Brasileira é morta a facadas em Barcelona; Catalunha repudia feminicídio

Mulher de 34 anos morta a facadas; dois filhos menores presenciaram o crime; família em luto e buscando apoio para repatriação do corpo.
Queremos justiça. Que ele pague por esse crime
Waldson Caldas, irmão da vítima, fala sobre o que a família espera do processo judicial.
Mark

Por que esse crime ganhou repercussão política tão rápida na Catalunha?

Mimi

Porque é o quarto feminicídio do ano na região. Os líderes políticos estão sinalizando que não vão ignorar um padrão de violência contra mulheres.

Luke

Mas a gente sabe quantos feminicídios houve na Catalunha no ano inteiro? Ou só sabemos que esse é o quarto?

Mimi

A reportagem só menciona que é o quarto. Não temos contexto sobre o total anual ou como isso se compara a anos anteriores.

Mark

E quanto aos filhos — como eles estão?

Mimi

A reportagem não fornece informações sobre o estado emocional ou físico das crianças. Sabemos que estavam no imóvel durante o crime, mas nada além disso.

Luke

Isso é um vazio importante. Duas crianças presenciaram a morte da mãe e não há relato sobre apoio psicológico ou cuidados.

Mark

A família conseguiu o apoio da Embaixada?

Mimi

Não sabemos. A reportagem diz que estão buscando, mas o Ministério das Relações Exteriores não respondeu até o fechamento.

Luke

Então é uma situação em aberto. A família está sozinha nesse processo por enquanto.

  • Camila foi atacada com múltiplos golpes de faca dentro do próprio apartamento, enquanto seus filhos de 4 e 8 anos estavam presentes — uma violência que não deixou espaço para fuga ou despedida.
  • O agressor fugiu após o crime, mas foi capturado pela polícia catalã horas depois, confirmando que a brutalidade do ato não garantiu impunidade imediata.
  • Líderes políticos da Catalunha reagiram com indignação pública, classificando o assassinato como intolerável e alertando que o país não pode normalizar a morte de mulheres.
  • A família de Camila, no Brasil, enfrenta agora um duplo peso: o luto abrupto e a burocracia do traslado internacional do corpo, sem resposta ainda do governo brasileiro sobre assistência consular.

Uma mulher brasileira de 34 anos, Camila Kellem da Silva Caldas, foi assassinada a facadas pelo próprio companheiro em Barcelona, onde havia construído uma vida ao longo de dez anos. O crime, que deixou dois filhos pequenos como testemunhas involuntárias, é investigado como violência de gênero e representa o quarto feminicídio do ano na Catalunha. Enquanto autoridades políticas condenam o ocorrido e o suspeito permanece detido, a família, do outro lado do Atlântico, enfrenta o luto e a árdua tarefa de trazer Camila de volta para casa.

Camila Kellem da Silva Caldas tinha 34 anos e havia feito de Barcelona sua casa por uma década. Na terça-feira, 28 de julho, seu companheiro entrou no apartamento onde moravam, no bairro de Sant Martí, e a atacou com múltiplos golpes de faca. Os dois filhos do casal, de 4 e 8 anos, estavam no imóvel quando o crime aconteceu.

Depois do ataque, o homem fugiu, mas foi preso horas depois pela polícia catalã. A Delegação do Governo contra a Violência de Gênero abriu investigação formal e classificou o caso como violência de gênero — o quarto feminicídio do ano na Catalunha. O presidente Salvador Illa e a ministra da Igualdade, Eva Menor, condenaram publicamente o crime. "Não podemos normalizar que continuem assassinando mulheres", declarou Menor.

O irmão de Camila, Waldson Caldas, confirmou que ela mantinha um relacionamento com o suspeito e que os filhos presenciaram tudo. Agora, a família enfrenta o desafio de custear o traslado do corpo ao Brasil, com os pais de Camila viajando à Espanha para cuidar dos procedimentos e buscar apoio da Embaixada brasileira. "Queremos justiça. Que ele pague por esse crime", disse Waldson. O Ministério das Relações Exteriores não havia respondido até o fechamento da matéria.

Camila Kellem da Silva Caldas tinha 34 anos e vivia em Barcelona há uma década. Na terça-feira, 28 de julho, seu companheiro a matou a facadas dentro do apartamento onde moravam juntos, na rua Andrade, no bairro de Sant Martí. Os dois filhos do casal, de 4 e 8 anos, estavam no imóvel quando o crime aconteceu.

Segundo informações do jornal El País, o homem estacionou uma van em frente ao prédio, entrou no apartamento e atacou Camila com múltiplos golpes de faca. Depois do ataque, ele fugiu. A polícia catalã o prendeu horas depois e confirmou, por meio da rede social X, que havia detido um suspeito envolvido na morte violenta de uma mulher. A Delegação do Governo contra a Violência de Gênero classificou o caso como violência de gênero e abriu investigação formal.

O crime gerou repúdio entre líderes políticos catalães. O presidente da Catalunha, Salvador Illa, lamentou o ocorrido nas redes sociais e afirmou que a violência contra mulheres exige uma resposta firme, unitária e constante. A ministra catalã da Igualdade e do Feminismo, Eva Menor, condenou o assassinato com dureza, chamando-o de intolerável e destacando que era o quarto feminicídio do ano na região. "Não podemos normalizar que continuem assassinando mulheres", declarou.

Waldson Caldas, irmão da vítima, conversou com a reportagem e confirmou que Camila morava na Espanha há cerca de dez anos e mantinha um relacionamento com o suspeito. Ele ressaltou que os filhos estavam presentes no momento do crime. A família agora enfrenta o peso de organizar o traslado do corpo de volta ao Brasil. Os pais de Camila estavam previstos para viajar à Espanha na quarta-feira, 29 de julho, para cuidar dos procedimentos necessários e buscar apoio junto à Embaixada do Brasil para cobrir os custos da repatriação.

"Nós todos da família estamos passando por um dos piores momentos de nossas vidas. Queremos justiça. Que ele pague por esse crime", disse Waldson à reportagem. O Ministério das Relações Exteriores foi procurado para informar se o governo brasileiro acompanhava o caso e ofereceria assistência à família durante o processo, mas não respondeu até o fechamento da matéria.

A violência contra as mulheres exige uma resposta firme, unitária e constante
— Salvador Illa, presidente da Catalunha
Condeno com toda a firmeza o quarto feminicídio deste ano na Catalunha. É intolerável. Não podemos normalizar que continuem assassinando mulheres
— Eva Menor, ministra catalã da Igualdade e do Feminismo
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur G1 ↗
Nous contacter FAQ