Brasil enfrenta Índia em amistoso após testes difíceis contra Austrália

Uma oportunidade que pode não voltar tão cedo para a Índia
O amistoso representa um marco histórico para o futebol indiano, enquanto para o Brasil é apenas mais um teste de preparação.
Mark

Por que a Índia deu tanta importância a um amistoso contra o Brasil?

Mimi

Porque nunca enfrentaram o Brasil antes e a federação vê isso como uma chance de impulsionar o futebol no país. Retiraram a seleção de outro torneio só para se preparar.

Luke

Mas o amistoso não é o destaque principal na mídia indiana, certo? Jogos Asiáticos e críquete estão acima.

Mimi

Verdade. Para a federação é histórico, mas para o país como um todo, o futebol ainda compete com outros esportes.

Mark

E o episódio com Messi — isso realmente mudou como o Brasil se preparou?

Mimi

Completamente. A CBF planejou toda a logística para evitar incidentes. Os jogadores passaram pela alfândega dentro do avião, embarcaram em ônibus blindados.

Luke

Mas sabemos se há risco real ou se é apenas precaução? O texto não deixa claro.

Mimi

É precaução baseada em um precedente. Messi causou revolta ao sair cedo, então o Brasil não quer repetir aquilo.

Mark

Ancelotti vai usar esse jogo como teste mesmo com a Índia sendo muito mais fraca?

Mimi

Sim. Vai dar minutos a jogadores com pouca participação, como Pedro Morisco no gol e Breno Bidon no meio.

Luke

Faz sentido para o Brasil, mas para a Índia é uma chance que pode não voltar tão cedo.

Mimi

Exatamente. Para eles é um evento raro. Para o Brasil é rotina de preparação.

  • Brasil chega após empate nos acréscimos e vitória sem brilho contra Austrália
  • Índia ocupa 138ª posição no ranking da Fifa e nunca disputou Copa do Mundo
  • Federação indiana retirou seleção da Copa da ASEAN para se preparar para o jogo
  • Messi visitou o mesmo estádio em dezembro e causou revolta ao sair cedo
  • Jogo acontece no Salt Lake Stadium em Calcutá, às 11h (horário de Brasília)

Brasil chega ao jogo após empate nos acréscimos e vitória sem brilho contra Austrália, 26ª do ranking, enquanto Índia ocupa 138ª posição e nunca disputou Copa do Mundo. Carlo Ancelotti vai continuar rotina de testes, com Pedro substituindo Raphinha lesionado e Pedro Morisco tendo chance de estrear na data Fifa.

Seleção brasileira enfrenta a Índia neste sábado em Calcutá após dois testes contra a Austrália. Para os indianos, o duelo representa oportunidade histórica de impulsionar o futebol no país.

A seleção brasileira chega a Calcutá neste sábado carregando o peso de dois encontros desgastantes contra a Austrália. Um terminou empatado apenas nos acréscimos; o outro, uma vitória sem convencimento. Agora enfrenta a Índia, 138ª colocada no ranking da Fifa, um adversário que nunca participou de uma Copa do Mundo e que terá o Brasil como rival internacional pela primeira vez. A distância entre os dois times é considerável. Enquanto os australianos ocupam a 26ª posição e disputam Mundiais há seis edições consecutivas, os indianos ainda buscam consolidar seu espaço no futebol de alto nível.

Carlo Ancelotti mantém sua estratégia de rotação e testes. Pedro herdará a vaga de Raphinha, cortado por lesão, em um ataque que também contará com Estêvão e Vinicius Junior. A defesa será formada por Matheuzinho, Marquinhos, Arthur Dias e Douglas Santos, enquanto o meio de campo segue com Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo. O técnico italiano também aproveitará a oportunidade para dar minutos ao goleiro Pedro Morisco, do Coritiba, que ainda não entrou em campo nesta data Fifa. Jogadores com pouca minutagem, como o meia Breno Bidon do Corinthians, também devem ganhar tempo de jogo. "São muito bons e têm que aproveitar essa oportunidade. Nós vamos acompanhar essa progressão", afirmou Ancelotti.

Para a Índia, porém, este não é um amistoso comum. A federação indiana de futebol trata o confronto como um marco histórico para o desenvolvimento do esporte no país. Cartazes e outdoors cobrem Calcutá anunciando a partida. Kalyan Chaubey, presidente da AIFF, considerou o jogo tão importante que retirou a seleção da disputa da Copa da ASEAN, realizada entre setembro e outubro, para se dedicar exclusivamente à preparação. Em nota oficial, a federação afirmou que receber uma das seleções mais vitoriosas da história transcende questões financeiras, podendo gerar impacto sobre a equipe, os torcedores e todo o ecossistema do futebol local — algo que classificou como "difícil de mensurar".

A expectativa, porém, divide espaço com eventos de maior peso na Índia nesta semana. Os Jogos Asiáticos e o sorteio da Copa do Mundo de Críquete ocupam as manchetes dos principais portais de notícias locais. Quando o elenco de Ancelotti desembarcou na quinta-feira, ambos os acontecimentos ganhavam mais destaque nas capas dos sites de notícias do país do que o amistoso de futebol. No The Times of India, o portal mais lido do país, a cobertura do jogo destacava principalmente o esquema de segurança montado para receber os brasileiros.

Esse reforço na segurança não é casual. Em dezembro, Lionel Messi esteve no mesmo estádio para uma partida de exibição, mas apenas caminhou ao redor do gramado por cerca de 20 minutos antes de deixar o local. A reação foi caótica: torcedores arrancaram cadeiras e as jogaram no campo, enquanto outros invadiram o gramado. O episódio deixou a CBF em alerta máximo. Toda a logística da seleção durante a passagem pela Índia foi planejada para evitar novos incidentes. Ao desembarcar, os jogadores passaram pelos procedimentos de alfândega — verificação de passaportes — ainda dentro do avião. Na pista, embarcaram em dois ônibus antes de seguir para o hotel.

O jogo acontece no Salt Lake Stadium, em Calcutá, às 11h (horário de Brasília), com transmissão pela TV Globo, SporTV e Ge TV. O árbitro será Ilgiz Tantashev, do Uzbequistão. A Índia entra em campo com Gurpreet Sandhu no gol e uma formação que inclui nomes como Manvir Singh, Anwar Ali e Akash Mishra. O técnico indiano é Khalid Jamil. Para o Brasil, trata-se de mais um teste antes de compromissos mais significativos; para a Índia, representa uma oportunidade de marcar presença no futebol internacional de elite.

São muito bons e têm que aproveitar essa oportunidade. Nós vamos acompanhar essa progressão
— Carlo Ancelotti, técnico do Brasil
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