Durante 21 anos, uma mulher britânica foi drogada e violada dentro do próprio lar pelo homem com quem partilhava a vida — e, por sete desses anos, também por outros doze homens que nunca deveria ter encontrado. O marido, com cerca de 60 anos, confessou 45 crimes momentos antes de o julgamento começar em Manchester, em setembro de 2026. O caso ecoa o de Gisèle Pelicot na França e nos força a contemplar como a violência mais devastadora pode habitar os espaços onde esperamos encontrar segurança e confiança.
Britânico confessa ter drogado e estuprado esposa por 21 anos
Drogada pelo marido, estuprada dentro de casa durante 21 anos
Como uma mulher pode ser abusada dessa forma durante 21 anos sem descobrir?
Ela estava drogada. O marido administrava uma substância para deixá-la inconsciente. Quando você não está acordada, não sabe o que está acontecendo.
Mas em algum momento ela deve ter notado algo — marcas, dor, mudanças no corpo?
Talvez tenha notado. Talvez tenha contado a alguém. A fonte não diz quando ou como a polícia descobriu.
E os outros 12 homens — como eles tiveram acesso a ela?
Isso ainda não está claro no julgamento. Eles são acusados de abusar dela entre 2018 e 2025, então pelo menos nos últimos sete anos. Todos negam.
Então temos confissão do marido, mas negação dos outros 12. Isso significa que o julgamento deles será completamente diferente — vai depender de provas, testemunhas, evidências físicas.
Sim. E o tribunal disse que o julgamento dos 12 vai durar vários meses. É um caso muito complexo.
Isso lembra o caso francês de Gisèle Pelicot?
Sim, mas com uma diferença importante. Gisèle foi estuprada 92 vezes por 72 homens diferentes. Aqui temos 12 acusados além do marido.
Mas não sabemos ainda quantas vezes a vítima britânica foi abusada pelos outros 12. A fonte só diz que o marido cometeu 21 estupros.
E Gisèle decidiu se identificar publicamente. A vítima britânica pode fazer o mesmo?
A lei britânica a protege. Ela tem direito ao anonimato por toda a vida. É uma escolha dela se revelar ou não, mas a lei garante que ela não precisa.
Il Polso
- Uma mulher passou mais de duas décadas inconsciente dos crimes cometidos contra o seu próprio corpo dentro de casa — a violência foi tão sistemática que se tornou invisível até para a própria vítima.
- A confissão de 45 acusações — incluindo 21 estupros e a administração deliberada de substâncias para deixar a esposa inconsciente — chegou apenas minutos antes do início do julgamento no Tribunal da Coroa de Minshull Street, em Manchester.
- Outros 12 homens, com idades entre 28 e 74 anos, enfrentam acusações de abuso sexual contra a mesma mulher entre 2018 e 2025; todos negam os crimes, e o julgamento promete durar vários meses.
- A polícia da Grande Manchester reafirmou que o apoio especializado à vítima permanece central em meio à investigação, reconhecendo a brutalidade e a complexidade do caso.
- O paralelo com o caso Pelicot na França — onde Gisèle foi estuprada por 72 homens ao longo de dez anos — revela um padrão perturbador de cumplicidade masculina organizada contra mulheres vulnerabilizadas pelos próprios parceiros.
Durante 21 anos, uma mulher britânica foi drogada e violada dentro do próprio lar pelo homem com quem partilhava a vida — e, por sete desses anos, também por outros doze homens que nunca deveria ter encontrado. O marido, com cerca de 60 anos, confessou 45 crimes momentos antes de o julgamento começar em Manchester, em setembro de 2026. O caso ecoa o de Gisèle Pelicot na França e nos força a contemplar como a violência mais devastadora pode habitar os espaços onde esperamos encontrar segurança e confiança.
Um homem britânico de cerca de 60 anos confessou, na manhã de 14 de setembro de 2026, ter drogado e estuprado repetidamente a esposa durante mais de duas décadas. A confissão ocorreu minutos antes do início do julgamento no Tribunal da Coroa de Minshull Street, em Manchester. Por força da lei britânica, nem o réu nem a vítima podem ser identificados publicamente.
Os crimes abrangem o período entre 2004 e 2025. O homem declarou-se culpado de 45 acusações, somadas a outras 15 confissões anteriores, num total que inclui 21 estupros, 15 agressões com penetração, 11 agressões sexuais e o compartilhamento não consentido de imagens íntimas. Admitiu também ter administrado substâncias à esposa com o propósito específico de deixá-la inconsciente — transformando o lar em cenário de violência sistemática durante mais de duas décadas.
