O Brasil, que por décadas serviu de referência mundial em vacinação infantil, vê hoje esse legado erodir silenciosamente: três em cada dez crianças crescem sem a proteção que gerações anteriores conquistaram com esforço coletivo. O retrocesso, alimentado por desinformação e desconfiança, não é apenas estatístico — é o reaparecimento de doenças que já haviam sido vencidas, como o sarampo, lembrando que o esquecimento do perigo não equivale ao fim dele. O que está em jogo é a memória institucional de um país sobre o valor da prevenção, e a capacidade de cada família de resistir a narrativas que
Brasil vê cobertura vacinal cair a níveis de 30 anos atrás
Crianças desprotegidas contra doenças potencialmente fatais enfrentam risco aumentado de infecção e complicações graves à saúde.