Uma criança de cinco anos, autista não verbal, desapareceu numa mata fechada em Araucária, no Paraná, num domingo de manhã — levando consigo o silêncio que define sua condição e que agora complica cada passo de quem a procura. João Gabriel não pode responder a chamados, não pode pedir socorro, não pode dizer onde está. Diante disso, o Estado mobilizou helicópteros, drones térmicos, mergulhadores e cães farejadores numa operação que lembra, acima de tudo, o quanto uma criança pequena pode revelar os limites e a determinação de uma comunidade inteira.
Buscas intensas por criança autista desaparecida em mata no Paraná
O barulho pode assustá-la e fazê-la se esconder mais fundo
Por que o fato de a criança ser autista não verbal muda tanto a forma como as buscas são conduzidas?
Porque João Gabriel não pode gritar pedindo ajuda, não pode responder quando alguém o chama. Se ele ouve o helicóptero ou o drone, o barulho pode assustá-lo e fazê-lo se esconder mais fundo na mata, longe de quem está procurando. As buscas silenciosas — a pé, com cães — são menos aterrorizantes.
Os cães farejadores conseguem rastrear uma criança que desapareceu há poucas horas?
Sim, se o rastro ainda está fresco. Mas depende de muita coisa — do vento, da umidade, de quanto a criança se moveu. Por isso usam também drones com câmera térmica, que detectam o calor do corpo. É uma combinação de métodos.
E os tanques de água e a fossa que mencionaram — isso é um perigo real?
Absolutamente. Uma criança de cinco anos pode se afogar em poucos centímetros de água. Por isso acionaram mergulhadores e sonar aquático. Não é só procurar na mata — é procurar em todos os lugares onde algo ruim poderia ter acontecido.
O Amber Alert alcança 160 quilômetros. Isso é suficiente?
Para um desaparecimento em mata fechada, provavelmente. Uma criança de cinco anos não vai longe sozinha. Mas o alerta serve também para o caso de alguém ter levado a criança — aí a distância importa mais.
Qual é o fator tempo aqui?
Crítico. Quanto mais tempo passa, mais a criança se afasta, mais o rastro esfria, mais ela fica assustada e desorientada. As primeiras horas são ouro.
El Pulso
- João Gabriel, 5 anos, autista não verbal, desapareceu em mata fechada em Araucária na manhã de domingo, sem capacidade de responder a chamados ou pedir ajuda.
- A operação de busca escalou rapidamente: Polícia Militar, Bombeiros, Guarda Municipal, voluntários, helicóptero, drones térmicos, mergulhadores com sonar e cães farejadores foram mobilizados.
- O autismo não verbal da criança cria um paradoxo cruel — os equipamentos mais poderosos, como helicóptero e drones, podem assustá-la e fazê-la se esconder ainda mais fundo na mata.
- Por isso, as buscas terrestres silenciosas e os cães farejadores foram priorizados como a estratégia com maior chance real de sucesso.
- O Amber Alert foi ativado, notificando usuários de redes sociais num raio de 160 quilômetros, enquanto a presença de tanques de água e fossa na área adiciona risco imediato à situação.
Uma criança de cinco anos, autista não verbal, desapareceu numa mata fechada em Araucária, no Paraná, num domingo de manhã — levando consigo o silêncio que define sua condição e que agora complica cada passo de quem a procura. João Gabriel não pode responder a chamados, não pode pedir socorro, não pode dizer onde está. Diante disso, o Estado mobilizou helicópteros, drones térmicos, mergulhadores e cães farejadores numa operação que lembra, acima de tudo, o quanto uma criança pequena pode revelar os limites e a determinação de uma comunidade inteira.
João Gabriel Ferreira dos Santos, cinco anos, autista não verbal, desapareceu numa mata fechada em Araucária, região metropolitana de Curitiba, por volta das dez horas de um domingo. Seus pais o procuraram durante cerca de uma hora antes de acionar a polícia. Ele usava uma camiseta de uma escola de Londrina, cidade onde a família morava antes, e uma calça azul-escura.
