Bruno Spindel se revolta com expulsão de Gabigol contra arbitragem do clássico

Quem esgana e agride o Gabriel é o Nino
Bruno Spindel questionando por que Gabigol foi expulso quando não revidou à agressão do zagueiro.

No calor de um clássico que terminou empatado e deixou o Flamengo à margem do G4, o executivo Bruno Spindel ergueu a voz no Maracanã para questionar uma decisão que, em sua leitura, contrariou o que os olhos viram: Gabigol foi expulso sem revidar uma agressão. O episódio não é apenas uma disputa sobre um cartão vermelho — é o retrato de como a arbitragem pode alterar destinos em momentos em que a margem de erro já não existe.

  • Nino apertou o pescoço de Gabigol, que manteve os braços baixos e não revidou — ainda assim, ambos receberam cartão vermelho de Wilton Pereira Sampaio nos acréscimos.
  • Spindel foi ao microfone antes mesmo da coletiva de Tite e cobrou explicações públicas da Comissão de Arbitragem e do VAR, pedindo acesso ao áudio da revisão.
  • O Flamengo chegou aos 57 pontos fora do G4, com Palmeiras, Botafogo e Grêmio podendo alcançar 62 — faltando apenas quatro rodadas para o fim do campeonato.
  • Gabigol cumprirá suspensão automática contra o Red Bull Bragantino em 23 de novembro, tirando o camisa 10 de um confronto decisivo na briga pelo título.

Bruno Spindel não deixou o episódio passar em silêncio. Minutos após o empate entre Flamengo e Fluminense no Maracanã, o executivo de futebol do clube foi direto ao ponto diante dos jornalistas: a expulsão de Gabigol nos acréscimos era, em sua avaliação, completamente errada.

O lance aconteceu aos 50 minutos do segundo tempo. Após uma falta de Gabigol em Nino, o zagueiro tricolor partiu para cima do atacante e o apertou pelo pescoço. Gabigol encarou o rival, mas manteve os braços para baixo, sem revidar. Mesmo assim, o árbitro Wilton Pereira Sampaio expulsou os dois. Spindel questionou a lógica da decisão e pediu para ouvir o áudio do VAR. "Quem esgana e agride o Gabriel é o Nino", disse o dirigente, ressaltando que o atacante não reagiu à agressão.

O contexto tornava a decisão ainda mais pesada. O Flamengo chegou aos 57 pontos, ainda fora do G4, enquanto Palmeiras, Botafogo e Grêmio podiam alcançar 62 — com apenas quatro rodadas restantes. A vantagem de ter um jogo a menos não apagava o fato de que a margem de erro havia desaparecido.

A suspensão automática de Gabigol significava que o camisa 10 estaria fora do confronto contra o Red Bull Bragantino, em 23 de novembro, pela 30ª rodada atrasada. Para Spindel, o erro do árbitro não era apenas uma injustiça pontual — era um peso concreto sobre os ombros do clube em sua corrida pelo título.

Bruno Spindel não deixou passar. O executivo de futebol do Flamengo subiu ao microfone no Maracanã, minutos depois do empate sem gols contra o Fluminense, e desfiou uma reclamação direta contra a arbitragem — a segunda vez em poucos dias que o dirigente rubro-negro fazia isso publicamente. Desta vez, o alvo era Wilton Pereira Sampaio e a decisão que tirou Gabigol do campo nos acréscimos da partida.

O lance que acendeu a revolta aconteceu aos 50 minutos do segundo tempo. Gabigol cometeu falta em Nino, o zagueiro do Fluminense. Mas em vez de aceitar a marcação, Nino partiu para cima do atacante do Flamengo em tom de cobrança. Os dois se encararam. E então Nino apertou o pescoço de Gabigol. O camisa 10 do Flamengo encarou o rival, mas não revidou — manteve os braços para baixo, conforme Spindel ressaltaria depois. Mesmo assim, Wilton Pereira Sampaio sacou o cartão vermelho para ambos.

Spindel não aceitou. Diante dos jornalistas, antes da coletiva do técnico Tite, o dirigente questionou a lógica da expulsão. "Eu queria entender, da Comissão de Arbitragem, do VAR e do árbitro o motivo da expulsão do Gabriel", disse. "Quem esgana e agride o Gabriel é o Nino. O Gabriel fica com os braços para baixo, não revida a agressão." Pediu para ouvir o áudio do VAR. Julgou a decisão completamente errada. A agressão, em sua leitura, havia partido do adversário.

O empate deixou o Flamengo em situação ainda mais complicada na briga pelo título. O clube chegou aos 57 pontos, mas permanecia fora do G4 do Campeonato Brasileiro. Palmeiras, Botafogo e Grêmio podiam chegar aos 62 pontos — faltavam apenas quatro rodadas. A vantagem do Flamengo era ter um jogo a menos que esses concorrentes, assim como o Fluminense, mas a margem de erro havia desaparecido.

A expulsão também traria consequências imediatas. Gabigol cumpriria suspensão automática no confronto contra o Red Bull Bragantino, marcado para 23 de novembro no Maracanã, pela 30ª rodada atrasada. O Flamengo perderia seu atacante em um momento em que cada ponto importava. Spindel havia deixado claro: a decisão do árbitro, em sua avaliação, havia sido um erro que agora pesava sobre os ombros do clube.

Quem esgana e agride o Gabriel é o Nino. O Gabriel fica com os braços para baixo, não revida a agressão.
— Bruno Spindel, executivo de futebol do Flamengo
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Spindel decidiu falar publicamente sobre isso? Não era mais fácil deixar passar?

Model

Porque o padrão importa. Se você deixa passar uma vez, a próxima decisão questionável vira rotina. Spindel estava sinalizando que o Flamengo não aceitaria mais.

Inventor

Mas Gabigol realmente não reagiu?

Model

Segundo o que se viu, não. Manteve os braços para baixo enquanto Nino o apertava pelo pescoço. Isso é o ponto central da reclamação — a desproporcionalidade da punição.

Inventor

E o VAR não deveria ter corrigido isso?

Model

Teoricamente sim. O VAR existe para exatamente isso — revisar decisões claras de erro. Spindel pediu para ouvir o áudio justamente porque quer saber por que não funcionou.

Inventor

Qual é o impacto real disso tudo?

Model

Gabigol fora contra o Bragantino, o Flamengo sem seu melhor atacante em um momento crítico, e a confiança abalada. Não é só sobre um jogo — é sobre o campeonato inteiro.

Inventor

Isso muda algo?

Model

Provavelmente não muda a decisão já tomada. Mas deixa registrado que o clube está observando, que não vai aceitar silenciosamente.

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