Há séculos o café acompanha o despertar humano, mas um estudo publicado na Nature Communications sugere que seus efeitos vão além da cafeína — tocando o microbioma intestinal e, por essa via, o humor, a memória e o sono. Sessenta e dois adultos foram acompanhados ao longo de semanas de abstinência e retomada da bebida, revelando que tanto a versão tradicional quanto a descafeinada deixam marcas distintas no organismo. A descoberta convida a repensar o café não como um simples estimulante, mas como um agente de transformação microbiana com consequências cognitivas ainda pouco compreendidas.