Às vésperas da Assembleia Geral da ONU, Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia uniram vozes em um manifesto que reafirma o valor das instituições internacionais num mundo cada vez mais tentado pelo unilateralismo. A iniciativa, liderada entre outros pelo presidente Lula, não é apenas um gesto diplomático — é uma resposta deliberada ao esvaziamento progressivo da ordem multilateral construída no pós-guerra. Ao reunir democracias de quatro regiões distintas, o documento sugere que a cooperação baseada em regras compartilhadas ainda encontra defensores dispostos a agir coletivamente.