Em Wembley, diante de mais de 83 mil espectadores, a seleção brasileira feminina e a Inglaterra protagonizaram um duelo que transcendeu o resultado: um empate arrancado nos acréscimos por Andressa Alves, seguido de uma derrota nos pênaltis por 4 a 2, que deixou o Brasil com o vice-campeonato da Finalíssima. O torneio, criado pela Uefa e Conmebol para aproximar continentes, revelou tanto as fragilidades quanto a resiliência de uma equipe que ainda busca sua melhor forma antes da Copa do Mundo.
Brasil empata nos acréscimos, mas perde Finalíssima para Inglaterra nos pênaltis
Andressa Alves pegou a sobra para empatar nos acréscimos
Por que essa partida importa tanto se é só um amistoso?
Porque as duas melhores seleções femininas do mundo — campeãs de seus continentes — se encontraram poucos meses antes da Copa do Mundo. É o tipo de teste que mostra onde você está e o que precisa melhorar.
Mas é importante notar que a Finalíssima é uma iniciativa de intercâmbio entre confederações, não um torneio tradicional. Não é a mesma coisa que uma competição oficial.
O Brasil perdeu, então. Como foi a partida?
Não exatamente. O Brasil empatou 1 a 1 no tempo normal — a Inglaterra abriu 1 a 0, mas Andressa Alves marcou nos acréscimos. Perdeu nos pênaltis, 4 a 2.
E vale dizer que a Inglaterra dominou o primeiro tempo completamente. O Brasil só cresceu depois das mudanças táticas de Pia Sundhage no segundo tempo.
Qual foi o diferencial da Inglaterra?
Rapidez na troca de passes, boa variação de jogadas. Lucy Bronze, Lauren James, Hemp — jogadoras de qualidade. Toone marcou um golaço no primeiro tempo.
Mas a Inglaterra recuou no segundo tempo e apostou em contra-ataques. Isso sugere que o Brasil realmente pressionou e criou dificuldades.
E o Brasil? Teve chances?
Teve. Geyse mandou uma bomba que a goleira Earps teve dificuldade para defender. Mas os erros de passe prejudicaram bastante no primeiro tempo.
O ponto é que o Brasil foi melhor no segundo tempo, mas não conseguiu converter isso em gol até os acréscimos. Nos pênaltis, a Inglaterra foi mais fria.
Isso muda algo para a Copa do Mundo?
Muda tudo. Mostra que o Brasil pode competir com a melhor seleção europeia, mas também mostra as fraquezas — a saída de bola, a consistência nos 90 minutos.
E o Brasil ainda tem um amistoso contra a Alemanha antes da Copa. Essa sequência de testes é crucial para a preparação.
The Pulse
- A Inglaterra dominou o primeiro tempo com intensidade e organização, abrindo o placar com um golaço de Toone que expôs as dificuldades brasileiras na saída de bola.
- O Brasil viveu uma primeira etapa de erros e reações insuficientes, dependendo de defesas decisivas de Lelê para não sair com uma desvantagem ainda maior no intervalo.
- As substituições de Pia Sundhage no segundo tempo transformaram o jogo: Andressa Alves e Adriana deram novo fôlego à equipe, que passou a pressionar e assustar a goleira Earps.
- Nos acréscimos, Andressa Alves aproveitou uma sobra após falha da goleira inglesa e empatou aos 47 minutos, forçando a decisão por pênaltis.
- Na disputa de penalidades, o sangue frio inglês prevaleceu: Tamires e Rafaelle desperdiçaram para o Brasil, e Kelly selou o título europeu por 4 a 2.
Em Wembley, diante de mais de 83 mil espectadores, a seleção brasileira feminina e a Inglaterra protagonizaram um duelo que transcendeu o resultado: um empate arrancado nos acréscimos por Andressa Alves, seguido de uma derrota nos pênaltis por 4 a 2, que deixou o Brasil com o vice-campeonato da Finalíssima. O torneio, criado pela Uefa e Conmebol para aproximar continentes, revelou tanto as fragilidades quanto a resiliência de uma equipe que ainda busca sua melhor forma antes da Copa do Mundo.
Wembley recebeu mais de 83 mil torcedores para a Finalíssima entre Brasil e Inglaterra — campeãs da Copa América e da Eurocopa, respectivamente. O torneio, fruto de uma parceria entre Uefa e Conmebol, prometia um confronto de alto nível, e a Inglaterra cumpriu a promessa logo no primeiro tempo.
Com passes rápidos e variações ofensivas, as inglesas sufocaram a saída de bola brasileira. Lucy Bronze, Lauren James e Hemp foram as principais ameaças, e aos 20 minutos Toone abriu o placar após cruzamento rasteiro de Stanway. O Brasil esboçou reações, mas os erros de passe persistiram, e Lelê precisou trabalhar em dois lances no final da etapa para evitar o segundo gol.