O abuso, porém, não se limitou ao marido. Outros 12 homens, com idades entre 28 e 74 anos, são acusados de ter abusado sexualmente da mesma mulher entre 2018 e 2025. Todos negam as acusações. O julgamento desses réus, no mesmo tribunal, deverá durar vários meses, refletindo o volume e a complexidade das evidências. Rick Jackson, subchefe da Polícia da Grande Manchester, afirmou que o apoio especializado à vítima permanece prioritário ao longo de todo o processo.
O caso ressoa com o de Gisèle Pelicot, na França, onde o marido a drogou durante dez anos e convidou desconhecidos para violá-la enquanto ela permanecia inconsciente — crimes que resultaram em pelo menos 92 estupros por 72 homens diferentes. Condenado no final de 2024, Dominique Pelicot tornou-se símbolo de um padrão que o caso britânico agora reaviva: homens que não apenas abusam das esposas, mas as colocam deliberadamente em posição de vulnerabilidade extrema e as expõem a outros agressores. Em ambos os casos, as vítimas permaneceram amplamente inconscientes da extensão do que lhes foi feito.
Um homem britânico de cerca de 60 anos, residente no norte da Inglaterra, admitiu na segunda-feira 14 de setembro ter drogado e estuprado repetidamente sua esposa ao longo de mais de duas décadas. A confissão chegou minutos antes do início do julgamento no Tribunal da Coroa de Minshull Street, em Manchester. Ele não pode ser identificado pela lei britânica, que protege a identidade da vítima por toda a vida.
Os crimes ocorreram entre 2004 e 2025. O homem se declarou culpado de 45 acusações nesta semana, somadas a outras 15 confissões anteriores. Entre os crimes estão 21 estupros, 15 agressões com penetração, 11 agressões sexuais e um crime de compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento. Ele também admitiu ter administrado uma substância à esposa especificamente para deixá-la inconsciente, criando as condições para os abusos.
Segundo os promotores, a mulher foi repetidamente estuprada e agredida sexualmente dentro de sua própria casa enquanto dormia sob o efeito da droga administrada pelo marido. Durante 21 anos, ela permaneceu desconsciente de grande parte do que lhe acontecia. O caso ocorreu inteiramente no ambiente doméstico, transformando o lar em um espaço de violência sistemática.
Mas o abuso não se limitou ao marido. Outros 12 homens, com idades entre 28 e 74 anos, também são acusados de abusar sexualmente da mesma mulher entre 2018 e 2025. Todos negam as acusações, que incluem estupro. O julgamento desses 12 réus será realizado no mesmo tribunal e deve durar vários meses, indicando a complexidade e o volume de evidências envolvidas.
Rick Jackson, subchefe da Polícia da Grande Manchester, afirmou que o foco permanece em apoiar a vítima dessa "terrível campanha de abuso" ao longo da investigação complexa. Ele reafirmou que apoio especializado continua sendo prestado à mulher que está no centro do caso.
O caso britânico ressoa com ecos de outro que chocou a Europa. Na França, Dominique Pelicot dopou sua esposa Gisèle durante dez anos e convidou desconhecidos para estuprá-la enquanto ela permanecia inconsciente. Gisèle foi estuprada pelo menos 92 vezes por 72 homens diferentes, com idades entre 21 e 68 anos. Dominique Pelicot foi condenado pela Justiça francesa no final de 2024. Embora tivesse direito ao anonimato, Gisèle decidiu mostrar seu rosto e pedir que o julgamento fosse aberto ao público, uma escolha que seus advogados disseram ter sido motivada pelo desejo de evitar que outras mulheres sofressem situação semelhante.
Os dois casos revelam um padrão perturbador: homens que não apenas abusam de suas esposas, mas as colocam deliberadamente em posição de vulnerabilidade extrema e as oferecem a outros homens. Em ambos os casos, a vítima permaneceu largamente inconsciente da extensão dos abusos. O julgamento britânico, que ainda está em seus estágios iniciais, promete ser um dos processos mais longos e complexos relacionados a abuso sexual conjugal nos últimos anos.
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Nosso foco continua sendo apoiar a vítima dessa terrível campanha de abuso ao longo dessa investigação muito complexa— Rick Jackson, subchefe da Polícia da Grande Manchester