Novembro abre com a Lua minguando e segue, ao longo de suas semanas, por um ciclo que se repete desde antes de qualquer calendário humano: nova, quarto crescente, cheia e de novo nova. Neste mês, a fase cheia de 24 de novembro ganha ares de superlua, porque chega pouco antes de o satélite atingir o ponto mais próximo da Terra, e o céu oferece ainda uma breve ocultação de Regulus e a chuva de meteoros Leônidas. Não haverá eclipse, lembrete de que nem todo espetáculo celeste se alinha ao nosso desejo de vê-lo. Para quem olha para cima, é mais uma página de um diálogo antigo entre a Terra e os as
Calendário lunar de novembro: Lua cheia será superlua em 24 de novembro, com ocultação de Regulus e chuva de Leônidas
A Lua cheia cai em pleno dia; o melhor é esperar o pôr do Sol
Por que essa Lua cheia de 24 de novembro é chamada de superlua?
Porque ela acontece pouco mais de um dia antes do perigeu, o ponto em que a Lua está mais perto da Terra. A Nasa a classifica assim. No dia 24 a distância é de cerca de 361 mil quilômetros, e no dia 25 cai para uns 359 mil.
Vale dizer que a diferença é pequena. A reportagem fala em uma Lua que parece "um pouco maior e mais brilhante", não em algo dramático.
E a hora da cheia, 11h53, atrapalha?
Atrapalha a observação do instante exato, porque é de dia no Brasil. O melhor é esperar o nascer da Lua, por volta das 18h41 no Rio ou 18h57 em São Paulo.
Todo mundo vê a ocultação de Regulus?
Não. Em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba ela acontece, entre 4h32 e 4h44 do dia 3. Em Recife, Fortaleza e Belém, a estrela não é encoberta.
Aí está o limite do texto: ele lista algumas cidades, mas não diz onde passa exatamente a fronteira da visibilidade. Para quem mora em outro lugar, a informação não está lá.
E as Leônidas?
O pico é em meados do mês, com melhor chance na madrugada de 18, a partir das 2h em São Paulo. Dispensa telescópio, mas pede céu escuro.
A reportagem não estima quantos meteoros por hora se verão, então não dá para prometer espetáculo.
Der Puls
- Na madrugada de 3 de novembro, Regulus some por instantes atrás da Lua, mas o fenômeno só será visto em parte do país.
- A superlua de 24 de novembro promete a Lua mais brilhante do mês, com a cheia caindo durante o dia e exigindo paciência até o anoitecer.
- Vênus e a Lua minguante se aproximam no horizonte leste na madrugada do dia 7, uma aproximação que é só aparente, pois os astros estão a milhões de quilômetros.
- O pico da chuva de Leônidas, na madrugada de 18 de novembro, pede apenas céu escuro e olhar atento, sem qualquer equipamento.
- Novembro não terá eclipse, e os próximos só chegam em 2027, 2028 e 2029, deixando o mês sem grandes eclipses para observar.
Novembro abre com a Lua minguando e segue, ao longo de suas semanas, por um ciclo que se repete desde antes de qualquer calendário humano: nova, quarto crescente, cheia e de novo nova. Neste mês, a fase cheia de 24 de novembro ganha ares de superlua, porque chega pouco antes de o satélite atingir o ponto mais próximo da Terra, e o céu oferece ainda uma breve ocultação de Regulus e a chuva de meteoros Leônidas. Não haverá eclipse, lembrete de que nem todo espetáculo celeste se alinha ao nosso desejo de vê-lo. Para quem olha para cima, é mais uma página de um diálogo antigo entre a Terra e os astros, lido com os próprios olhos.
Novembro começa com a Lua em quarto minguante no dia 1º e segue um ciclo completo até a nova de 9 de novembro, o quarto crescente de 17 e a cheia de 24. Os horários valem para Brasília, e cada região do país vê a fase em um momento diferente.
A cheia do dia 24 será uma superlua, porque a Lua estará a pouco mais de um dia do perigeu, o ponto mais próximo da Terra. Como a fase acontece durante o dia, o melhor momento para observar é depois do pôr do Sol, quando ela já aparece no horizonte, às vezes maior e com tons amarelados ou avermelhados.
