Em noite que prometia celebração, a seleção brasileira feminina viu uma vantagem confortável escorregar entre os dedos na Arena de Pernambuco. O empate em 2 a 2 contra a Argentina — rival já derrotada dias antes — não é apenas um resultado, mas um espelho que revela as fragilidades que precisam ser corrigidas antes que o Brasil receba o mundo em 2027. No futebol, como na vida, a superioridade nem sempre se converte em conquista.
Brasil cede empate à Argentina apesar de superioridade numérica
Faltou assertividade. Criamos bastante situações, mas não fomos felizes.
Por que um empate contra a Argentina, mesmo com superioridade numérica, é considerado um resultado frustrante?
Porque o Brasil saiu na frente por 2 a 0 e tinha tudo para vencer. Quando a Argentina empatou, a seleção ganhou uma jogadora a mais em campo — uma vantagem clara — mas não conseguiu converter isso em gol. Diante de um torneio mundial em casa, cada teste é oportunidade de afinar a máquina.
Mas vale notar que o Brasil mudou quase toda a equipe em relação ao jogo anterior. Arthur Elias estava testando jogadores. Talvez o resultado reflita menos uma falha tática e mais o processo natural de rodízio antes de um torneio.
Bia Zaneratto disse que faltou assertividade. O que isso significa na prática?
Significa que criaram chances, mas não finalizaram bem. No futebol feminino, como em qualquer futebol, você precisa ser eficiente quando tem oportunidades. A Argentina, mesmo com um jogador a menos, conseguiu se defender bem.
Também é verdade que a Argentina mostrou capacidade de reação. Não era um time fraco que saiu perdendo por 2 a 0. Eles voltaram, empataram, e depois resistiram. Não é só sobre o Brasil ter falhado.
Como fica a preparação para a Copa do Mundo agora?
Continua. O Brasil ainda enfrenta o Japão duas vezes em novembro e dezembro. São os últimos testes antes do torneio em junho. Cada jogo é uma chance de ajustar o que não funcionou.
E vale lembrar que o Brasil venceu a Argentina por 3 a 1 três dias antes. Então não é como se a seleção estivesse em crise. Um empate em um amistoso de preparação, com time alternativo, é diferente de uma derrota em um torneio oficial.
Il Polso
- O Brasil abriu 2 a 0 com autoridade, mas permitiu que a Argentina empatasse ainda antes do intervalo, desperdiçando o controle que havia construído.
- A expulsão de Sofía Domínguez aos 12 minutos do segundo tempo entregou ao Brasil uma vantagem numérica que a equipe simplesmente não soube aproveitar.
- Com um jogador a mais em campo, as brasileiras criaram chances mas falharam na finalização, encerrando o jogo sem marcar o gol que a situação pedia.
- Bia Zaneratto, autora do primeiro gol e voz da frustração coletiva, admitiu que faltou assertividade — um alerta claro para a comissão técnica.
- O técnico Arthur Elias havia renovado a escalação em relação ao jogo anterior, testando atletas diferentes, mas a estratégia não produziu o resultado esperado neste último teste do ano em casa.
Em noite que prometia celebração, a seleção brasileira feminina viu uma vantagem confortável escorregar entre os dedos na Arena de Pernambuco. O empate em 2 a 2 contra a Argentina — rival já derrotada dias antes — não é apenas um resultado, mas um espelho que revela as fragilidades que precisam ser corrigidas antes que o Brasil receba o mundo em 2027. No futebol, como na vida, a superioridade nem sempre se converte em conquista.
A terça-feira à noite começou com o Brasil no controle absoluto. Na Arena de Pernambuco, em Recife, Bia Zaneratto abriu o placar de cabeça — seu 47º gol pela seleção — e Gio Garbelini ampliou logo em seguida aproveitando um rebote. Com 2 a 0 no placar e a memória recente de uma vitória por 3 a 1 sobre a mesma Argentina em Porto Alegre, o cenário parecia tranquilo.
