Em Benidorm, na costa espanhola, uma mulher brasileira de 33 anos chamada Meriane foi assassinada pelo companheiro dentro do apartamento onde o casal vivia há apenas dois meses. O crime, marcado por uma brutalidade que chocou a comunidade local, revelou mais uma vez como a violência doméstica pode permanecer invisível até o momento irreversível — Meriane nunca havia registrado uma queixa formal. A cidade respondeu com luto oficial e protesto público, lembrando que o silêncio das vítimas não é consentimento, e que a ausência de denúncias anteriores não é ausência de perigo.
Brasileira é morta a facadas na Espanha; manifestantes protestam contra feminicídio
Meriane nunca havia registrado queixa contra o companheiro
Como é que duas pessoas conseguem estar envolvidas em um crime assim sem que ninguém tenha visto nada antes?
Os vizinhos ouviram gritos e discussão, mas isso não é incomum em relacionamentos abusivos. O que é raro é alguém denunciar. Esses dois homens que procuraram a polícia — eles conheciam o suspeito, então talvez tenham sentido responsabilidade.
Mas a gente não sabe por que eles denunciaram. Medo? Remorso? O jornal não explica. E a questão de eles terem ajudado a colocar o corpo nas malas — isso vem só de um jornal local, não está confirmado por múltiplas fontes.
E quanto à mulher? Ela não tinha deixado nenhum sinal de que estava em perigo?
Não havia registro de queixa anterior. Ele não tinha antecedentes de violência doméstica. Às vezes a violência é invisível até o momento em que explode.
Isso é importante: não sabemos se ela não denunciou porque não havia violência anterior ou porque tinha medo. Não denunciar não significa que tudo estava bem.
Por que a comunidade saiu às ruas dois dias depois?
Porque um crime assim não é isolado. É parte de um padrão. Quando uma mulher morre assim, especialmente uma imigrante, a comunidade sente que poderia ter sido qualquer uma delas.
O protesto foi significativo — dezenas de pessoas, silêncio oficial da câmara municipal. Mas a gente não sabe se vai resultar em mudanças concretas nas políticas de proteção a mulheres em situação de risco.
Le Pouls
- Meriane foi morta a facadas pelo companheiro e seu corpo foi esquartejado e transportado em malas até um município vizinho, onde o suspeito tentou queimá-lo, quase causando um incêndio florestal.
- Dois conhecidos do suspeito procuraram a polícia para denunciar o crime, mas relatos indicam que eles próprios ajudaram a acondicionar os restos mortais nas malas antes de se apresentarem às autoridades.
- Vizinhos do edifício relataram ter ouvido gritos e uma discussão intensa momentos antes do assassinato, sinais que não foram suficientes para evitar a tragédia.
- O companheiro de Meriane foi preso preventivamente sem direito a fiança e é investigado por homicídio; ela nunca havia registrado queixa formal contra ele, e ele não tinha antecedentes de violência doméstica.
- Dezenas de manifestantes, majoritariamente mulheres, reuniram-se em frente à prefeitura de Benidorm dois dias após o crime, e a câmara municipal decretou luto oficial em resposta ao assassinato.
Em Benidorm, na costa espanhola, uma mulher brasileira de 33 anos chamada Meriane foi assassinada pelo companheiro dentro do apartamento onde o casal vivia há apenas dois meses. O crime, marcado por uma brutalidade que chocou a comunidade local, revelou mais uma vez como a violência doméstica pode permanecer invisível até o momento irreversível — Meriane nunca havia registrado uma queixa formal. A cidade respondeu com luto oficial e protesto público, lembrando que o silêncio das vítimas não é consentimento, e que a ausência de denúncias anteriores não é ausência de perigo.