No intervalo, Pia Sundhage promoveu mudanças cirúrgicas, lançando Andressa Alves e Adriana. O efeito foi imediato: o Brasil cresceu, pressionou e obrigou a Inglaterra a recuar. Geyse assustou com uma bomba de longa distância, e as europeias passaram a depender de faltas para travar o ritmo adversário.
Nos acréscimos do segundo tempo, a goleira Earps não segurou um cruzamento e Andressa Alves aproveitou a sobra para empatar aos 47 minutos. A decisão foi para os pênaltis. Ali, a frieza inglesa falou mais alto: Tamires e Rafaelle erraram para o Brasil, e Kelly converteu a última cobrança, sacramentando a vitória por 4 a 2.
O Brasil saiu de Wembley com o vice-campeonato e lições valiosas. A Copa do Mundo na Austrália e Nova Zelândia se aproximava, e um amistoso contra a Alemanha em Nuremberg já estava marcado para a semana seguinte. Nas tribunas, Richarlison, do Tottenham, acompanhou tudo de perto — torcedor ilustre de uma seleção que ainda tem muito a mostrar.
O estádio de Wembley encheu-se de mais de 83 mil torcedores numa quinta-feira à tarde para assistir a um duelo que prometia ser decisivo. A seleção brasileira feminina e a Inglaterra — campeãs, respectivamente, da Copa América e da Eurocopa — se encontravam na Finalíssima, um torneio de intercâmbio criado pela Uefa e Conmebol para aproximar as duas confederações. O que ninguém sabia ainda era que o jogo terminaria nos pênaltis, com a Inglaterra levando a melhor por 4 a 2, enquanto o Brasil saía com o vice-campeonato e uma sensação de oportunidade perdida.
Desde os primeiros minutos, a Inglaterra impôs seu ritmo. Com passes rápidos e variações de jogadas, as inglesas criaram dificuldades para a saída de bola brasileira. Lauren James e Hemp eram as principais referências ofensivas, e Lucy Bronze quase abriu o placar com um chute cruzado que obrigou Lelê a uma defesa difícil. O Brasil tentou responder com um lançamento de Tamires que encontrou Geyse em velocidade, mas o chute da atacante desviou na zaga e saiu pela linha de fundo. A superioridade inglesa era clara, e aos 20 minutos saiu o gol: Lucy Bronze iniciou a jogada pela direita, Stanway chegou à linha de fundo com liberdade, e o cruzamento rasteiro encontrou Toone sem marcação. Ela bateu firme e abriu o placar com um golaço que resumia a qualidade do futebol inglês naquele primeiro tempo.
O Brasil esboçou reações pontuais, mas os erros de passe seguiram prejudicando o time de Pia Sundhage. Aos 29 minutos, Lauren James marcou novamente, mas o gol foi anulado por impedimento. Lelê trabalhou em dois lances seguidos no final da primeira etapa para evitar que a Inglaterra ampliasse, primeiro em uma cabeçada de Hemp e depois em uma finalização de Alessia Russo. O intervalo chegou com a Inglaterra na frente de 1 a 0 e o Brasil precisando de mudanças profundas.
A técnica Pia Sundhage mexeu na equipe para o segundo tempo, trazendo Andressa Alves e Adriana. A mudança funcionou. O Brasil passou a incomodar, alterando completamente o cenário do confronto. Geyse mandou uma bomba que a goleira Earps teve muita dificuldade para defender. A Inglaterra sentiu o golpe e mudou sua estratégia: se antes controlava o jogo com a posse de bola, agora recuava e apostava nos contra-ataques. O Brasil botou pressão total no final da partida, marcando no campo adversário, enquanto a Inglaterra recorria às faltas para travar o jogo.
Nos acréscimos, a estrela de Pia brilhou. Uma bola cruzada chegou à área, a goleira Earps não segurou, e Andressa Alves pegou a sobra para empatar a partida aos 47 minutos do segundo tempo. O jogo ia para os pênaltis. Na cobrança, a Inglaterra mostrou mais sangue frio. Tamires e Rafaelle desperdiçaram para o Brasil, enquanto Tooney perdeu o seu tiro livre para a Inglaterra. Kelly, responsável pela última cobrança das inglesas, definiu o título em favor das europeias com a vitória por 4 a 2 nas penalidades.
O resultado deixava o Brasil com o vice-campeonato, mas a partida serviu como importante teste para ambas as seleções. A Copa do Mundo feminina se aproximava, e seria disputada na Austrália e na Nova Zelândia. O Brasil ainda tinha um amistoso marcado para a terça-feira seguinte contra a Alemanha em Nuremberg, como parte da preparação para o torneio. Entre as tribunas de Wembley estava Richarlison, do Tottenham, que compareceu para incentivar a seleção brasileira — um torcedor ilustre que já havia visitado um treinamento da equipe.
Notable Quotes
A seleção brasileira se superou na disputa, arrancando um empate com a poderosa Inglaterra— Relatório da partida