Caixa e BB assumem cobrança do Desenrola 3.0 com compra de até R$ 150 bi em dívidas

O programa visa aliviar o orçamento de famílias brasileiras endividadas, potencialmente beneficiando milhões de devedores com descontos significativos em suas dívidas.
O governo compra com desconto mínimo de noventa por cento
A estratégia central do Desenrola 3.0 é que o Tesouro Nacional adquira as dívidas com descontos profundos e repasse o benefício aos devedores.
Mark

Por que o governo decidiu comprar as dívidas em vez de apenas garantir as renegociações, como fez antes?

Mimi

Porque quer um controle maior sobre o processo. Comprando as carteiras, o governo fica dono da dívida e pode repassar o desconto diretamente ao devedor, sem depender de negociações caso a caso.

Luke

Mas isso significa que o Tesouro Nacional fica exposto ao risco de calote. Se as pessoas não pagarem, quem perde é o governo, não o credor original.

Mark

E como o governo vai conseguir cento e cinquenta bilhões de reais em descontos dos credores?

Mimi

Vai fazer um leilão. Os credores que oferecerem o maior desconto ganham a venda de suas carteiras. O governo compra com desconto mínimo de noventa por cento.

Luke

Noventa por cento é um desconto enorme. A pergunta é: os credores vão aceitar isso? E se não aceitarem, o programa não sai do papel.

Mark

Por que a Caixa e o Banco do Brasil vão fazer a cobrança?

Mimi

Porque elas têm experiência em gestão de carteiras de crédito. Já sabem como cobrar, como negociar, como lidar com devedores.

Luke

Mas isso também significa que o governo está usando máquinas públicas para cobrar dívidas que ele próprio comprou. É uma operação complexa, e ainda não está claro se vai funcionar.

Mark

E se alguém não quiser entrar no programa?

Mimi

Não tem jeito. Se sua dívida está na carteira que o governo comprou, você automaticamente entra. Não precisa de adesão prévia.

Luke

Isso é uma mudança importante em relação aos programas anteriores. Mas levanta uma questão: o devedor tem direito de recusar? Ou o governo pode forçar a entrada no programa?

Mark

Quando isso começa?

Mimi

O leilão deve sair em novembro, as propostas em dezembro, homologação em janeiro, e em fevereiro começa o repasse dos descontos.

Luke

Isso é um cronograma apertado. Três meses para leiloar, homologar, assinar contratos e receber as carteiras. Se algo atrasar, todo o calendário cai.

  • O endividamento crônico de famílias brasileiras chega a R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis, pressionando orçamentos domésticos há anos sem solução estrutural à vista.
  • O governo rompe com o modelo anterior ao comprar as carteiras diretamente, retirando o devedor da posição passiva e tornando sua inclusão no programa automática — sem necessidade de adesão prévia.
  • Caixa e Banco do Brasil assumem o papel de cobradores, aproveitando sua expertise institucional, enquanto o Tesouro Nacional entra como único cotista do fundo que financiará as compras.
  • O leilão com credores está previsto para novembro-dezembro de 2025, mas detalhes críticos — formato do leilão, auditoria das carteiras e definição dos lotes — ainda estão sendo negociados entre governo e setor privado.
  • Se o cronograma se confirmar, devedores começarão a receber os descontos em fevereiro de 2027, podendo quitar à vista ou parcelar o saldo restante com juros.

Às vésperas de um ciclo eleitoral, o governo federal brasileiro anuncia o Desenrola 3.0, um programa que vai além das renegociações anteriores ao comprar diretamente carteiras de dívidas inadimplidas de até R$ 10 mil, com descontos mínimos de 90% repassados aos devedores. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil assumirão a cobrança, enquanto o Tesouro Nacional financiará as aquisições por meio de um fundo de direitos creditórios. É uma aposta do Estado em intervir diretamente no ciclo do endividamento doméstico — não apenas como fiador, mas como comprador —, com o potencial de aliviar o peso financeiro de milhões de famílias brasileiras a partir de fevereiro de 2027.