Meriane tinha 33 anos quando foi assassinada a facadas pelo companheiro dentro do apartamento onde moravam juntos em Benidorm, na costa espanhola. O crime aconteceu no domingo 27 de setembro, em um imóvel que o casal ocupava há apenas dois meses. Após matá-la, o homem — também brasileiro, de 40 anos — esquartejou o corpo, colocou os restos em duas malas e as levou até Finestrat, município vizinho na Comunidade Valenciana, onde tentou queimá-los. As chamas se espalharam pela vegetação e quase provocaram um incêndio florestal.
Dois conhecidos do suspeito procuraram a polícia espanhola para denunciar o assassinato, descrevendo como Meriane havia sido morta. Segundo a imprensa local, eles também teriam ajudado a colocar os restos mortais nas malas antes de se apresentarem às autoridades. Hóspedes do mesmo edifício relataram ter ouvido gritos e uma discussão acalorada entre o casal pouco antes do crime. O companheiro foi preso preventivamente sem direito a fiança e responde por homicídio. Um detalhe que pesou sobre o caso: Meriane nunca havia registrado queixa formal contra ele, e ele não tinha antecedentes de violência doméstica.
Dois dias após o assassinato, dezenas de manifestantes — majoritariamente mulheres — se reuniram em frente à prefeitura de Benidorm em protesto contra a violência de gênero. Cartazes com a mensagem 'Benidorm diz não à violência de gênero' marcaram o ato, que incluiu cinco minutos de silêncio em homenagem a Meriane. A câmara municipal decretou luto oficial. O caso reacendeu o debate sobre feminicídio e violência doméstica tanto entre a comunidade brasileira na Espanha quanto entre os moradores locais.
Meriane tinha 33 anos quando foi morta a facadas dentro do apartamento onde vivia com o companheiro em Benidorm, na costa espanhola. O crime aconteceu no domingo, 27 de setembro, em um imóvel que o casal ocupava há apenas dois meses. O homem, também brasileiro, tinha 40 anos. Depois de matá-la, ele esquartejou o corpo, colocou os restos em duas malas e as transportou até Finestrat, um município vizinho na Comunidade Valenciana. Segundo relatos da imprensa local, ele tentou queimar o que restava dela, e as chamas se espalharam pela vegetação circundante, quase provocando um incêndio florestal.
Dois homens que conheciam o suspeito procuraram a polícia espanhola para denunciar o assassinato. Conforme o jornal El País, eles afirmaram saber quem havia cometido o crime e descreveram como Meriane foi morta e depois esquartejada. A publicação local Información acrescentou que esses dois suspeitos ajudaram a colocar os restos mortais nas malas antes de se apresentarem às autoridades. Os nomes deles não foram divulgados.
Hóspedes que estavam no mesmo edifício onde o casal morava relataram ter ouvido gritos e uma discussão acalorada entre os dois pouco antes do assassinato. Quando a polícia chegou ao apartamento, acionou o protocolo para crimes violentos. O companheiro de Meriane, de 40 anos, foi preso preventivamente, assim como as outras duas pessoas envolvidas. A Vara da Violência contra a Mulher do Tribunal de Primeira Instância de Benidorm decretou sua prisão sem direito a fiança, e ele é investigado por homicídio.
Um detalhe importante: Meriane nunca havia registrado uma queixa formal contra o companheiro, e ele não possuía antecedentes criminais por violência doméstica. A Polícia Nacional espanhola continua investigando o caso.
Dois dias depois do crime, na terça-feira 29 de setembro, dezenas de manifestantes se reuniram em frente à prefeitura de Benidorm para protestar contra a violência de gênero. O protesto, que reuniu principalmente mulheres, guardou cinco minutos de silêncio em homenagem a Meriane. Pessoas seguravam cartazes com a mensagem "Benidorm diz não à violência de gênero". A câmara municipal da cidade decretou um dia de luto oficial em resposta ao assassinato. O caso reacendeu a discussão sobre feminicídio e violência doméstica entre a comunidade brasileira na Espanha e entre os moradores locais de Benidorm.
Citations marquantes
Benidorm diz não à violência de gênero— Cartazes exibidos durante o protesto em frente à prefeitura