Antes disso, na madrugada de 3 de novembro, a Lua esconde por instantes Regulus, a estrela mais brilhante de Leão. O fenômeno é visível em parte do Brasil, mas não em Recife, Fortaleza e Belém. No dia 7, Vênus e a Lua minguante aparecem juntas no horizonte leste, antes do amanhecer, apenas em aparência.
O grande destaque de Leônidas, chuva de meteoros ligada ao cometa Tempel-Tuttle, tem pico na madrugada de 18 de novembro. Basta um local escuro e um olhar amplo para o céu. Mercúrio e Urano também aparecem em boas posições nos dias 20 e 25.
Novembro não terá eclipse. O próximo será penumbral em fevereiro de 2027, e um parcial visível em todo o Brasil só volta em 2028.
Novembro começa com a Lua em quarto minguante, no dia 1º, às 17h28 no horário de Brasília. É o primeiro marco de um mês que terá Lua nova no dia 9, às 4h02, quarto crescente no dia 17, às 8h47, e Lua cheia no dia 24, às 11h53. Todos esses horários valem para Brasília; no Acre, por exemplo, a cheia ocorre às 9h53, e em Fernando de Noronha, às 12h53.
A cheia de 24 de novembro será uma superlua, segundo a Nasa. O motivo é que ela acontece pouco mais de um dia antes de o satélite chegar ao perigeu, o ponto da órbita em que está mais perto da Terra. No dia 24, a Lua estará a cerca de 361 mil quilômetros do planeta; no dia seguinte, a distância cai para aproximadamente 359 mil quilômetros. Por isso ela pode parecer um pouco maior e mais brilhante que em outras luas cheias.
Como a fase exata se dá durante o dia, o melhor momento para observar é depois do pôr do Sol. A Lua nasce por volta das 18h57 em São Paulo, 18h41 no Rio de Janeiro, 17h33 em Recife, 18h44 em Brasília e 19h34 em Porto Alegre. Perto do horizonte, ela pode parecer maior por uma ilusão de ótica e ganhar tons amarelados ou avermelhados por causa da atmosfera.
Antes disso, na madrugada de 3 de novembro, a Lua passa diante de Regulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão, e a esconde temporariamente, fenômeno chamado ocultação. Em São Paulo, a estrela some por volta das 4h43; em Brasília, às 4h32; em Belo Horizonte, às 4h44; e em Curitiba, às 4h41. A Lua estará minguante, com cerca de um terço da parte visível iluminada. Em Recife, Fortaleza e Belém, a estrela não será encoberta.
Na madrugada do dia 7, a Lua minguante e Vênus aparecem muito próximas, pouco antes do amanhecer, no horizonte leste. A proximidade é só aparente: os dois astros seguem separados por milhões de quilômetros. No dia 15, Marte e Júpiter também ficam próximos e podem ser vistos antes do nascer do Sol.
A chuva de meteoros Leônidas, formada por fragmentos deixados pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle, tem pico em meados do mês. No Brasil, a melhor chance deve ser na madrugada de 18 de novembro. Em São Paulo, o período mais favorável começa por volta das 2h e vai até pouco antes do amanhecer, quando a constelação de Leão está mais alta. Não é preciso telescópio nem binóculo: basta um local escuro, longe das luzes da cidade, e um olhar amplo para o céu.
O mês ainda traz Mercúrio visível antes do amanhecer no dia 20, quando atinge sua maior distância aparente do Sol, e Urano bem posicionado no dia 25, acima do horizonte durante boa parte da noite.
Quem esperava um eclipse como o lunar parcial do fim de agosto terá de esperar: novembro não tem nenhum. O próximo será em fevereiro de 2027, penumbral e quase imperceptível a olho nu. Um parcial visível em todo o Brasil só volta em janeiro de 2028, e um total, em junho de 2029.
O ciclo que começa na Lua nova de 9 de novembro termina em 8 de dezembro e dura cerca de 29 dias e meio, a chamada lunação. Por isso as fases não coincidem com o começo e o fim dos meses. O próximo compromisso no céu é a madrugada de 3 de novembro, com a ocultação de Regulus.
Bemerkenswerte Zitate
A Lua cheia será uma superlua porque ocorre pouco mais de um dia antes do perigeu.— Nasa, segundo o G1