Jéssica Stapazzollo, brasileira de 33 anos que construiu vida na Itália entre a gastronomia e a criação dos filhos, retorna à sua cidade natal em Içara, Santa Catarina, não como havia partido — mas em caixão, após ser assassinada a facadas pelo ex-companheiro em outubro. O crime, perpetrado por um homem já submetido a medidas protetivas, revela uma vez mais a distância dolorosa entre os instrumentos legais de proteção e a realidade vivida por mulheres em situação de violência doméstica. Ela deixa dois filhos pequenos, uma mãe que a chamava de companheira de estrada, e uma comunidade italiana q
Brasileira morta na Itália será velada em Santa Catarina neste sábado
Minha companheira de estrada
Por que esse caso ressoa tanto agora, meses depois do crime?
Porque o corpo está voltando para casa. Enquanto estava na Itália, era uma notícia distante. Agora há um velório, um sepultamento, uma comunidade reunida. É quando a morte se torna real para quem fica.
Mas precisamos ser claros: sabemos que Douglas Reis Pedroso está preso, mas qual é o status exato do processo? Ele foi condenado ou ainda está em investigação?
A mãe dela fala com uma ternura particular. Como ela está lidando com isso?
Rosimeri perdeu uma filha que criou desde os 14 anos — não foi apenas mãe, foi companheira. Agora precisa enterrá-la. E seus netos ficaram órfãos.
Onde estão as crianças agora? Quem está cuidando delas? Isso não está no relato.
As medidas protetivas — a tornozeleira — não funcionaram.
Não. Ele estava monitorado e ainda assim conseguiu matar. A tornozeleira desapareceu após o crime, o que levanta questões sobre como ele conseguiu se aproximar dela.
Isso é especulação. O que sabemos é que a tornozeleira não foi encontrada com ele depois. Não sabemos exatamente como ele a removeu ou quando, ou se havia falhas no monitoramento.
Dois filhos crescerão sem mãe.
Sim. E sem saber por que. Sem poder entender a violência que levou a isso.
Essa é uma verdade que merece estar no centro da história, não como sentimento, mas como fato concreto.
Der Puls
- Uma tornozeleira eletrônica desapareceu após o crime — símbolo concreto do fracasso das medidas protetivas que deveriam manter Jéssica viva.
- Vinte e sete facadas em 28 de outubro: a brutalidade do ataque, documentada pela agência ANSA, choca e evidencia um histórico de abusos que familiares e reportagens locais já haviam registrado.
- A família soube da morte às 4h40 da madrugada, com policiais à porta; a mãe de Jéssica precisou ser hospitalizada ao receber a notícia.
- O suspeito, Douglas Reis Pedroso, está preso na Itália, mas a prisão não desfaz o luto de dois filhos menores que perderam a mãe.
- Içara se prepara para o velório neste sábado — o retorno de uma filha da cidade que foi longe em busca de vida e encontrou a morte onde deveria estar segura.
Jéssica Stapazzollo, brasileira de 33 anos que construiu vida na Itália entre a gastronomia e a criação dos filhos, retorna à sua cidade natal em Içara, Santa Catarina, não como havia partido — mas em caixão, após ser assassinada a facadas pelo ex-companheiro em outubro. O crime, perpetrado por um homem já submetido a medidas protetivas, revela uma vez mais a distância dolorosa entre os instrumentos legais de proteção e a realidade vivida por mulheres em situação de violência doméstica. Ela deixa dois filhos pequenos, uma mãe que a chamava de companheira de estrada, e uma comunidade italiana que parou para homenageá-la diante da prefeitura.
Jéssica Stapazzollo volta para Içara neste sábado, mas não do jeito que sua família esperava. A brasileira de 33 anos, morta a facadas na Itália em outubro, será velada no Cemitério Esplanada a partir das 15h, seguida de sepultamento.
O crime aconteceu em 28 de outubro em Castelnuovo del Garda, no norte da Itália, onde Jéssica vivia com os dois filhos. Seu ex-companheiro, Douglas Reis Pedroso, também brasileiro, desferiu 27 facadas contra ela e está preso pelo homicídio. O município italiano realizou um ato simbólico em frente à prefeitura dois dias depois, em homenagem à vítima.
A violência não era novidade. Jéssica era alvo de abusos recorrentes, e Pedroso cumpria medidas protetivas — incluindo tornozeleira eletrônica, que desapareceu após o crime. O padrasto de Jéssica, Mauricio Donato, o descreveu como reincidente nas agressões. A família soube da morte às 4h40 da madrugada, quando policiais chegaram à porta. A mãe precisou ser levada ao hospital.
Jéssica havia nascido em Içara e conquistado a cidadania italiana com a ajuda da mãe, Rosimeri. Trabalhava com gastronomia, era apaixonada por festas e dedicada aos filhos — um menino e uma menina. Rosimeri, que teve a filha aos 14 anos, a descreve como gentil, criativa e sua melhor companhia. Jéssica deixa os dois filhos menores, os pais e três irmãos.
Jéssica Stapazzollo será trazida de volta para casa neste sábado. A brasileira de 33 anos, morta a facadas na Itália em outubro, será velada no Cemitério Esplanada em Içara, no sul de Santa Catarina, a partir das 15h, seguida de sepultamento. A funerária responsável pelo translado confirmou os detalhes da cerimônia de despedida.
O crime que a tirou da vida aconteceu em 28 de outubro em Castelnuovo del Garda, cidade no norte da Itália onde Jéssica vivia com seus dois filhos. Segundo a agência italiana ANSA, Douglas Reis Pedroso, seu ex-companheiro e também brasileiro, desferiu 27 facadas contra ela. Ele está preso pelo homicídio. No dia 30 de outubro, o município italiano organizou um ato simbólico em frente à prefeitura para homenagear a vítima.
A violência não era nova. Reportagens locais italianas documentaram que Jéssica era alvo de abusos e violência doméstica recorrente. Pedroso estava submetido a medidas protetivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica — equipamento que desapareceu após o crime. Seu padrasto, Mauricio Donato, descreveu o ex-companheiro como "reincidente em agressões contra ela".
A família soube do que havia acontecido na madrugada de 28 de outubro. Policiais chegaram à casa deles, localizada a cerca de 15 quilômetros de onde Jéssica morava, às 4h40 da manhã com a notícia. "Minha esposa precisou ser levada ao hospital", contou Mauricio. Jéssica havia nascido em Içara e possuía cidadania italiana — sua mãe, Rosimeri Stapazzollo, havia ajudado a filha a obter o documento.
Quem era Jéssica além da tragédia que a marcou? Trabalhava com gastronomia e dedicava-se aos filhos — um menino e uma menina. Sua mãe a descreve como gentil, criativa, sempre bem vestida, apaixonada por festas. Rosimeri teve Jéssica aos 14 anos e as duas compartilhavam, segundo ela, uma amizade profunda. "Ela era uma boa mãe, boa filha, boa irmã e boa amiga. Minha companheira de estrada", disse. Jéssica deixa dois filhos menores, seus pais e três irmãos.
Bemerkenswerte Zitate
Ela era uma boa mãe, boa filha, boa irmã e boa amiga. Criativa, sempre bem vestida, minha companheira de estrada.— Rosimeri Stapazzollo, mãe de Jéssica
Os policiais chegaram às 4h40 da manhã. Deram a notícia e minha esposa precisou ser levada ao hospital.— Mauricio Donato, padrasto de Jéssica