Brasil não adotará horário de verão em 2025, afirma ministro de Minas e Energia

Vamos literalmente armazenar vento através das baterias
O ministro descreveu a estratégia de armazenamento de energia eólica para estabilizar o sistema elétrico nacional.
Mark

Por que o ministro descarta o horário de verão justamente depois de um apagão? Não parece contraditório?

Mimi

Não, porque o apagão foi um problema de infraestrutura específica, não de falta de energia no sistema como um todo. O país tem capacidade geradora suficiente. O horário de verão é uma medida de redução de consumo, não de geração.

Mark

Então a diversificação energética que o governo promete — baterias, térmicas — é realmente viável em 2025?

Mimi

O leilão de bateria está planejado para este ano. As usinas térmicas já estão em processo de licitação. Não é promessa vaga; são ações em andamento. A questão é se a tecnologia de armazenamento vai escalar rápido o suficiente.

Mark

O ministro mencionou que o Brasil depende muito de hidrelétricas. Isso não é um risco permanente?

Mimi

É. Por isso o governo está diversificando. Mas a dependência de chuvas é estrutural no Brasil. O que mudou é que agora estão tentando compensar isso com armazenamento, não apenas com racionamento ou horário de verão.

Mark

E se as baterias não funcionarem como esperado? Qual é o plano B?

Mimi

O ministro deixou claro que, se necessário, voltam ao horário de verão. Mas a aposta real é que a tecnologia funcione e que o planejamento seja suficiente para evitar isso.

Mark

Por que comparar com Portugal e Espanha? O que aquilo tem a ver com o Brasil?

Mimi

Porque lá os apagões foram causados por energias intermitentes sem armazenamento adequado. O ministro estava dizendo: nós temos um sistema mais robusto, com planejamento melhor. Não vamos cair nessa armadilha.

  • Brasil tem segurança energética suficiente para dispensar horário de verão em 2025
  • Governo planeja lançar leilão de bateria ainda em 2025 para armazenar energias renováveis
  • Apagão ocorreu na segunda-feira (13/10) em diversas regiões do país
  • Sistema brasileiro é descrito como "muito robusto" em comparação com países europeus

Brasil tem segurança energética suficiente para dispensar horário de verão em 2025, segundo ministro Alexandre Silveira. Governo investe em diversificação energética com usinas térmicas e sistemas de armazenamento em baterias para energias intermitentes.

Ministro de Minas e Energia afirma que o Brasil não adotará horário de verão em 2025, citando segurança energética completa. Governo aposta em diversificação da matriz com energias renováveis e sistemas de armazenamento em baterias.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, descartou nesta terça-feira a necessidade de o Brasil adotar horário de verão em 2025. A afirmação foi feita durante entrevista ao podcast "Bom dia, Ministro", da Empresa Brasil de Comunicação, e vem logo após um apagão que atingiu diversas regiões do país na segunda-feira anterior. Segundo Silveira, o país vive uma situação de "segurança energética completa e absoluta", o que torna a medida desnecessária por enquanto.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico realiza avaliações mensais sobre a segurança energética nacional e a modicidade tarifária — o princípio de manter as tarifas de energia em patamares justos. De acordo com o ministro, essas análises indicam que o planejamento do governo e os índices pluviais dos últimos anos permitiram ao Brasil atingir essa condição de segurança energética. Ainda assim, Silveira reconheceu que o país depende fortemente das usinas hidrelétricas, o que o torna vulnerável a variações climáticas.

Para reduzir essa vulnerabilidade, o governo trabalha na diversificação da matriz energética. Uma das estratégias é investir em licitações de usinas térmicas, que podem ser acionadas rapidamente para suprir demandas de pico. Mas a aposta principal está nas energias renováveis — solar e eólica — e, especialmente, em sistemas de armazenamento por baterias. Silveira anunciou que o governo planeja lançar ainda em 2025 um leilão de bateria destinado a armazenar energia gerada por fontes intermitentes.

O desafio das energias renováveis é justamente sua intermitência: dependem de condições naturais e não geram eletricidade de forma contínua. Com a tecnologia de bateria, será possível armazenar energia solar durante o dia para uso em horários de menor geração, como à noite. "Através da bateria, vamos ter o sol até 22 horas armazenado", afirmou o ministro, descrevendo o sistema como um mecanismo de estabilização do setor elétrico nacional. A mesma lógica se aplica à energia eólica: o vento será literalmente armazenado nas baterias para uso posterior.

Silveira comparou o cenário brasileiro com o de países europeus, citando apagões recentes em Portugal e Espanha causados pela oscilação na geração de energias intermitentes. Segundo ele, o sistema energético brasileiro é "muito robusto" e conta com planejamento "muito bem feito", o que o diferencia daqueles contextos. Essa robustez, na avaliação do ministro, dispensa a volta do horário de verão — medida historicamente adotada para reduzir o consumo de energia no período noturno.

Ao encerrar sua fala, Silveira deixou uma ressalva: caso fosse necessário implementar o horário de verão no futuro, o governo teria "coragem completa e absoluta" de fazê-lo, independentemente de controvérsias públicas sobre a medida. O que não pode faltar, enfatizou, é energia para o povo brasileiro. Por enquanto, porém, a segurança energética do país permite prescindir dessa alternativa.

Chegamos à conclusão de que, graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano
— Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro. Por isso, teríamos coragem completa e absoluta, caso fosse necessário, independentemente das opiniões e das controvérsias sobre o horário de verão, de implementá-lo
— Alexandre Silveira
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