Sob o solo brasileiro repousam elementos que o mundo moderno não pode dispensar — terras raras e minerais críticos que movem desde turbinas eólicas até sistemas de defesa. Em um momento em que potências como Estados Unidos e China redefinem alianças em torno da segurança de suprimentos, o Brasil emerge não apenas como fornecedor, mas como protagonista involuntário de uma nova geopolítica dos recursos. A forma como o país administrar essa herança geológica poderá determinar seu lugar na economia global das próximas décadas.