Sobre o silêncio gelado da Antártida, a atmosfera revela em 2026 uma das suas feridas mais antigas: o buraco de ozônio expandiu-se para 25 milhões de quilómetros quadrados, quase o dobro do continente que o sustenta, aproximando-se do recorde de 2006. O paradoxo que o alimenta é eloquente — quanto mais a superfície da Terra aquece, mais a estratosfera polar arrefece, criando as condições químicas para a destruição do escudo que nos protege. A humanidade observa, assim, as consequências diferidas das suas próprias emissões passadas, num lembrete de que os sistemas naturais guardam memória longa
Buraco de ozônio atinge 25 milhões de km² e aproxima-se do recorde histórico
A expansão do buraco de ozônio compromete o escudo natural contra radiação ultravioleta nociva, afetando potencialmente a saúde humana e os ecossistemas terrestres.