BYD Dolphin Mini ganha nova geração mais espaçosa e barata na China

Motor traseiro libera espaço para porta-malas dianteiro de 94 litros
Reconfiguração mecânica do novo Dolphin Mini permite separar bagagem da cabine, estratégia também adotada pelo rival Geely.
Mark

Por que a BYD decidiu fazer o Dolphin Mini maior e mais barato ao mesmo tempo? Parece contraditório.

Mimi

Na verdade, faz sentido estratégico. O modelo anterior estava sendo pressionado pelo Geely EX2 na China. Ao crescer, o Dolphin Mini sai da categoria de subcompacto e compete em um segmento onde pode oferecer mais espaço e equipamentos pelo mesmo preço ou menos.

Luke

Mas espera — o preço inicial caiu 4.000 yuans, mas a versão com Flash Charging custa 75.900 yuans. Isso é mais caro que o modelo 2025 mais equipado. Então realmente ficou mais barato, ou apenas a entrada ficou?

Mimi

A entrada ficou mais barata, é verdade. Mas a proposta é diferente: agora você tem cinco lugares em vez de quatro, mais 42 centímetros de comprimento, e motor traseiro. O carro que custa menos oferece mais.

Mark

E esse Flash Charging que carrega em nove minutos — isso é real ou é marketing?

Mimi

É real, mas com ressalvas importantes. Funciona apenas nas três versões superiores, depende de uma estação compatível e das condições que a BYD define. Os números seguem o ciclo chinês CLTC, não o padrão brasileiro.

Luke

Exatamente. E não sabemos ainda se o Brasil terá essa tecnologia. A BYD confirmou a chegada em 2028, mas não confirmou preços, versões ou se o Flash Charging vem junto.

Mark

Então o Brasil vai receber um carro que pode ser bem diferente do que foi lançado na China?

Mimi

Muito provável. A BYD vai adaptar para o mercado local, os custos de produção na Bahia são diferentes, e as regulamentações também. O que vimos hoje é o teto das possibilidades.

Luke

E há outro detalhe: o painel de instrumentos desapareceu. Tudo vai para a tela de 15,6 polegadas. Isso pode não passar na homologação brasileira ou pode ser simplificado aqui.

Mark

Então quando o Dolphin Mini chegar ao Brasil em 2028, pode ser um carro bem diferente do que vimos hoje?

Mimi

Sim. Mas o núcleo — mais espaço, mais potência, preço competitivo — provavelmente vai se manter. A BYD está posicionando o novo modelo acima do atual, não como substituto imediato.

  • Preço inicial de 65.900 yuans (R$ 49,4 mil), 4.000 yuans abaixo do modelo 2025
  • Carroceria 42,5 cm mais longa, 15 cm maior entre-eixos, cinco lugares em vez de quatro
  • Flash Charging carrega bateria de 10% a 97% em nove minutos, restrito às três versões superiores
  • Motor traseiro de 85 kW ou 95 kW (116 ou 129 cv) com suspensão traseira independente
  • Chegada ao Brasil prevista para 2028, convivendo com geração atual

Nova geração parte de 65.900 yuans (R$ 49,4 mil), 4.000 yuans abaixo do modelo 2025, com carroceria 42,5 cm mais longa e cinco lugares. Sistema Flash Charging carrega bateria de 10% a 97% em nove minutos, mas fica restrito às três versões superiores com bateria de 39,2 kWh.

BYD oficializou a nova geração do Dolphin Mini na China com preço menor, mais espaço e tecnologia Flash Charging. O modelo chegará ao Brasil em 2028 convivendo com a geração atual.

A BYD apresentou oficialmente nesta terça-feira, 20 de outubro, a nova geração do Dolphin Mini no mercado chinês, onde o modelo é comercializado como Seagull. O lançamento marca uma mudança significativa na estratégia da fabricante: o hatch ganhou dimensões maiores, preço inicial mais baixo e uma série de tecnologias que o posicionam em um segmento acima do atual, enquanto mantém a geração anterior nas prateleiras.