O governo federal prepara uma virada na política de combate ao endividamento das famílias brasileiras. O Desenrola 3.0, lançado próximo ao período eleitoral, abandona a lógica das versões anteriores — que garantiam renegociações via fundos públicos — e passa a comprar diretamente carteiras de dívidas inadimplidas.

O programa mira débitos bancários e não bancários de até R$ 10 mil, com inadimplência entre dois e quatro anos e meio. O governo adquirirá essas carteiras em leilão com desconto mínimo de 90% e repassará esse benefício aos devedores, que poderão quitar à vista ou parcelar o restante. A novidade mais radical: a adesão será automática. Se a dívida de alguém estiver em uma carteira comprada pelo governo, essa pessoa já está no programa — sem precisar se inscrever.

Para viabilizar a operação, será criado um fundo de investimento em direitos creditórios com o Tesouro Nacional como único cotista. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil ficarão responsáveis pela cobrança dos beneficiados, aproveitando sua experiência nesse tipo de gestão.

O cronograma é ambicioso: chamamento público em novembro, recebimento de propostas em dezembro, homologação em janeiro e assinatura de contratos com início do repasse em fevereiro de 2027. Ainda restam pontos a definir — formato exato do leilão, regras de auditoria das carteiras e organização dos lotes —, mas o governo demonstra confiança em concluir todo o processo em cerca de três meses após a publicação do edital.

O governo federal está preparando uma mudança significativa na forma como trata as dívidas das famílias brasileiras. O Desenrola 3.0, lançado às vésperas das eleições, marca um desvio importante das tentativas anteriores de aliviar o endividamento doméstico. Desta vez, em vez de simplesmente garantir renegociações através de fundos públicos, o governo vai comprar diretamente as carteiras de débitos.

A operação funcionará assim: a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil assumirão a responsabilidade de cobrar os devedores que se beneficiarem do programa. O governo comprará carteiras de dívidas bancárias e não bancárias de até dez mil reais, focando em débitos que estão inadimplidos há pelo menos dois anos mas não mais de quatro anos e meio. O objetivo declarado é eliminar até cento e cinquenta bilhões de reais em dívidas das famílias brasileiras.

O mecanismo de compra será um leilão entre credores. O governo vai adquirir essas carteiras com um desconto mínimo de noventa por cento e repassará esse desconto aos devedores. Quem deve poderá então quitar a dívida à vista ou parcelar o saldo que sobrar, acrescido de juros. Diferentemente das versões anteriores do programa, a participação não dependerá de adesão ou consentimento prévio do devedor. Se uma pessoa tem um débito em uma carteira que o governo comprou, automaticamente entra no programa.

Para operacionalizar tudo isso, o governo planeja constituir um fundo de investimento em direitos creditórios, no qual o Tesouro Nacional seria o único cotista. Esse fundo compraria as carteiras, e depois a Caixa e o Banco do Brasil ficariam encarregados da cobrança, aproveitando a expertise que essas instituições têm em gestão desse tipo de operação.

O cronograma está montado. O governo deve publicar o chamamento para entrega de propostas para o leilão em novembro, com as propostas chegando em dezembro. As propostas selecionadas serão homologadas em janeiro. Em fevereiro, está prevista a assinatura dos contratos com os credores e o início do repasse dos descontos aos devedores. Ainda há detalhes a serem alinhados entre o governo, os bancos e os demais credores. Questões como o formato exato do leilão, as regras de verificação das carteiras e a auditoria ainda estão sendo fechadas. Há também dúvidas do lado privado sobre se haverá uma plataforma para o leilão e como os lotes serão definidos. Mas o cronograma sugere que o governo está confiante de que conseguirá leiloar, homologar os resultados, assinar contratos e receber as carteiras em cerca de três meses após o lançamento do edital.

A participação dos devedores não dependerá de adesão ou anuência prévia; se a pessoa tem um débito na carteira comprada pelo governo, automaticamente está no programa
— Desenho inicial do programa conforme descrito pelo governo
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