Em meio à guerra na Ucrânia, o Senado americano aprovou um projeto que pode impor tarifas de até 500% sobre combustíveis russos — e de até 100% sobre países que os compram em grande escala. O Brasil, que passou a depender da Rússia para 60% de seu diesel desde o início do conflito, encontra-se numa encruzilhada geopolítica sem ter sido sequer nomeado: a lógica da interdependência econômica raramente respeita a neutralidade declarada. O destino da proposta, e do diesel brasileiro, aguarda setembro.