Nos mercados internacionais de café, a segunda-feira trouxe uma recuperação que mistura mecânica especulativa e fundamentos genuinamente tensos: arábica e robusta subiram com força após uma semana de perdas, impulsionadas tanto pelo fechamento de posições vendidas quanto por preocupações reais com a safra brasileira de 2026/27. O excesso de umidade nas lavouras, o atraso na colheita e os estoques certificados em queda contínua lembram que, por trás dos movimentos de tela, há grãos que precisam ser colhidos, secados e entregues — e essa cadeia, por ora, permanece incerta.