Mas o futebol tem seus próprios ritmos. Após a parada técnica, a Argentina acordou: Falfán diminuiu aos 34 minutos e Bonsegundo empatou logo no início do segundo tempo. O que deveria ter sido um ponto de virada chegou quando Sofía Domínguez foi expulsa por puxar o cabelo de Kerolin — mas a vantagem numérica não se converteu em gols. O jogo terminou em 2 a 2.
O resultado deixa um gosto amargo. Arthur Elias havia renovado quase toda a escalação em relação ao jogo anterior, numa clara intenção de testar diferentes atletas. A estratégia de renovação, porém, não rendeu o fruto esperado. Bia Zaneratto resumiu a frustração: faltou assertividade, efetividade na finalização, letalidade diante do gol adversário.
Este foi o 23º confronto entre os países — o Brasil lidera com 19 vitórias, mas este foi apenas o segundo empate da história do duelo. A preparação para a Copa do Mundo de 2027, que o Brasil sediará entre junho e julho, continua com dois confrontos contra o Japão marcados para novembro e dezembro, ambos em solo japonês.
A seleção brasileira feminina começou a terça-feira à noite com tudo sob controle. Nos primeiros trinta minutos do confronto contra a Argentina na Arena de Pernambuco, em Recife, as brasileiras impuseram seu ritmo e abriram 2 a 0. Bia Zaneratto marcou de cabeça após cruzamento de Raíssa Bahia — seu 47º gol pela seleção — e poucos minutos depois Gio Garbelini aproveitou um rebote para ampliar. Parecia encaminhado mais um triunfo tranquilo, especialmente considerando que o Brasil havia vencido a mesma rival por 3 a 1 apenas três dias antes em Porto Alegre.
Mas o futebol tem seus próprios ritmos. Após a parada técnica, a Argentina acordou. Falfán diminuiu aos 34 minutos aproveitando uma falha na marcação brasileira, e quando o segundo tempo começou, as argentinas voltaram com propósito claro: buscar o empate. Bonsegundo conseguiu aos nove minutos, igualando o placar em 2 a 2.
O que deveria ter sido um ponto de virada para o Brasil chegou aos 12 minutos do segundo tempo, quando Sofía Domínguez foi expulsa por puxar o cabelo de Kerolin durante uma cobrança de lateral. De repente, a seleção brasileira tinha uma jogadora a mais em campo. A vantagem numérica, porém, não se converteu em gols. Mesmo com superioridade, as brasileiras não conseguiram encontrar o terceiro gol e o jogo terminou empatado em 2 a 2.
O resultado deixa um gosto amargo. Este foi o segundo amistoso entre os países nesta data Fifa e o último teste que Arthur Elias comandará no Brasil neste ano. O técnico havia feito mudanças significativas na escalação em relação ao jogo anterior — apenas as laterais Isabela e Raíssa Bahia permaneceram entre as titulares — numa clara intenção de dar oportunidades a diferentes atletas. A estratégia de renovação, porém, não rendeu o resultado esperado.
Bia Zaneratto, autora do primeiro gol, resumiu a frustração após o apito final. Segundo ela, faltou assertividade. As brasileiras criaram muitas situações, mas não foram efetivas na finalização. Ela reconheceu que o estilo ofensivo e agressivo do Brasil deixa a defesa exposta a qualquer vacilo, e que neste jogo especificamente a equipe não conseguiu ser letal na frente.
O empate marca o 23º confronto entre Brasil e Argentina. Historicamente, o Brasil domina a série com 19 vitórias, mas este foi apenas o segundo empate entre os países. A Argentina segue com dois triunfos na história do duelo.
A preparação para a Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho, continua. A seleção feminina ainda terá dois compromissos neste ano. Na próxima data Fifa, enfrentará o Japão duas vezes — em 29 de novembro em Hiroshima e em 5 de dezembro em Okayama, ambas no país das adversárias. Estes serão os últimos testes antes que a equipe entre na reta final de preparação para o torneio em casa.
Citazioni salienti
Acho que faltou assertividade. Criamos bastante situações, mas não fomos felizes. O estilo do Brasil é ser muito ofensivo e agressivo, mas sempre que atacamos ficamos muito expostas.— Bia Zaneratto, atacante da seleção brasileira