O novo Dolphin Mini chinês parte de 65.900 yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 49,4 mil em conversão direta, um recuo de 4.000 yuans em relação aos 69.900 yuans pedidos pela linha 2025. A versão mais cara atinge 99.900 yuans, cerca de R$ 74,9 mil, enquanto a primeira configuração equipada com o sistema de recarga rápida Flash Charging sai por 75.900 yuans, aproximadamente R$ 56,9 mil. A linha agora oferece cinco versões distintas, expandindo as opções disponíveis aos compradores chineses.

O crescimento físico do veículo é substancial. Com 4,20 metros de comprimento, 1,81 metro de largura e 1,57 metro de altura, o novo modelo ganha 42,5 centímetros no comprimento e 15 centímetros entre os eixos em relação à geração anterior. Essa transformação o retira da categoria de subcompacto e o coloca em competição direta com rivais como o Geely EX2, que vinha pressionando as vendas do Dolphin Mini no mercado chinês. O carro também passa de quatro para cinco lugares, ampliando sua versatilidade familiar.

A tecnologia mais destacada do lançamento é o Flash Charging, um sistema de recarga rápida que promete levar a bateria de 10% a 97% em apenas nove minutos, com recuperação de 10% a 70% em cinco minutos. Porém, essa funcionalidade fica restrita às três versões superiores, equipadas com bateria de 39,2 kWh e autonomia de 420 quilômetros. As duas versões de entrada recebem bateria de 30,1 kWh com alcance de 320 quilômetros. Ambos os números seguem o ciclo chinês CLTC e não correspondem aos que seriam obtidos em homologação pelo Inmetro brasileiro. O Flash Charging funciona com as células Blade de segunda geração e depende de uma estação compatível e das condições operacionais definidas pela BYD.

Sob o capô, o novo Dolphin Mini oferece duas opções de motor: um de 85 kW, equivalente a aproximadamente 116 cavalos, e outro de 95 kW, cerca de 129 cavalos. Ambos entregam 13,3 quilograma-força por metro de torque, superando o conhecido motor de 75 cavalos da geração anterior. A mudança mais significativa é a migração do motor da dianteira para o eixo traseiro, acompanhada por suspensão traseira independente multibraço. Essa reconfiguração libera espaço para um porta-malas dianteiro de 94 litros, solução que permite separar parte da bagagem da cabine, enquanto o compartimento traseiro alcança 1.380 litros com os bancos rebatidos.

No interior, a transformação mais polêmica é o desaparecimento do painel de instrumentos tradicional atrás do volante. As informações de condução migram para uma tela central de 15,6 polegadas, similar à abordagem adotada pela Tesla. Na China, o sistema utiliza o DiLink 150 com integração à inteligência artificial DeepSeek. O painel ganhou um desenho mais horizontal, enquanto o console elevado reúne espaço para celular, porta-copos e apoio de braço. A BYD manteve uma fileira de botões e seletores físicos abaixo das saídas de ar centrais, incluindo o comando do câmbio, evitando que o motorista dependa exclusivamente da multimídia.

Dependendo da versão, o novo Dolphin Mini oferece bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e massagem para o condutor. Também estão disponíveis carregador de celular por indução de 50 watts, iluminação ambiente com 127 cores, sistema de som com oito alto-falantes e saídas de ar para os passageiros traseiros. Nas configurações mais equipadas, o hatch pode receber sensor LiDAR no teto e o pacote God's Eye, com funções de auxílio à condução em ambientes urbanos e rodovias. A oferta chinesa inclui até seis airbags, embora a distribuição desses equipamentos não deva servir como referência para uma futura versão brasileira.

No Brasil, o novo Dolphin Mini está previsto para chegar por volta de 2028, conforme confirmado por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, durante um evento em Camaçari, Bahia, em julho. A estratégia da fabricante é manter o modelo atual nas lojas como opção de entrada, enquanto o novo hatch ocupará uma faixa acima, aproveitando o ganho de espaço, potência e equipamentos. Até o momento, a BYD não anunciou os preços, as versões específicas para o mercado brasileiro, nem se o carro vendido aqui terá acesso ao sistema Flash Charging oferecido na China.

A nova geração chegará ao Brasil por volta de 2028 e será vendida ao lado do modelo produzido na fábrica baiana
— Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD
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