Trinta anos após sua morte, Caio Fernando Abreu permanece como uma das vozes mais íntimas e inquietas da literatura brasileira — um homem que transformou a dor, o desejo e a marginalidade em linguagem capaz de atravessar gerações. Nascido no Rio Grande do Sul em 1948, viveu entre exílios, precariedades e prêmios, até que a Aids o levou em fevereiro de 1996, deixando uma obra que antecipou angústias coletivas ainda hoje reconhecíveis. Seu legado não é apenas literário: é o de alguém que ousou nomear o que sua época preferia silenciar.
Caio Fernando Abreu: vida e obra entrelaçadas entre hedonismo, angústia e Aids
Caio Fernando Abreu morreu de Aids em fevereiro de 1996, após período de internação, fragilidade física e mental, e viagem final à Praia do Rosa onde entrou no mar apesar da saúde comprometida.