A resposta foi ampla e imediata. Equipes da Polícia Militar, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e voluntários convergiram para a área. Um helicóptero sobrevoava a região enquanto drones com câmeras térmicas vasculhavam a vegetação densa. Mergulhadores e sonar foram acionados para revistar tanques de água e uma fossa próxima. Cães farejadores rastreavam o solo. O Amber Alert foi ativado, alcançando usuários de redes sociais num raio de 160 quilômetros.
Mas a condição de João Gabriel impunha uma dificuldade particular. Por ser autista não verbal, ele não consegue responder a chamados nem pedir socorro. Pior: o barulho do helicóptero e dos drones poderia assustá-lo, fazendo-o se afastar ou se esconder. A tenente Geovanna Marcola explicou que, por isso, as buscas terrestres silenciosas e os cães farejadores foram priorizados — métodos que não provocariam o pânico que os equipamentos mais ruidosos poderiam gerar.
Cada hora que passava aumentava a urgência. A mata fechada, a presença de água e o silêncio involuntário da criança tornavam a operação ao mesmo tempo tecnológica e profundamente humana — dependente, no fim, de pessoas caminhando pela vegetação e de cães seguindo rastros invisíveis.
João Gabriel Ferreira dos Santos tinha cinco anos quando desapareceu em uma mata fechada em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, no domingo de manhã por volta das dez horas. A criança é autista não verbal — o que significa que não fala e não consegue se comunicar verbalmente com quem a encontrar. Seus pais o procuraram durante cerca de uma hora sem sucesso e acionaram a polícia. Ele estava vestindo uma camiseta de uma escola de Londrina, cidade onde a família morava antes, e uma calça azul-escura.
A operação de busca mobilizou recursos significativos. Equipes da Polícia Militar, da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros e voluntários se deslocaram para a área. Um helicóptero sobrevoava a região. Drones equipados com câmeras térmicas vasculhavam a mata. Mergulhadores e equipamentos de sonar aquático foram acionados para revistar os tanques de água e a fossa presentes na área. Cães farejadores, treinados para rastrear odores, foram levados para as buscas terrestres. A polícia também ativou o Amber Alert, o sistema nacional que notifica usuários do Facebook e Instagram sobre desaparecimentos de crianças e adolescentes, alcançando pessoas em um raio de 160 quilômetros do local do sumiço.
Mas a condição de João Gabriel complicava significativamente os esforços. O 2º tenente Geovanna Marcola explicou que o fato de a criança ser autista e não verbal impactava diretamente a estratégia de busca. O barulho do helicóptero e dos drones poderia assustá-la, potencialmente fazendo-a se afastar ainda mais ou se esconder. Por isso, as buscas por solo e com os cães farejadores foram priorizadas como os recursos com maior potencial de sucesso — métodos silenciosos que não gerariam o pânico que equipamentos barulhentos poderiam provocar.
Marcola reforçou que todas as ferramentas disponíveis estavam sendo empregadas. A mata fechada, com sua vegetação densa e seus obstáculos naturais, tornava a busca fisicamente desafiadora. A presença de água — tanques e fossa — adicionava outro risco à situação. Cada hora que passava aumentava a urgência. Qualquer informação que pudesse ajudar a localizar o menino poderia ser repassada à Polícia Militar pelo número 190 ou ao Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial pelo número (41) 3270-1950.
O desaparecimento de uma criança pequena, especialmente uma que não consegue pedir ajuda ou responder a chamados, ativa uma resposta coordenada que envolve múltiplas agências e tecnologias. Mas no fim, a busca dependia de homens e mulheres caminhando pela mata, cães seguindo rastros, e a esperança de que João Gabriel fosse encontrado em segurança.
Citas Notables
Estamos empregando todo o recurso possível para poder auxiliar e poder ter êxito na situação de busca dessa criança— 2º tenente Geovanna Marcola
O fato de a criança ser autista e não verbal impacta diretamente nas buscas, uma vez que o barulho do helicóptero e dos drones pode assustá-la— 2º tenente Geovanna Marcola