Numa era em que a confiança nos sistemas tecnológicos é cada vez mais explorada como vulnerabilidade, criminosos conseguiram reproduzir o número oficial do Santander nos ecrãs das vítimas, tornando quase indistinguível o legítimo do fraudulento. Um leitor da JM Madeira, ao receber uma dessas chamadas, teve a serenidade de questionar — e ao fazê-lo, revelou uma ameaça que o próprio banco confirmou ser real. O episódio lembra-nos que a aparência de legitimidade nunca substituiu a prudência, e que a tecnologia, quando usada para imitar a confiança, exige de nós uma vigilância ainda mais atenta.