No final de setembro, Brasil e Estados Unidos se sentarão frente a frente pela primeira vez desde que o conflito tarifário foi reacendido — um encontro que coloca em perspectiva não apenas bilhões em comércio bilateral, mas também a tensão mais profunda entre soberania regulatória e integração econômica global. Em Milwaukee, às margens do G20, ministros brasileiros e o representante comercial americano tentarão encontrar uma linguagem comum em meio a acusações que vão do etanol ao PIX, do desmatamento à tributação digital. Não há acordo à vista, mas há, ao menos, a disposição de conversar.