Em Castelnuovo del Garda, próxima a Verona, a brasileira Jéssica Stapazzolo Custodio de Lima, de 33 anos, foi encontrada morta a facadas no apartamento onde vivia com o companheiro, depois que amigos, alarmados pelo silêncio dela, chamaram a polícia. O suspeito, Douglas Reis Pedroso, confessou o crime e carregava um longo histórico de violência documentada contra ela — um percurso de denúncias, medidas cautelares e agressões que, mesmo registradas, não foram suficientes para protegê-la. O caso coloca em relevo a distância dolorosa que ainda existe entre o reconhecimento institucional da violên
Brasileira é morta a facadas por companheiro na Itália; suspeito confessou
Ela perdeu a guarda do filho por causa da violência que vivia
Como amigos dela conseguiram perceber que algo estava errado?
Ela simplesmente parou de responder. Não atendia ligações, não respondia mensagens desde o sábado. Para quem convive com alguém, essa mudança é imediata e assustadora.
E quanto ao tempo entre o desaparecimento e a descoberta do corpo? A reportagem diz que ela não dava notícias desde sábado, mas o corpo foi encontrado na terça. Três dias. Não fica claro se ela já estava morta naquele sábado ou se foi morta depois.
O que me impressiona é que ela havia denunciado ele antes. Várias vezes.
Sim. E não apenas denúncias — havia uma medida cautelar em vigor desde abril. Ele a agrediu brutalmente naquela ocasião, e mesmo assim continuava próximo o suficiente para estar morando com ela.
Isso levanta uma questão sobre a execução dessa medida cautelar. A reportagem não diz se ele estava violando uma ordem de afastamento ou se a medida não foi aplicada como deveria. Fica em aberto.
E a perda da guarda do filho dela — isso foi documentado?
Fontes próximas relataram isso, segundo a reportagem. Não é uma decisão judicial citada diretamente, mas pessoas que a conheciam confirmaram que ela perdeu a guarda por causa da violência que vivia.
Exatamente. É uma informação de segunda mão. Não sabemos os detalhes da decisão judicial, se houve apelação, qual era a idade do filho. Importante notar que a reportagem não tem acesso ao processo de guarda.
Ele confessou rapidamente?
Ligou para os carabinieri ele mesmo, dizendo que queria tirar a própria vida. Quando foi preso e interrogado, confessou. Mas disse que não lembrava exatamente quantas facadas deu.
Isso é curioso. Ele confessa o crime, mas não consegue ou não quer detalhar o número de facadas. Pode ser álcool, pode ser trauma, pode ser tática. A reportagem não especula, o que é correto, mas deixa a questão aberta.
El Pulso
- Jéssica não respondia mensagens nem ligações desde o sábado — foram os amigos, e não o sistema, que perceberam o silêncio e acionaram a polícia.
- O suspeito confessou o crime e a faca usada foi encontrada em seu carro, mas ele só foi localizado depois de ligar dizendo que pretendia tirar a própria vida.
- Pedroso tinha múltiplas acusações anteriores: violência doméstica, agressão sexual contra a irmã de Jéssica e resistência armada à polícia — um histórico que não impediu o desfecho fatal.
- Jéssica havia denunciado o companheiro em diversas ocasiões e, como consequência da violência que sofria, perdeu a guarda do próprio filho.
- A investigação segue em andamento, com o legista determinando data e hora da morte, enquanto o Itamaraty ainda não se pronunciou sobre o caso.
Em Castelnuovo del Garda, próxima a Verona, a brasileira Jéssica Stapazzolo Custodio de Lima, de 33 anos, foi encontrada morta a facadas no apartamento onde vivia com o companheiro, depois que amigos, alarmados pelo silêncio dela, chamaram a polícia. O suspeito, Douglas Reis Pedroso, confessou o crime e carregava um longo histórico de violência documentada contra ela — um percurso de denúncias, medidas cautelares e agressões que, mesmo registradas, não foram suficientes para protegê-la. O caso coloca em relevo a distância dolorosa que ainda existe entre o reconhecimento institucional da violência doméstica e a salvaguarda efetiva da vida das mulheres.
Jéssica Stapazzolo Custodio de Lima tinha 33 anos quando desapareceu do alcance de quem a amava. Preocupados com o silêncio dela desde o sábado anterior, amigos acionaram a polícia em Castelnuovo del Garda, cidade próxima a Verona, na Itália. Na manhã de terça-feira, 28 de outubro, os agentes encontraram seu corpo no apartamento onde ela vivia com o companheiro — marcado por múltiplas facadas.
