paraná e passando a atingir com mais força Santa Catarina e o centro-norte do Rio Grande do Sul. No Nordeste, a chuva perde força em comparação com os últimos dias. Nesta sexta, ainda pode chover no litoral de Sergipe, Alagoas, Maranhão e Ceará, mas nas demais áreas, principalmente no interior, o tempo seco e o sol predominam. No Norte, o quadro também varia bastante de uma região para outra. Pancadas de chuva e trovoadas continuam no Amazonas, Roraima, noroeste do Pará e em pontos do Acre, Rondônia e Amapá. Tocantins, centro-sul do Pará e sudeste do Amazonas, por sua vez, seguem com predomínio de tempo seco e temperaturas elevadas.
Notable Quotes
Para ser considerado uma onda de calor, é necessário que as temperaturas máximas fiquem pelo menos 5°C acima da média por cinco dias consecutivos— Instituto Nacional de Meteorologia