Em Castelnuovo del Garda, na Itália, uma mulher brasileira de 33 anos foi morta a facadas pelo ex-companheiro — um homem com histórico documentado de violência doméstica que já havia sido preso por agredi-la. Jessica Stappazzollo Custodio de Lima era pedagoga, terapeuta e mãe, e havia postado mensagens de encorajamento para outras mulheres enquanto vivia sob ameaça constante. O caso se inscreve numa tragédia recorrente: a distância entre o reconhecimento do perigo e a proteção efetiva das vítimas de feminicídio.
Brasileira é morta a facadas pelo ex-companheiro na Itália
Viveu meses de medo e violência, mas nunca teve coragem de denunciar
O que sabemos sobre o relacionamento deles antes do crime?
Douglas havia sido preso no início do ano por violência doméstica contra Jessica. A irmã dela disse que Jessica vivia com medo, mas nunca havia denunciado formalmente — até que Laiza mesma fez uma denúncia em dezembro após presenciar uma agressão.
Então há uma denúncia formal de Laiza em dezembro, mas não sabemos se Jessica havia feito denúncia própria antes disso. A imprensa italiana relata que ele agrediu Jessica na frente da filha, mas não temos detalhes sobre quantas vezes ou em que contexto exato.
Por que ela não denunciou, mesmo com a filha envolvida?
Laiza disse que Jessica tinha medo e não tinha coragem. Isso é comum em situações de violência doméstica — a vítima fica presa pelo medo, pela dependência, pela esperança de que as coisas mudem.
Verdade, mas também não sabemos se havia barreiras práticas — idioma, documentação, acesso a recursos na Itália. A reportagem não explora isso.
E Douglas? Ele confessou?
Ele ligou para as autoridades depois de matar Jessica. Ameaçou tirar a própria vida. A faca foi encontrada no carro dele.
Ele confessou ou apenas ligou para a polícia? A reportagem não deixa claro se ele admitiu verbalmente o crime ou se a polícia deduziu pela evidência física. Há diferença.
Qual é o padrão aqui?
Uma mulher sob violência doméstica repetida, com uma filha, que não consegue sair. Um homem com antecedentes criminais que não é impedido de continuar próximo a ela. E no final, morte.
É um padrão real, mas também é importante notar que a polícia italiana prendeu Douglas após a primeira denúncia de violência doméstica. O sistema respondeu. O que falhou foi a proteção contínua, ou talvez a capacidade de Jessica de se afastar completamente.
Il Polso
- Douglas Reis Pedroso, 41 anos, com extensa ficha criminal e histórico de violência contra Jessica, desferiu golpes de faca que tiraram a vida dela em 28 de outubro de 2025.
- Ele havia sido preso no início do ano por denúncias de agressão doméstica — e ainda assim permanecia presente na vida da vítima, que vivia meses de medo silenciado.
- A irmã de Jessica chegou a registrar uma denúncia formal em dezembro de 2024, mas o sistema não foi capaz de afastar o agressor a tempo.
- Após o crime, Douglas ligou para as autoridades, ameaçou suicídio e foi preso com a faca dentro do próprio carro — confessando o assassinato.
- Uma filha ficou sem mãe; a criança já havia presenciado agressões repetidas ao longo do tempo, tornando-se também vítima invisível dessa violência.
Em Castelnuovo del Garda, na Itália, uma mulher brasileira de 33 anos foi morta a facadas pelo ex-companheiro — um homem com histórico documentado de violência doméstica que já havia sido preso por agredi-la. Jessica Stappazzollo Custodio de Lima era pedagoga, terapeuta e mãe, e havia postado mensagens de encorajamento para outras mulheres enquanto vivia sob ameaça constante. O caso se inscreve numa tragédia recorrente: a distância entre o reconhecimento do perigo e a proteção efetiva das vítimas de feminicídio.
Jessica Stappazzollo Custodio de Lima tinha 33 anos e vivia em Castelnuovo del Garda, na Itália. Pedagoga e terapeuta especializada em drenagem linfática, ela compartilhava mensagens de encorajamento nas redes sociais — inclusive uma reflexão no Dia das Mulheres pedindo que colocassem "coragem nos olhos". Poucos sabiam que ela mesma vivia sob ameaça constante do ex-companheiro Douglas Reis Pedroso, 41 anos.
Douglas tinha extensa ficha criminal e havia sido preso no início de 2025 após denúncias de violência doméstica contra Jessica. Mesmo assim, permanecia na vida dela. Segundo a irmã, Laiza Stappazzollo, Jessica viveu meses de medo e agressões — inclusive na frente da filha — sem encontrar forças para denunciar formalmente. A própria Laiza havia registrado uma queixa após um episódio ocorrido em dezembro de 2024, mas isso não foi suficiente para protegê-la.
Em 28 de outubro, Douglas matou Jessica com golpes de faca. Logo depois, ligou para as autoridades italianas e ameaçou tirar a própria vida. A faca foi encontrada dentro do carro dele. Ele foi preso e permanece detido. Jessica deixa uma filha, que crescerá sem mãe.
Jessica Stappazzollo Custodio de Lima tinha 33 anos quando foi morta a facadas pelo ex-companheiro Douglas Reis Pedroso, de 41, na terça-feira 28 de outubro, na cidade de Castelnuovo del Garda, na Itália. Os dois eram brasileiros. Ela deixa uma filha.
Jessica era pedagoga e trabalhava como terapeuta especializada em drenagem linfática. Divulgava seu trabalho nas redes sociais, onde compartilhava mensagens de encorajamento. No Dia das Mulheres, havia postado uma reflexão pedindo às mulheres que colocassem "coragem nos olhos" — uma coragem que permitisse enxergar tudo ao alcance da felicidade. Ninguém sabia, ou poucos sabiam, que ela vivia sob ameaça constante.
Douglas Reis Pedroso tinha uma extensa ficha criminal. No início de 2025, havia sido preso após denúncias de violência doméstica contra Jessica. Mesmo assim, ele permanecia na vida dela. A irmã de Jessica, Laiza Stappazzollo, contou depois à emissora Mediaset que a brasileira havia vivido meses de medo e violência, mas nunca havia encontrado coragem para denunciar. Segundo a imprensa italiana, Douglas havia agredido Jessica na frente da filha — repetidamente, ao longo do tempo.
No dia do crime, Douglas matou Jessica com golpes de faca. Depois, ligou para as autoridades italianas. Ameaçou tirar a própria vida. A faca usada no homicídio foi encontrada dentro do carro dele, e ele foi preso.
Laiza revelou que havia feito uma denúncia contra Douglas após um episódio de violência ocorrido em 28 de dezembro de 2024. O suspeito permanece preso. Mas a denúncia não foi suficiente para proteger a irmã. Jessica não estava mais viva para ver o caso avançar. Sua filha crescerá sem mãe.
Citazioni salienti
Deve ser uma coragem tão determinada que permita enxergar tudo ao alcance da sua felicidade— Jessica, em postagem no Dia das Mulheres
Viveu meses de medo e violência, mas nunca teve coragem de denunciar— Laiza Stappazzollo, irmã de Jessica, à emissora Mediaset