O suspeito, Douglas Reis Pedroso, 41 anos, também brasileiro, havia ligado para os carabinieri por volta da meia-noite dizendo que pretendia se matar. A polícia o localizou em um endereço diferente do apartamento e o prendeu. No interrogatório, ele confessou o crime. A faca supostamente usada foi encontrada dentro do seu carro.
O que torna o caso ainda mais pesado é o que já se sabia. Jéssica havia denunciado Pedroso por violência doméstica em múltiplas ocasiões. Em abril deste ano, ele a jogou no chão, arrastou-a pelos cabelos pelo asfalto, desferiu socos em seu rosto e a golpeou com a chave do carro — episódio que resultou em medida cautelar. Entre agosto de 2024 e abril de 2025, ele respondeu por maus-tratos e lesão corporal. Em dezembro de 2024, foi acusado de agressão sexual contra a irmã de Jéssica, resistindo e ameaçando policiais durante a intervenção.
A violência cobrou um preço além do físico: Jéssica perdeu a guarda do filho de um relacionamento anterior justamente por causa das circunstâncias domésticas em que vivia. Pessoas próximas a ela descreveram essa perda como reflexo direto do ambiente de terror que enfrentava.
Perdroso não era desconhecido das autoridades italianas — já havia sido condenado por recusar o teste do bafômetro, e o Ministério Público de Verona o aponta como usuário excessivo de álcool e drogas. A investigação continua, com o legista trabalhando para determinar a data e hora exatas da morte. O Itamaraty foi contatado, mas não havia respondido até o momento da publicação.
Jéssica Stapazzolo Custodio de Lima tinha 33 anos quando amigos, preocupados porque ela não respondia mensagens nem atendia ligações desde o sábado anterior, acionaram a polícia em Castelnuovo del Garda, uma cidade próxima a Verona, na Itália. Na manhã de terça-feira, 28 de outubro, quando os agentes chegaram ao apartamento onde ela vivia com o companheiro, encontraram seu corpo com múltiplas facadas.
O suspeito é Douglas Reis Pedroso, também brasileiro, com 41 anos. Ele ligou para os carabinieri por volta da meia-noite, dizendo que pretendia tirar a própria vida. A polícia conseguiu localizá-lo em um endereço diferente daquele onde o corpo foi descoberto e o prendeu. Durante o interrogatório, Pedroso confessou ter matado Jéssica, embora tenha dito que o número exato de facadas ainda estivesse sendo determinado. A faca supostamente usada no crime foi encontrada dentro de seu carro.
O que torna este caso particularmente grave é o histórico documentado de violência. Jéssica havia denunciado Pedroso por violência doméstica em múltiplas ocasiões anteriores. Em abril deste ano, ele foi detido após agredi-la: jogou-a no chão, arrastou-a pelos cabelos pelo asfalto, desferiu socos em seu rosto e a atingiu repetidamente com a chave do carro. Naquela ocasião, uma medida cautelar foi aplicada. Entre agosto de 2024 e abril de 2025, ele respondeu por acusações de maus-tratos e lesão corporal intencional contra ela. Em dezembro de 2024, Pedroso foi acusado de agressão sexual contra a irmã de Jéssica; quando policiais intervieram, ele resistiu e os ameaçou.
As consequências da violência se estenderam além de Jéssica. Ela perdeu a guarda do filho de um relacionamento anterior justamente por causa da situação de violência que vivia no apartamento. Pessoas próximas a ela relataram essa perda como um reflexo direto das circunstâncias domésticas em que estava inserida.
Pedroso não era desconhecido das autoridades italianas. Ele já havia sido condenado por se recusar a fazer o teste do bafômetro. O Ministério Público de Verona aponta que ele parece ser usuário excessivo de álcool e drogas. Quando resistiu aos policiais durante a intervenção pela agressão sexual, sua prisão preventiva foi solicitada.
A polícia continua investigando as circunstâncias exatas do crime, enquanto o legista trabalha para determinar a data e hora precisas da morte. O Itamaraty foi contatado para fornecer mais detalhes sobre o caso, mas não havia respondido até o momento da publicação.
Citas Notables
Matou a vítima com um número ainda indeterminado de facadas— Douglas Reis Pedroso, durante interrogatório